Archive for Setembro 2010

Manifesto “Pensando em mudar o cabelo”


by Vanessíssima em , ,

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Já disse e repito: sim, eu tenho problema. Acontece que eu não suporto que me chamem de “loirinha”. Não mesmo! Juro que não sei bem o que tenho na cabeça, afinal eu sou loira. De modos que eu reviro os olhos quando dizem “aquela menina loirinha ali”. Primeiro que já tô nos 30 e, portanto, minha fase menina já passou faz tempo. Segundo que “loirinha” é muito inha demais pra mim. Ok, eu tenho um 1,60m de altura, mas não precisam apelar, néam? Enfim, meu cabelo é loiro escuro chocho natural e há muitos anos venho fazendo luzes mais claras por cima de tudo, pra dar aquela iluminada bonita. E há um certo tempo tenho me cansado disso.

Verdade seja dita: fazer luzes é um saco (custa caro, demora horas, precisa de retoques periódicos, deixa os fios muito frágeis, etc e tal). Não bastasse isso, tô de saco cheio desses estigmas que as loiras “conquistaram” (nem preciso dizer quais, certo?). No mais, tenho botado reparo em tanta loira não-ornosa na rua esses dias, que às vezes me sinto envergonhada, culpada, brava e sei lá mais o quê, tudo por fazer parte do clube. Diante do exposto, eu cá com meus botões tenho pensando seriamente em pintar o cabelo de preto. Sim, preto mesmo. No duro, como diria SS (lê-se, Silvio Santos). Sem medo de ser feliz.

Deixe-me contar: quando era mais nova (viu como eu não sou menina?), vivia mudando o cabelo. Como nunca fui medrosa e meus fios são uma espécie de capim (é, eles crescem muito e muito rápido), me jogava na vibe camaleoa sem dó. Já tive cabelo de todos os tamanhos, do super curtinho ao super longo, e de todas as cores (exceto as fantasia; essas são departamento da minha irmã). De uns anos pra cá sosseguei e deixei rolar, ficando nas luzes e alternando entre os cortes de tamanho médio (ora mais pro médio-curto, ora mais pro médio-longo), tudo isso, muitas vezes, a contragosto, pois não raro eu surtava querendo uma mudança radical. Mas ficava com uma preguiiiiiiiça, e deixava a vontade passar.

Abre parênteses. Confesso que parei de investir no meu lado camaleoa quando saí da faculdade e virei assalariada, gente grande, gente responsável, em suma, gente que é julgada o tempo todo, em especial no ambiente de trabalho (meu ganha-pão é um tanto quanto sério, na medida do possível: hoje sou jornalista assessora de imprensa na iniciativa pública, mas já trampei em jornais diários nas editorias menos ousadas do métier, como Cidade, Economia e até Política). Aí a festa acabou e no more experimentações capilares. Fiquei com preguiça de ser julgada. Fecha parênteses.

Então, agora bateu uma vontade de pintar meus fios cacheados de preto (de novo). Quero só ver como vou ficar no look black hoje, neste momento “sou mais velha e meu cabelo está mais longo que antes” (quando coloria feito louca, era adepta do curtinho – hoje meus fios estão um pouco abaixo dos ombros). Bão, quero muito. Quero com força, ainda que eu seja uma pessoa rosa (passei do branco transparente há muito tempo). E já vou me preparando pra ouvir “aquela menina branquinha de cabelo preto”.

O problema é que eu tenho problema. Diante disso, pode ser que eu desista da idéia de escurecer as madeixas e esteja falando isso tudo porque fiquei decepcionada com a cabeleireira que fez minhas luzes mês passado (o resultado ficou muito aquém do esperado). Pode ser que eu resolva ser ruiva. Pode ser que eu pinte de preto e canse da cor em pouco tempo (e aí passe um perrengue danado pra me livrar dela, o que dará vida a um longo post, como este, sobre o tema). Pode ser que eu opte por raspar a cabeça e vá parar num mosteiro. Esta sou eu.

PS: Busquei no Google uma pessoa tão rosa quanto eu (com sobrancelhas clarinhas e tudo) e que ostentasse cachos largos (como os meus) na cor preta. Não achei. Então ficaremos com a foto da Dona Arósio (acima), que ilustra o tipo que cacho que eu tenho. Agora imaginem este cabelo na Dona Nicole Kidman desta foto, que ilustra a cor da minha pele, mas com as sobrancelhas da Dona Ximenes nesta foto, que ilustra o quão claras são minhas ditas cujas. Será que fica legal? Quanto a cor atual dos meus fios, bom, é esta, da Dona Sarah.

Reflexão sobre o layout


by Vanessíssima em

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Eu devo ter algum problema. Eu não sossego com o layout deste blog. Cada hora taco um. É a vida. É o blog.

Frase do dia


by Vanessíssima em , ,

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"Antes as pessoas iam à missa, agora elas vão ao shopping center", por Gilles Lipovetsky.

Veio daqui.

Jorge Bucay recomenda amar de olhos abertos


by Vanessíssima em ,

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Segue abaixo uma entrevista/aula incrível que o psicólogo e escritor argentino Jorge Bucay (foto) deu pra Folha de S. Paulo. O tema? Amor! Ele esteve no Brasil pra lançar o livro “Amar de Olhos Abertos”. (Bom, normalmente eu posto trechos da Folha por aqui, mas desta vez não deu; tive que postar a entrevista todinha, de tão boa e reveladora.)


Folha - O que significa amar de olhos abertos?
Jorge Bucay - Gosto de uma definição que diz que o amor é a simples alegria pela existência do outro. Não é possessão, nem felicidade necessariamente. E por isso "com os olhos abertos". O amor cego não aceita o outro verdadeiramente como ele é.

Por que tanta gente prefere a intensidade da paixão, mesmo sabendo que é efêmera, a construir algo mais sólido?
É maravilhoso estar apaixonado e muitos preferem a intensidade superficial à profundidade eterna. Mas me pergunto como as pessoas pensam em ficar somente nisso. Qual o sentido de estar apaixonado perdidamente o tempo todo? Penso que é uma questão de maturidade. Também tem a ver com a nossa sociedade, que adora emoções intensas. Procuramos correr mais rápido, chegar antes, desfrutar intensamente. A paixão é como uma droga: no seu momento fugaz faz pensar que você é feliz e não precisa de mais nada. Um olhar, uma palavra te levam aos melhores lugares.

Como construir uma relação mais profunda?
Seria bom estar preparado para saber que a paixão acaba. Amadurecer significa também desfrutar das coisas que o amor dá, como compartilhar o silêncio e não um beijo, saber que a pessoa está ali, ainda que não esteja ao meu lado. É preciso abrir os olhos, e isso é uma decisão. Ver o par na sua essência. Mas primeiro é preciso estar bem consigo mesmo. Não se deve procurar o sentido da própria vida no companheiro ou nos filhos. Você deve responder a três perguntas básicas nesta ordem: quem sou, aonde vou e com quem. É preciso que eu me conheça antes de te conhecer e que decida meu caminho antes de compartilhá-lo. Senão, é o outro quem vai dizer quem eu sou. E isso é uma carga muito grande.

O livro diz que as relações duram o que têm que durar, sejam semanas, seja uma vida.
Duram enquanto permitem que ambos cresçam. Significa conhecer-se, gostar de si mesmo, conhecer seus recursos e desenvolvê-los. Ao lado da pessoa amada, está a melhor oportunidade para isso. E essa é uma condição para construir um relacionamento. Um casal que não cresce, envelhece. E um casal que envelhece, morre.

O que leva ao fracasso?
Um dos grandes motivos de fracasso é não trocar intensidade por profundidade, viver querendo voltar aos tempos da paixão. Outro ponto de conflito é que as pessoas não conseguem deixar o papel que desempenhavam antes de casar, querem continuar sendo o "filhinho da mamãe", ou o "caçulinha da casa". Outro problema é a intolerância, a incapacidade de aceitar as diferenças, as pessoas discutem pelo dinheiro, pela criação dos filhos e, por fim, morrem sufocadas pela rotina.

E como enfrentar esses problemas ou desafios?
É preciso amor, atração e confiança. Comparo esses pilares a uma mesa de três pés. O tampo da mesa seria um projeto comum firme. Se faltar qualquer um desses elementos, a mesa cai. E sobre tudo isso deve-se montar outras coisas, como a capacidade de trabalhar juntos, de rir das mesmas coisas, de ser sexualmente compatíveis, sentir o outro como um apoio nos momentos difíceis. Às vezes a terapia ajuda, às vezes é um bom passaporte para a separação.

Como saber quando a relação chegou ao fim?
Se sinto que estou sempre no mesmo lugar, que me entedio, que não tenho vontade de estar com o outro, se sempre que saímos precisamos sair com outros casais pois não ficamos bem sozinhos, quando piadas como "o idiota do meu marido" ou a "bruxa da minha mulher" se tornam frequentes, algo não está funcionado.

Fonte: Folha.com

Vem álbum novo do R.E.M. por aí


by Vanessíssima em ,

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Eu juro que tô ali no meio

Minha banda preferida anunciou para 2011 o lançamento do novo álbum de estúdio. Já estou em cólicas! Adoro! Adoro tanto que encarei 18 horas de viagem de busão (9 na ida e mais 9 na volta), fiquei dois dias sem tomar banho, peguei uma baita insolação e voltei com os tornozelos do tamanho das minhas coxas (que não são nada finas), tudo isso só pra vê-los no show histórico que eles fizeram no Rock in Rio em 2001. Sim, eu estava entre as 170 mil pessoas juntas naquele 13 de janeiro. Foi lindo, cara!

Essa é pra quem tem alergia (como eu)


by Vanessíssima em , , ,

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Quem tem alergia sabe o quanto a coisa é bizarra. Não raro, a peregrinação por diversos médicos em busca de uma solução - ainda que temporária (já que alergia não tem cura) - é parte da rotina. Eu já perdi as contas de quantos médicos eu já vi por causa dos meus tormentos. Também conto nos meus dedos empolados quantas vezes tive sucesso. O fato é que a Miss Alergia aqui sofre diante de quase tudo. Rinites e dermatites preenchem meu cotidiano. Nem vou citar o que causa reação nesta que vos escreve, pois a lista é longa e não quero deprimir ninguém. Também não vou contar as agruras por que passei em função disso tudo. Não vou falar da dermatite que me acompanhou por cinco anos no dedo indicador da mão direita (sou destra) 24 horas por dia, 365 dias no ano. Também não vou contar sobre a vez em que fiquei sem paladar ao longo de seis meses por causa de uma rinite sem fim. Não vou dizer que há uma década não sei o que é esmalte (mesmo o hipoalergênico, que pra mim é uma piada sem graça). Não vou comentar que todas as minhas calças jeans têm um pedacinho de tecido de algodão costurado atrás do botão, onde ele encosta na pele, etc e tal. Em suma, não vou explicar nada. Vou apenas recomendar um blog excelente sobre o assunto, o Blog da Alergia. Passa lá, colega!

Deu na BBC Brasil: Cientistas criam tecido em forma de spray


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Trechinho:

Um tecido que pode ser borrifado na pele ou em outras superfícies para fazer roupas, curativos médicos e até cortinas e estofados foi apresentado nesta quinta-feira.

O material, desenvolvido por um acadêmico e estilista espanhol, Manel Torres, em parceria com Paul Luckan, especialista em tecnologia de partículas do Imperial College London, foi batizado de Fabrican Spray-on.

Uma vez aplicado na pele com tecnologia aerosol, ele seca instantaneamente, não forma costuras, pode ser lavado e vestido novamente.

Leia a matéria completa, com direito a vídeo de apresentação da invenção, aqui.

Legal, néam?

Sex Pistols lança perfume. E eu já quero cafungar!


by Vanessíssima em , , ,

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Pois é, não se fazem mais punks sujos como antigamente não. A banda Sex Pistols acaba de lançar uma fragrância unissex. Sim, é isso mesmo! Tem perfume dos mega expoentes do punk rock na pista, gente! Quem cometeu essa loucura? A marca francesa Etat Libre D'Orange. A caixa é inspirada no famoso desenho do single God Save the Queen. E o mais bizarro: o vocalista Johnny Rotten (Joãozinho Podre, em bom português) esteve diretamente ligado ao processo. E vem mais por aí: já prometeram um sabonete pro fim do ano. Rá!

Quer saber? Eu acho tudo isso uma fina ironia da banda inglesa. Tem gente que vê nisso oportunismo, traição do movimento e tal. Eu não. Eu vejo uma espécie de escárnio. Será que tô vendo coisa?!

No mais, não me estranha a vibe dos caras. Pra quem não sabe, eles eram vestidos pela estilista Vivienne Westwood (Tia Vivi, para as Melisseiras como eu), viúva do empresário da banda, Malcon McLaren.

Well, como eu curto Sex Pistols e amo um perfuminho, eu tô é doida pra cafungar a tal fragrância. Pena que ela não está sendo vendida por aqui. Mas nada que um site gringo não resolva, neám?

Volta, Palmirinha!


by Vanessíssima em

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Tô em campanha: Volta, Palmirinha!


Cara, eu aprendi a cozinhar com ela, sabia?

Desde que me casei (há 6 anos), passei a cozinhar com gosto graças a Palmirinha. Ela me ensinou tanta coisa...

Tá certo que moro longe do ninho materno há uns bons 11 anos e devia ter criado vergonha na cara há mais tempo. Mas época de faculdade não conta muito não (naquela fase da vida, minha dieta era restrita a Miojo, arroz com Nugget e chocolate).

O fato é que a Dona Palmira conseguiu me convencer a preparar um rango gostoso pro maridão. E deu certo! Super certo, aliás! Pois é, meu arroz é perfeito por causa dela e minha torta de limão arranca elogios.

Bão, podem falar o que quiserem, mas Palmirinha é uma excelente comunicadora. Quem mais pega a gente pelo estômago com um apelo emotivo enorme sob uma autenticidade raramente vista na TV hoje em dia? Quem? Sim, eu sou uma entre tantas que tinham a sensação de assitir a um programa apresentado pela própria avó.

É uma pena que hoje ela esteja longe da TV. Volta, Palmirinha!

PS.: Este texto aqui ilustra bem quem é realmente essa grande mulher.

Sobre a obrigatoriedade do voto


by Vanessíssima em

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Uma boa idéia


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Fiquei feliz da vida quando me deparei com um texto me apresentando ao furoshiki. Mas que coisa legal! Confesso que não conhecia. Você conhece? Pra quem fez cara de interrogação quando leu a palavrinha estranha no começo do post e pensou em responder um sonoro “não” à minha pergunta, lá vai: furoshiki é uma técnica japonesa milenar que consiste em embrulhar objetos com pano. Uma super alternativa aos papéis de presente. Sim, senhoras! E viva o pano! Nada de usar papel. Sejamos ecofriends e estilosas, néam?


Fazer seu próprio furoshiki é simples: basta um tecido quadrado, de preferência seda ou algodão, liso ou com estampa. O lance é amarrar as pontas do pano e fazer um nó (o objeto estará lá dentro do embrulho, claro). Como? Aqui a gente aprende direitinho.

Duvido que o presenteado não curta ganhar um mimo carinhosamente embrulhado em tecido. Duvido! De quebra, a pessoa ganha um lenço pra enxugar as lágrimas de felicidade (ou de decepção) que rolarão quando ela abrir o pacotinho. Enfim, de qualquer jeito, a pessoa ganha um lenço também. Rá!

De volta


by Vanessíssima

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Depois das merecidas, é como diria Elba Ramalho: estou de volta pro meu aconchego. O problema é que vem aí um feriadão, então já viu.

PS.: Roupa nova sim, senhoras!