Milagre


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milagre sm 1. Feito ou ocorrência extraordinária, não explicável pelas leis da natureza. 2. Fig. Acontecimento admirável, espantoso.

Tem gente que tropeça, disfarça e sai andando como se nada tivesse acontecido. Eu tropeço e caio na risada assustando quem nem tinha notado o meu tropeço. Faço isso na rua, no blog e na vida. Nunca escondi de ninguém minha birra com os perfumes da Lancôme. E nunca contei aqui que torcia o nariz pro Miracle. Pois bem, torcia. Conheci o dito numa época em que eu não ligava muito pra perfume. E ali eu vi cheiro de nada com coisa nenhuma e uma pontadinha de irritância. Resumindo: odiei o dito cujo.

E então o tempo passou, eu passei do tempo (rá!) e resolvi recafungar o Mirrácle (a pronúncia dele é essa, gente - a coisa é francesa). Aí eu saquei a delicadeza daquele cheiro. E percebi que a irritância de outrora era a mais bela lichia que eu já havia encontrado na perfumaria. Milagre define (sem trocadilhos).

Pois bem, Miracle é um floral fresco que tem lichia, frésia, magnólia, jasmim, gengibre, pimenta, âmbar e almíscar. Além disso, Miracle tem felicidade, frescor and borbulhância que a gente sente de longe (agora tenta falar borbulhância em voz alta. rá!). 

A lichia dá aquele toque de fruta sabor água, sabe qual? As flores orvalhadas trazem um tico bem tico de doçura cintilante, o gengibre e a pimenta dão uma leve temperada na coisa toda (em mim, eles aparecem bem pequenininhos, do tamanho ideal) e a base é bem calminha and confortável e vai ficando cada vez mais linda com o passar das horas. Engraçado que algumas vezes eu sinto uma brisa atalcadinha bem suave no coração (no do perfume e no meu, olha que lindo!). 

Enfim, tudo sempre bem equilibrado tal qual perfume de mãe, sabe? De mãe solar, que não pára quieta um segundo, que adora tomar vários banhos por dia, que tá sempre sorrindo e se preocupando com o bem-estar alheio. 

Quem curte Chance Eau Tendre (Chanel), Brit Sheer (Burberry) e Omnia Crystalline (Bvlgari) tem tudo pra gostar do Miracle, já que a vibe é a mesma. Só acho conveniente prová-lo antes de abrir a carteira. Tem gente que não vai gostar da lichia, alguém vai torcer o nariz pra pimenta e uma galera vai estranhar o gengibre. Eu achei tudo lindo, cintilante, de muito bom gosto, super fresco e bem summer. E ao contrário dos colegas da categoria, ele fixa absurdamente bem. 

Só sei que Miracle é tão alegre, mas tão alegre, que se você usar no dia errado periga ele te dar um sorridente "bom dia!" e você esbravejar: "bom dia por quê?". Sorry pela vibe comédia stand-up de quinta. Não foi proposital. 

Só sei que catei um Mirrácle pra mim naquela que me foi a melhor compra do ano. E foi assim que um perfume que eu desprezava foi parar no panteão dos meus preferidos. Milagre! De novo.

Love sem Glamour


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Laranja e pimenta tá bão pra você? Se estiver, se joga no Love And Glamour (JLo). Só não espera o glamour, tá?

Tangerina, goiaba e nectarina estão no topo. Vitória-régia, orquídea e flor de laranjeira formam o coração. Na base, sândalo, almíscar e âmbar. 

Notaram que não tem laranja e pimenta na composição, né? Mas eu sinto! E com força! Laranja e pimenta rebolativas tal qual JLo. A culpa é da tangerina, da goiaba e do sândalo que, juntos, me enganam direitinho e me fazem ver coisa onde não tem.

Não sei por qual motivo, razão ou circunstância Jennifer Lopez se apega às frutas e ao cheiro de limpeza/sabonete/amaciante em 99% do que leva o nome dela. Aqui não é diferente. Love And Glamour é frutalzíssimo com cheiro de roupa limpa que saiu da máquina de lavar. Quedê o glamour disso, meu povo? É, não tem. Mas temos aí um perfuminho diurno, educado e fácil de agradar. [bocejo]

E a Jenny do quarteirão, que costumava ter pouco e agora tem um monte, que não importa pra onde ela vá, ela sabe de onde ela veio, bom, ela fica parada enquanto a grana rola.*

* citação (adaptada por minha conta, risco e licença poética) da música Jenny from the block, by Jennifer Lopez

Sicilyana


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Sendo tataraneta, bisneta, neta, sobrinha, prima e filha de sicilianas, eu tenho que dizer: Dolce & Gabbana acertou em cheio com o Sicily. Nenhum perfume traduz melhor essas mulheres intensas, dramáticas e bem-humoradas, que têm um pezinho na jaca e um sorriso no rosto. Ok, eu também tô falando de mim. Abafa. 

Mas o fato é que eu cresci entre pessoas made in Sicily, com direito a almoço dominical cheio de gente e de comida. E essa gente não tem vergonha de chorar ouvindo música na frente de todo mundo, não se cala diante dos problemas de alguém da família, não se contenta em falar só com a boca, não se resume a um aperto de mão, não se satisfaz em oferecer apenas um prato de macarronada, não se contém diante de uma garrafa de vinho e não perde a chance de gargalhar. 

Essa gente canta junto e chora aqui no Brasil com a música da polenta (quando si pianta la bella polenta, la bella polenta si pianta così, si pianta così, si pianta così...), tem sempre algum conselho ou puxão de orelha pra dar pro parente, fala com a boca e com as mãos, distribui abraços apertados e panelas de macarrão, acredita que o álcool tempera a vida, e ri de si mesma e para si mesma. Por essas e outras, tenho cá comigo que sicilianos não são pessoas; são experiências sensoriais.

Pois bem, Sicília é a terra da minha família, do vulcão Etna, do dialeto engraçado, da bruxa que distribui presentes depois do Natal, dos banquetes familiares com finalidades logísticas (afinal, neles são discutidos os sucessos e os insucessos da italianada), do mar azulzinho, do Don Vito Corleone e do Dolce do Dolce & Gabbana (sim, Domenico Dolce nasceu lá).

Sicily é a terra da madressilva, da flor de laranjeira, da banana, da bergamota, da noz-moscada, do jasmim, do hibisco, do jacinto, da rosa, do sândalo, do almíscar e do heliotrópio.

Cremoso, ensolarado, marcante e voluptuoso, Sicily vai do drama à felicidade (ambos sicilianamente exagerados) num segundo. Assim como os sicilianos, ele se esforça lindamente pra te conquistar. Ligeiramente doce, com notas florais potentes, Sicily traz boas doses de deliciosidade sob a classificação floral oriental.

E é aqui que eu paro de falar sobre esse perfume. A coisa toda degringolou pra uma parcialidade absurda de minha parte. Sorry pela resenha não-resenha. Aliás, eu não faço resenhas de perfumes; eu escrevo textos sobre perfumes (sim, são coisas distintas, me deixa!). 

E fica aqui o meu convite: se você achar um Sicily por aí (infelizmente ele foi descontinuado), se joga na cafungada! Ah, e se você topar com algum siciliano, nunca pergunte sobre os calabreses (reparou que no mapa a Calábria é a ponta do pé da bota que parece que tá dando um chute na Sicília?).

Arrivederci!

O mais bobo e o mais esperto do mundo


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Karl Lagerfeld For Her (Karl Lagerfeld) é o perfume mais bobo do mundo. Karl Lagerfeld é o cara mais esperto do mundo. Vai dizer que lançar um perfuminho genérico and facílimo de agradar não é uma boa sacada, hein? For Her não é ruim, mas eu agradeceria se fosse, ao menos assim ele se destacaria na multidão. 

Floral frutal (mas era pra ser floral verde, segundo a marca), ele vem com limão, pêssego, rosa, magnólia, frangipani, almíscar, âmbar e madeiras. Sim, você já viu isso antes, especialmente se você tem paixão por cheiros e os possui de montão em casa. 

Não acho errado oferecer mais do mesmo não, mas fico bege com a quantidade de marca ofertando apenas e tão somente isso em termos de novidade, sabe? Ok, zero mimimi daqui pra frente!

Tranqüilo, For Her não proporciona fortes emoções (exceto na hora de passar no caixa. rá!). É seguro, correto, diurno, limpinho e comum. Bom, mas bobo.

Ele é quase linear em mim, mas consigo pescar algumas sutilezas aqui e ali, com toques ora frutais, ora docinhos, ora almiscarados. O pêssego é bem perceptível. As rosas também. For Her abre frutalmente borbulhante e fresco, segue floralmente docinho e termina rapidinho numa base almiscarada e bastante vaga. Você já conhece tantos outros perfumes assim, né?

Juro que senti uma brisa sugestiva de La Vie Est Belle (Lancôme) aí. L´Eau Vie Est Belle? De nada, Lancôme! Vi ali também um pouquinho de Tommy Girl (Tommy Hilfiger), mais um tanto de Versace Woman (Versace), um quase nada de J´adore (Dior), um outro cadinho de Chance (Chanel) e por aí vai. Veja bem, esses perfumes não se parecem entre si, mas Karl Lagerfeld For Her se parece com todos eles.

Karl-pessoa tem foco, isso é fato. Ele mirou no mercado e acertou. Mesmo redundante e preguiçoso (e justamente por isso), Karl-perfume vai vender feito água, principalmente cá nas terras tropicais. Eu, por exemplo, usaria se ganhasse. Rá!

Olha, forçando a amizade, eu até consigo entender o desespero do Karl Lagerfeld, um dos poucos seres da moda que não conseguiram manter nem ao menos um único perfume no mercado até hoje. A história dele com a perfumaria é antiga: a primeira fragrância da “grife” data de 1978, e depois dela vieram mais 12, mas nenhuma sobreviveu (claro, excluindo os recém-lançados For Him e For Her, este último objeto do texto que você está lendo agora). 

Pensa comigo: foram 13 perfumes e 13 fracassos, certo? Por que não tentar de novo mirando numa fórmula garantida num momento em que o mercado da moda se vê praticamente sustentado pela perfumaria? Sim, colega, pode parecer bizarro, mas Chanel, Dior, Yves Saint Laurent, Burberry, Calvin Klein, Armani & cia. vendem mais perfumes do que roupas. 

E se prepara, porque o contrato do Karl Lagerfeld com a poderosa Inter Parfums estará em vigor durante os próximos 20 anos, tá? Pra que não sabe, a Inter Parfums cria, fabrica e distribui fragrâncias mediante acordo de licença exclusiva sob as marcas Balmain, Boucheron, Jimmy Choo, Lanvin, Montblanc, Paul Smith e Van Cleef & Arpels.

Eau de Gominha


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Borrifar a colônia Eau Aimable (Le Couvent des Minimes) é cair de cara num pote de gominhas Dori. Mas só das laranjinhas! Esquece as outras cores, tá? De sorte que o lance é meter a fuça só na gominha alaranjada. 

A coisa toda é bem orange and sweet, não nessa ordem. E fixa feito gominha no dente, o que é incomum no planeta das colônias. Ah, e assim como a balinha, o residual da fragrância é açúcar puro. 

Além do preço amigo, bergamota, rosa-mosqueta, flor de laranjeira, capuchinha, mandarina e petitgrain é o temos oficialmente pra hoje em Eau Aimable. Já li por aí que também tem jasmim, baunilha, almíscar e madeiras brancas. Sinceramente? Sei não. Talvez a baunilha. 

Fora que achei Eau Aimable bastante enjoativa, sabe? Doce demais, laranja demais (yes, eu tenho problema com a dita e seus afins na perfumaria). Mas óh, nada de citricidade aqui. Nada mesmo! Citricidade zero! O lance tá mais pros mega açucarados Victoria´s Secret.

E nada disso vai ser ruim se você é da turma que sai por aí usando camiseta silkada de “I love gominha laranja” com um coraçãozinho no lugar do “love”. Eu amo gominha laranja aromatizada artificialmente e tudo, mas ainda tô longe de vestir a camisa (literalmente). Sou mais é do fã-clube da paçoquinha. Tô na diretoria, aliás! Ok, ninguém perguntou. 

Mesa-redonda: E se o mundo virasse do avesso?


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Uma das coisas mais legais de se ter um blog é poder compartilhar minhas pirações. Melhor ainda quando eu sou convidada a fazer isso. Rá! De modo que chegou a minha vez de sacar um tema do bolso pra mesa-redonda da vez. Yes, este mês quem botou a mesa fui eu! 

Pedi pros colegas botarem na roda seus "perfumes Monty Python", aqueles que melhoram o humor, saca? E pra fazer diferente, em vez de listar uma meia dúzia de frascos já existentes, resolvi criar o perfume mais bem humorado do mundo! Pegando carona no non-sense dos meus comediantes preferidos, bolei cá comigo uma fragrância absurda que me deixaria rindo de orelha à orelha, basicamente o meu perfume dos sonhos. Rá!

Pois bem, se eu pudesse criar meu perfume Monty Python (lê-se: meu perfume perfeito), como ele seria? Assim, óh:

Ele seria tão elegante quanto o J´adore (Dior)
Teria as rosas do La Fille de Berlin (Serge Lutens)
O figo do Un Jardin en Méditerranée (Hermès)
A baunilha do Vanille Bourbon (Laurence Dumont)
O talco e a íris do Eau de Shalimar (Guerlain)
O couro do Kelly Calèche (Hermès)
O incenso do Avignon (Comme des Garçons)
O chocolate do Chocolovers (Aquolina)
A menta do Herba Fresca (Guerlain)
A gardênia do Marc Jacobs Women (Marc Jacobs)
O benjoim do Couture! (Moschino)
O cheiro de chá do Love, Chloé (Chloé)
O almíscar do Noa (Cacharel)
As madeiras do Lacoste Pour Femme (Lacoste)
A sujeira do Jicky (Guerlain)
A quentura do Gloria (Cacharel)
O cheiro vivo do Chloé Rose (Chloé)
A delicadeza do Blv Notte (Bvlgari)
A aura de hidratante do Summer by Kenzo (Kenzo)
O conforto do Eau de Glow (JLo)
A complexidade do Nu (YSL)
A cremosidade do Vanille Gourmande (Laura Mercier)
O frescor do Pleasures (Estée Lauder)
A versatilidade do Forever and Ever (Dior)
A fixação do Cinéma (YSL)
A evolução do Joop! Le Bain (Joop)
A válvula spray do Pure Poison (Dior)
O frasco do Liberté (Cacharel)
E o preço do Ma Chérie (O Boticário)

Já falei de todos esses perfumes aqui no blog. Joga lá na barrinha de busca pra você ver!

E, bão, a outra coisa mais legal de se ter um blog é ter gente pra pirar junto comigo. Estão aí BethJu, Diana, Priscila, Cassiano e Cris Nobre que não me deixam mentir. Todos eles também viram o sinal no céu e atenderam ao meu bat-chamado. Bora espiar!

Agora, vem cá! E aí, quais perfumes te deixam de bom humor? 

Baunilha verde


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Pera lá que O Incrível Hulk ainda não lançou nenhum perfume não, viu? Se bem que sei lá se isso ia vender, néam? Talvez se o Homem de Ferro lançasse... Bão, voltando pra Terra, me deixa contar um pouco sobre a baunilha com toques verdinhos mais linda e democrática que tem no mundo: 5:40 PM in Madagascar (Kenzo).

Pensa numa persona apaixonada por baunilha. Pensou em mim, certo? Agora pensa em alguém que é fã do jeito Kenzo de se perfumar. Deu eu de novo, né? Então vamos por aí. E se você se identificou comigo, pega na minha mão e vem!

Bora começar pelo começo. Cinco e quarenta - ou vinte pras seis (você decide) - abre com lótus, segue com frésia e cedro, e finaliza com baunilha. Isso funciona na teoria. Na prática a coisa muda um pouco. Já explico. 

Super compartilhável, sincero e interessantíssimo em todas as estações do ano (yes, todas! mas convém dedo leve no verão de meu deus), 5:40 PM in Madagascar começa com cheirinho de mato molhado e evolui pra uma baunilha amadeirada dos deuses! Simples assim.

Cuidadosamente construído, esse perfume me é, na essência, baunilha com cheiro de grama molhada. Captou? Não, né? Só cafungando pra entender. Ele é único, ímpar! Até a baunilha dele é diferentona. Não é melada, infantilóide ou séguice-sem-ser-vulgar. É uma baunilhinha delicada, na medida, morninha, de doce não muito doce, sabe como? E gruda! Sai nem com reza brava.

Top 5: Perfumes roubados


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Veja bem, eu podia tá matando, eu podia tá roubando, mas não, eu tô sendo roubada. Como eu sou dessas que dão risada da própria desgraça, resolvi fazer o top faivi dos meus perfumes que foram eufemisticamente extraviados. Comprei todos eles em lojas virtuais gringas e eles jamais caíram no meu colo. A certeza que eu tenho é que três deles sumiram aqui no Bananão (os outros dois estavam viajando sem rastreio, portanto só as fadas sabem onde eles desapareceram).

Antes, contudo, acho de bom tom afirmar que, gente, eu cato cheiro fora há uns 8 anos, cato muito, e até hoje “apenas” esses me foram surrupiados, ok? Por essas e outras, ainda considero bom negócio sacar o cartão de crédito internacional, desde que não se tenha pressa e seja feita na ponta do lápis a continha das taxas. Pois bem, aos surrupiados!

1. Shalimar Ode a La Vanille (Guerlain)
A pessoa aqui que vos escreve é suspeita pra falar sobre esse lindo porque Shalimar é o nome dela. Mais suspeita ainda porque ela esperou uma vida pra Guerlain relançar essa edição limitada toda trabalhada na baunilha e, bingo, o perfume nunca chegou. Tô aqui acendendo vela até hoje porque consegui arrematar outro. Nem encanei quando esse segundo frasco caiu em minhas mãos em pleno calor de 40 graus. Borrifei gotículas assim mesmo e me joguei na vida! Resenha em breve.
* Recado ao gatuno: Que você tenha tomado banho de Ode a La Vanille num dia de sensação térmica beirando os 50 graus e pegado ônibus lotado! Sem mais. 

2. L´Instant Magic (Guerlain)
Floral amadeirado almiscarado que nunca cafunguei, mas sempre amei. Ainda não recomprei, mas vou. O tal vem com bergamota, rosa, frésia, almíscar, madeira e amêndoa. Dizem que ele é atalcadinho, ou seja, meu número! E é por isso ele foi parar no segundo lugar da minha lista. #aloka
* Recado ao gatuno: Tomara que ele não tenha fixado nem dois minutos na sua pele. Sem mais.

3. Pleasures (Estée Lauder)
Floral branco com toque verdinho. Depois do luto, arrematei outro e me borrifo com louvor. Falei dele aqui.
* Recado ao gatuno: Torcendo pra pimenta ter ficado bem proeminente em você, culminando numa crise braba de rinite. Sem mais.

4. Green Tea (Elizabeth Arden)
Cítrico aromático super very fresh. Bom, bonito e barato. Comprei outro aqui no Bananão mesmo. Falei dele aqui.
* Recado ao gatuno: Faço votos de que a citricidade dele tenha ficado azedíssima na sua pele. Sem mais. 

5. Love in White (Creed)
Floral fresco and mais um que não recomprei até hoje (e talvez nem recompre, por isso ele foi parar no quinto lugar da lista). Outro da turma do "“nunca cafunguei, sempre te amei"”. As notas do dito cujo são as seguintes: raspas de laranja, casca de arroz, íris, jasmim branco, narciso, magnólia, rosa, baunilha, ambergris e sândalo. 
* Recado ao gatuno: Que você tenha morrido engasgado com a casca de arroz! Sem mais.

Adendo maroto:

O fato de ter dois Guerlain na lista comprova duas coisas: 1. por ser a minha casa predileta, é a marca que eu mais compro, logo, estatisticamente falando, é a que mais me some; 2. esses malditos ladrões têm bom gosto.

Ariano, verbena, menta e João


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Ariano Suassuna tem, entre muitas, uma frase maravilha. Disse ele certa vez no meio de uma palestra: "Eu não mereço a menor confiança em citações. Quando a frase não me serve, eu modifico."

Pois bem, e eu tomo o dito dele pra mim e digo: Eu não mereço a menor confiança em relação aos textos deste blog. Quando uma família olfativa passa a me servir, eu me modifico.

De modo que ei, você aí, que sempre soube da minha aversão por cítricos, toma a minha incoerência! Quer que eu embrulhe?

Gente, sério: nunca jamais em tempo algum vale a pena ir na minha. O que tem aqui são impressões imprecisas de uma pessoa que gosta de perfumes. Nada além. Aqui eu só junto a fome com a vontade de comer (escrever and cheirar).

E então eu conheci o Verbena & Menta (L´Occitane), que traz limão, grapefruit, verbena, hortelã, hortelã-pimenta, madeira branca e almíscar, e me mostra como o mundo pode ser maravilhoso, com céu azul, nuvens brancas, árvores verdes, rosas vermelhas e amigos se cumprimentando. Pra borrifar ouvindo What a wonderful world na voz de Louis Armstrong.

A verbena aqui vem travestida de capim-limão, passa o tempo todo sorrindo e não é muito afiada. Ela mantém uma certa adstringência, mas não chega a pinicar o nariz em nenhum sentido (quem cresceu com capim-limão no quintal me entende). Quando a gente vê, tá lá sentindo a menta, fresca, fresquíssima e revigorante. E depois o capim-limão perde o capim e ficamos só com o limão brilhante e sorridente. No final de tudo, temos uma caminha amadeirada fantástica. Tudo bem compartilhável, natural, com fixação honesta e sensações mil. Mais que perfeito em dias quentíssimos.

Pra quem curte cítricos aromáticos ou não. E eu, gente, me encaixo no não, e tô caidinha de amores por esse perfume!

Verbena & Menta só tem dois probleminhas: o fato de ser edição limitada e o preço (acho demais pra tanto otimismo).

E aí que agora eu termino este texto usando e abusando do João Ubaldo Ribeiro: "Deus não tem pressa nenhuma, para Ele tudo é ontem, hoje e amanhã, só quem vive dentro do tempo somos nós". É isso aí, Ubaldo! Nunca é tarde pra gostar de perfumes cítricos. E nunca é tarde pra gente parar de me levar a sério. Rá!

PS: Verbena & Menta tem múltipla personalidade na internê, e pode ser encontrado também como Verveine Menthe, Verbena Mint e Mint Verbena. No mais, dizem que ele é o antigo Verbena Sorbet. Como não conheci a encarnação anterior, não posso opinar sobre.

Mesa-redonda: O amor e o poder


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É hora de pegar o lencinho! Não, eu não vou cantar O amor e o poder, da Rosana, rainha-mãe da calça pantalona santropeito e das ombreiras cósmicas. De nada! Pois bem, o momento secando lágrimas é culpa da Lily Loon (te adoro, Lily!). Vai vendo! Sabe a mesa-redonda mensal que fazemos cá entre nós blogueiros perfumados? Então, Lily veio com essa agora: “se estivesse em suas mãos o poder de trazer de volta ao mercado algumas fragrâncias descontinuadas, quais seriam elas?”. Será que meu amor me conferiria esse poder? Olha, mãe, o amor e o poder! Rá! Pois bem, choremos!

Cologne Du 68 (Guerlain)
Essa colônia é linda. Essa colônia tem 68 notas. Essa colônia não existe mais. E eu tô chorando. Foi falada aqui.

Gloria (Cacharel)
Cacharel, sua feia, por que você descontinuou esse cerejudo gostosão como não? Falei dele aqui.

Idole (Armani) 
Comofas quando descontinuam um curinga? É, pois é, senta e chora! Dito aqui.

Eclix (La Perla)
Luto eterno pela perda dessa baunilha confortável and deslumbrante e que god a tenha sem mais tô muito abalada pra falar agora desculpa [soluçando]! Aqui.

Summer By Kenzo (Kenzo)
Kenzo descontinuou esse belíssimo floral afetuoso porque dormiu com o bumbum descoberto. Queremos a folhinha de volta! Queremos a folhinha de volta! Foi dito aqui.

Chocolovers (Aquolina)
Não, Aquolina, eu não te perdôo nunca jamais! Esse chocolatinho líquido me é necessidade simplesmente porque “de chocolate o amor é feito” (Alegria, Trem da). Falei dele aqui.

Eau Du Désir (Lolita Lempicka)
Era um limão muito engraçado, não tinha citricidade, não tinha azedismo. Ninguém podia reclamar dele não, porque ele era um atalcadinho delícia. E era feito com muito esmero. Dito aqui. 

Liberté (Cacharel)
De novo, Cacharel, sua reincidente sem coração? Quedê minha laranjinha delícia? Um dos poucos chipres que eu curto, poxa... Foi falado aqui

First Love (Van Cleef & Arpels)
Meu Eau de Fralda Limpa, gente! Talquinho pimpão que não se acha mais não. Ok, de Van pra Van: Van Cleef & Arpels, me devolve o meu First Love, colega! Dito aqui.

E bora lá catar mais lencinho pra acompanhar os amores interrompidos chorados por Parfums et Poésie, Templo dos perfumes, Le Monde est Beau, Village Beauté, Perfume Bighouse, A louca dos perfumes, Pimenta Vanilla, Odorataparfuns, Parfumée, Helen Fernanda e Perfumart

God save the Kleenex!  

A melhor lavanda do mundo


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Conheci Les Fleurs: Lavande (Molinard) graças à amiga Dianíssima, que nas horas vagas é presidente do fã-clube da Molinard. Rá! Devorei minha amostrinha com afinco. Quase mastiguei o flaconete. Não sosseguei até catar um frascão pra mim.

Lavanda delícia, perfeita e carinhosa, ideal praqueles momentos de dor de cabeça, gripe, rinite, TPM, gota, torcicolo, espinhela caída, unha encravada e et cetera e tal. Só não traz a pessoa amada em três dias, viu? 

Lindamente compartilhável, Lavande cai bem em todos os seres os vivos do planeta, incluindo homens, mulheres, joaninhas, pingüins, coalas e suricatos.

O perfume é todo trabalhado na lavanda, no sândalo, no ládano, na baunilha e no almíscar. 

O cheiro é floral and herbal tal e qual aquele que a lavanda nos proporciona. Mas esquece o lavandismo que pinica o nariz. Aqui a coisa é macia, aquecida pelo sol. Um pouquinho verde/entusiasmado no início, feito aquele oi animado que a gente recebe de um amigo sumido por algum tempo. Mas logo a coisa se acalma e a saudade se aquieta. E do oi empolgado partimos pra um abraço gostoso e seguro. E o resultado é um talquinho low profile relaxante quase retrô. Tô falando do perfume, ok? 

A baunilha é bastante tímida e me remeteu ao pinguinho do i. Quer coisinha mais pequenininha, fofinha e importante do que o pingo do i? Sim, gente, porque o pingo no i já foi fundamental. Ele surgiu pra diferenciar no alfabeto gótico a seqüência ii do u minúsculo lá na Idade Média, quando o povo escrevia em latim e confusões não eram bem-vindas. Ok, ninguém perguntou. De volta ao perfume!

Simples como deve ser, Lavande é acolhedor e orgânico (lê-se: tem cheirinho natural, não sintético). Indispensável para quem ama as tranqüilidades da lavanda e/ou do talquinho. Ou seja, não vivo mais sem. Eis a melhor lavanda que vi até aqui!

Adendo maroto:

A Molinard não é uma marca muito conhecida por aqui. Mas devia. Fundada em 1849 em Grasse, no sul da França, ela ainda é uma empresa familiar e nunca deixou o prédio que ocupa desde 1900. Ela produz perfumes, produtos pra banho, aromas pra casa e itens de aromaterapia, que são exportados pra 25 países. Possui duas lojas próprias e marca presença em mais de 1600 pontos de vendas na França. O mais incrível disso tudo é que parte da produção, como a colocação dos rótulos, ainda é feita à mão. Ah, e a Molinard também mantém um museu aberto à visitação. E a fábrica oferece visitas guiadas. Antes que você bote seu rim à venda, saiba que, apesar de ser considerada marca de nicho, a casa tem produtos incrivelmente acessíveis perto das coleguinhas.

Ídolo


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Já que aqui é o blog da zoeira, nada mais óbvio do que trazer pra você uma super, ultra, mega, hyper, uber, power entrevista pingue-pongue fake and caphona com Sir Giorgio Armani. Se já fizeram mais ou menos isso com o Felipão na época do #vaitercopa, por que eu não posso fazer com o Giorgião, hein? Bora lá!

Blog – Uma cor [isso vai mudar a sua vida, aguarde!]
Giorgio – Dourado

Blog – Um formato [perguntinha relevante, hein?]
Giorgio – Redondo

Blog – Um ídolo [essa é básica, saía até na Capricho!]
Giorgio – A mulher

Blog – Uma família olfativa [por essa você não esperava, né?]
Giorgio – Floral

Blog – Quatro notas de saída [agora a coisa tá ficando interessante! ou não.]
Giorgio – Tangeria, pêra, gengibre e artemísia

Blog – Três notas de coração [né?]
Giorgio – Açafrão, jasmim e rosa

Blog – Três notas de base [né 2?]
Giorgio – Vetiver, estoraque e patchouli

Blog – Um perfume [bingo!]
Giorgio Idole d’Armani

Blog – Uma decepção [atenção! atenção!]
Giorgio Idole d’Armani ter sido descontinuado

Ok, agora a gente volta pro planeta Terra e passa a falar sobre o Idole d’Armani EDP. Pra começar, deixo aqui um arrependimento: eu devia ter catado o frasco maior desse perfume. Tô impressionada com o amor que garrei nele. Sério! É bem raro eu usar o mesmo cheiro dias e dias seguidos. Com o Idole o milagre se fez – faça chuva, sol, frio, calor, enxaqueca, rinite, torcicolo, bem-estar e o que mais vier. Minha pessoa tá inconformada por não ter embolsado 75 ml disso, até porque descontinuação é o sobrenome dele. Vou ali chorar no cantinho e já volto. Pronto, voltei! Enfim, ao cheiro!

Pensa na Glória Menezes fazendo papel de vilã rycah que usa camisa de seda branca e você dará o primeiro passo em direção ao Idole. Ok, o pingue-pongue mentiroso lá de cima mexeu comigo. Abstrai. O fato é que Idole é curinga, bonito, phyno, elegante and sincero. [deviam proibir logo a gente de usar essas últimas três palavrinhas na mesma frase, né?]

Pois bem, temos nele um floral calmo e macio, porém radiante avec elegance. É como se tivessem aprisionado o sol de céu azul de resort dentro daquele frasco. Ele é diferente de tudo o que eu conheço, mas, curiosamente, ele me remete ao delícia Lacoste Pour Femme (Lacoste).

Gosto do frescor incomum das frutas - pra mim, quase madurinhas -, que se reflete num docinho levemente xaroposo. Admiro a mistura de gengibre e açafrão, que dá uma sensação picante with ternura, temperando o todo na medida. Aplaudo a humildade do jasmim, que sabe se colocar e não quer ser a estrela da fragrância. Saúdo a base amadeirada e reconfortante, morninha e super usável sempre. E a fixação? Ah, ela é tão incrível quanto o cheiro!

Pronto, agora vou ali secar as lágrimas e já volto!

É o que não pode ser que não é


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Pra falar sobre o La Petite Robe Noire (Guerlain) EDT é preciso dizer o que ele não é. E você vai ver que isso revela ainda mais sobre como ele é. Né? Pois bem, La Petite Robe Noire EDT não é:

Original:
Mais um frutal floral docinho rosinha que faz sucesso graças à internê. A vibe açucarada azedinha para jovenzinhas-baladeiras-que-não-largam-o-celular-e-acreditam-em-unicórnios tá aí (e cá entre nós, aposto que se essas meninas tivessem unicórnios de estimação iam inundar o Instagram com fotos deles, mas vamos deixar isso pra lá). A impressão que eu tenho é que esse perfume parece ter sido feito pra concorrer diretamente com tantos outros tais quais Miss Dior Chérie (Dior), La Vie Est Belle (Lancôme) e Lolita Lempicka (Lolita Lempicka), lembrando beeeeem vagamente este último. Mais do mesmo, portanto.

Natural:
Tudo dele é bastante artificial e sintético, do cheiro à mensagem. Perfume cor-de-rosa de laboratório feito pra vender, não pra provocar experiência olfativa. E não, isso não é necessariamente desprezível (e por que seria?).

Guerlinesco:
Nada nele me remete à super Guerlain. Nada! Nem parece da casa. Ele não tem pegada, não tem força, profundidade ou fator uau. Nada de Guerlinade nele também (lê-se: nada do combo íris + baunilha + etc e tal, ou seja, talquinho delícia? não trabalhamos!). 

Ruim:
Ninguém vai morrer se não tiver esse perfume. Tem coisa bem melhor e com mais interessância no mercado. Nem por (tudo) isso ele é ruim. Tudo bem que ele soa irritante às vezes, mas eu também. Então estamos quites. Rá! 

Enfim, La Petite Robe Noire EDT abre com rosa, jasmim e flor de laranjeira. Segue com cereja, maçã e groselha. Finda com âmbar branco e almíscares brancos.

As flores são tímidas, lavadas e irreconhecíveis. As frutas – sinteticonas – são aguadas e levemente azedinhas, causando certa borbulhância. O fundo é macio e morno, mas desbotado e parece sabonete.

Borbulhante e mundano como prosseco de balada em Ibiza, esse perfume me parece, além do que eu já disse aí em cima, a tentativa de uma mãe _______ [a-bacaninha; b-doidona; c-desesperada (coloque aí no espacinho um desses adjetivos)] se esforçando pra ser amiga descolada da filha. Pode até funcionar, mas fica meio forçado (vergonha alheia define pra você?). 

Em suma, cadê a Guerlain que tava aqui?! Guerlain para adolescentes 2.0? Opa! Dê ao público o que eles acham que querem, oras! E isso é errado? Bom, depende do ponto de vista.

Confesso três coisas: 1. a campanha publicitária dele é incrível com aquela silhueta feminina marota desenhada pela dupla Olivier Kuntzel e Florence Deygas – e tem a Nancy Sinatra cantando These boots are made for walkin` (entenda apenas que Bang Bang na voz da Nancy foi o toque do meu antigo celular durante anos); 2. se eu tivesse cafungado o dito cujo antes, não o teria comprado (morar na roça não é lindo?); 3. assim que meu frasco chegou, ele quase foi pro desapego, mas aí eu insisti um pouquinho e nos acertamos. 

Por fim, eu não morro de amores por ele, ele não é o meu estilo e tal (não meeeesmo), mas não o odeio. Aprendi a gostar dele. Deixo pra usar o bichinho nos dia em que acredito em unicórnios made in Ibiza. Sim, gente, tem dia em que eu tô assim! Sérião! É, acho que tô ficando véia...

Ah, já ia me esquecendo: a versão EDP é diferente da EDT, ok? Não conheço a primeira, mas sei que as notas são outras. 

PS: Yes, tô de volta! Vai encarar?

Mesa-redonda: Uns baratos


by Vanessíssima em ,

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Tem tanto perfume que é um barato and barato, né mesmo? Ressalvando-se, contudo, que o luxo de um pode ser o lixo de outro (e aqui falamos de cheiro e também de custo), trago aqui na Mesa-redonda do mês a minha resposta ao chamado da querida Cris Nobre: os favoritos com preço mais acessível. 

Na boa, eu acho que não preciso dizer que o mais caro não é sempre melhor ou o barato não é sempre ruim, néam? Não temos mais cinco anos de idade. E olha que eu digo isso com o dedão na boca e batendo repetidamente o pé no chão. 

Pois bem, aqui vão meus baratos!

Ma Chérie (O Boticário): meu Eau de Pijama número 1. Pra lavandar a vida! 100 emiéles por uns 50 cruzeiros no Boti mais perto de você. Falei dele aqui.

Limão Siciliano (Phebo): meu Eau de Pijama número 2. Se te derem limões, faça uma colônia marota! 200 ml por 30 dilmavanas na loja virtual da Phebo. Falado aqui.

Águas Jabuticaba (Natura): era uma vez uma jabuticaba sapeca que não foi parar dentro da caneca. Ela foi parar num frasco de perfume. 150 mililitros por R$ 44,90 e 300 mililitros por R$ 51,80. Falei aqui.

Fleur de Figuier (Roger & Gallet): hoje é dia de figo, bebê! Figo 'n' roll! 30 ml por cerca de R$ 60 e 100 ml por mais ou menos R$ 115 nas pharmácias ao seu redor. Dito aqui.

Green Tea (Elizabeth Arden): chá verde super fresh pra aplacar o calor. 100 mililitros sempre por menos de 60 réis nas lojinhas virtuais. Resenha aqui.

Arsenal Woman (Gilles Cantuel): minha versão usável do Flowerbomb (Vicktor & Rolf). 100 emiéles por uns R$ 89,90 em diversas lojas virtuais. Falei dele aqui.

Joop! Le Bain (Joop!): o incrivelmente bom que fica mais interessante no inverno. 40 ml por cerca de R$ 60 e 75 ml a um preço médio de R$ 99 nas lojas virtuais por aí. Foi falado aqui.

Lembrando que as marcas Puma, Yardley, Marina de Bourbon, Salvador Dalí, Forum, Gabriela Sabatine e Jennifer Lopez costumam ter bons preços cá no Bananão. Fora as pechinchas sazonais (nessas já vi, por exemplo, Calvin Klein, Givenchy, Tommy Hilfiger e Kenzo com preço muy amigo). Por isso é sempre bom dar uma averiguada marota por aí (a não ser que você tenha uma árvore de dinheiro em casa).

* Os preços citados foram cotados em sites brasileiros no dia em que este post foi pro ar. Vale a pena pesquisar em diversas lojas antes de comprar os não vendidos exclusivamente pelas marcas, pois os valores e a disponibilidade variam bastante de uma hora pra outra.

Outros blogs queridos também trazem uma seleção perfumada boa, bonita e barata. Quer ver só? Templo dos perfumes, Le Monde est Beau, Village Beauté, Perfume Bighouse, A louca dos perfumes, 1nariz, Pimenta VanillaOdorataparfunsParfuméeHelen Fernanda e Perfumart. Notaram gente boa nova no pedaço? Oh yeah, nossa mesa é extensível, baby! 


Aviso amigo: 



No exato momento em que este post entra pelos seus olhos, a pessoa aqui tá curtindo férias. É por isso que não garanto responder tão cedo o que vier. Vou tentar (veja bem, tentar) aprovar os comentários ao longo da folga (um viva ao celular!), mas responder são outros quinhentos. Pra isso eu tenho que sentar na frente do computador, já que meu celular é analfabeto (smartphone? smart? ahã!), e remar contra a minha idéia de descanso, que versa sobre passar o menor tempo possível lambendo a internet. Voltamos à programação normal na segunda quinzena de setembro! Resumindo: vou ali e volto já!


Cheiro da vez: Brazil (com zê)


by Vanessíssima em , ,

15 comentários

Como não deixar passar um mercado [cof cof] emergente como o nosso, néam? De olho no Brasil, tem muita gente por aí vendendo o [cof cof] south american way engarrafado. Tudo bem que pra muita gente de fora Hong Kong é aqui, a capital do País é Buenos Aires e a gente fica na África, mas tudo se resolve com uma singela [cof cof] homenagem, certo? Bora engarrafar o que o Bananão tem de melhor? Não, ainda não fizeram perfume de venda a prazo, meu povo! Mas fizeram de caipirinha e etc e tal. E viva o clichê (com pitada non sense)! Saca só:





Batucada (L´Artisan Parfumeur)
Limão, hortelã, cana-de-açúcar, ylang ylang, tiaré, coco, água do mar e sal, tudo "sexy as a Brazilian dance". Viu, vem cá! Jura, L´Artisan?






Cruise Collection Escale à Parati (Dior)
Dior, olha só, a cidade histórica do Rio de Janeiro se chama Paraty, com y no fim, viu? Essa é a forma adotada oficialmente no município, ok? Mas quem criou o Pure Poison tem cem anos de perdão. Rá! Escale à Parati (sic) tem petitgrain, limão, laranja amarga, pau-rosa, canela, hortelã, framboesa, fava tonka e notas amadeiradas. Bom, depois do Paraty com i...





Aqua Allegoria Limon Verde (Guerlain)
Limão, notas verdes, frutas tropicais, figo e fava tonka na avenida. A inspiração, diz a Guerlain, veio do "Brazil's national cocktail". Pena que o nome do perfume não traz a alcunha da fruta em português (mas o "verde" tá lá, néam?). Guerlain, tudo isso é medo do til do limão? Li-má-ó para os gringos, né? Explicado!






DKNY Be Delicious Rio (Donna Karan)
E o Rio de Janeiro, fevereiro e março virou perfume. Alô, alô, Donna Karan, aquele abraço! Maçã vermelha, flor de maracujá, flor de laranjeira, gardênia, sândalo, benjoim e mirra buzinando a moça e comandando a massa.





Samba (Perfumer´s Workshop)
Laranja, lírio, tangerina, musgo de carvalho, frésia e neroli. Se esse é o cheiro do samba, tenho medo do aroma da bossa nova. No mais, Perfumer´s Workshop, acordei boazinha hoje, então segura o slogan grátis: "Quem não gosta de Samba bom sujeito não é". Rá! De nada!






Brazilian Soul (Bottega Verde)
A italiana Bottega Verde desvendou a alma das brasileiras, hein! E ela tem ameixa, laranja, pomelo, pêssego, pimenta rosa, flor de laranjeira, jasmim, rosa, gerânio, baunilha, cedro e caramelo. Somos frutadas e meladas, não? Agora é a minha vez: desvendei a alma das italianas! E ela tem cheiro de macarronada. Rá! Não gostou, né, Bottega Verde? Mexe com a gente, mexe!



Rockin' Rio (Escada)
Abacaxi, tangerina, mamão papaia, pêssego, cana-de-açúcar, coco, sândalo e almíscar. Não, esse perfume não tem nada a ver com o festival caça-níquel de música do Medina (cuja grafia é Rock in Rio). E, sim, a caixinha desse Escada faz alusão ao Carnaval (?). Hein? Como assim? Como assim? Tudo bem, o próprio Rock in Rio quase não tem rock mesmo.






Brazilian Mango Grapefruit (Pacifica)
Que tal uma lira à nossa manga e à nossa toranja que, muita atenção agora, nem nativas são? A Pacifica achou boa idéia. Esse perfume vem com toranja, manga, pêssego, damasco e abacaxi.








Very Sexy Now The Beauty of Brazil (Victoria`s Secret)
Mamão papaia, orquídea e coco, tudo véri séguice like as brasilêra tudo.








Bahiana (Maitre Parfumeur et Gantier)
O que é que a Bahiana (sic) tem? Tem laranja, tangerina, limão, resina de abeto, madeira guaiac, rosa, âmbar, coco e almíscar tem. Um h onde não deve, tem.







Brazil Nut (The Body Shop)
Aqui nem rola uma homenagem/inspiração/pagação de mico propriamente dita, já que brazil nut é como os estrangeiros chamam nossa boa e velha castanha-do-pará. O perfume tem, além da castanha, baunilha e chocolate amargo.