Amor, ódio e perfume


Costumo ter uma relação de amor e ódio com alguns perfumes. Há dias em que amo determinada fragrância e fico com vontade de ter litros dela. Em compensação, algumas vezes eu mudo de idéia e passo a odiar a dita cuja. Isso acaba de acontecer com o Quizás, Quizás, Quizás (Loewe). Fico pensando porque meu nariz é tão inconstante. Bom, nem sempre o vilão é ele. Há uma dupla que me aporrinha e contribui pro imbróglio: rinite e enxaqueca. Sem contar o clima, que influencia pra caramba e é capaz de me fazer ter engulhos ao borrifar um docinho em pleno verão. Sabendo disso, evito determinados perfumes em alguns dias. Acontece que com o Quizás é diferente. Vivo uma relação sem fim com ele.


Tenho o hábito comprar amostras e minis no eBay para conhecer as fragrâncias, usá-las em diferentes situações e descobrir se posso ou não viver sem elas. Enfim, catei uma amostrinha do Quizás EDT. Quando ela chegou em casa, fui correndo provar e me senti sufocada por aqueles flores todas, como se eu estivesse no meu próprio velório. Bizarro.

Dias e borrifadas depois, encontrei poder naquelas flores, achei aquilo um perfumão e quis litros. Pra piorar, naquele dia mesmo me deparei com o dito em oferta. Como eu me conheço, me contive e não adquiri um frasco descente da criatura. Foi a sorte! Quando apliquei algum tempo depois, fui do céu ao inferno em dois segundos. Novamente aquilo não caiu bem em mim, e nem no maridón (a enxaqueca dele que o diga – yes, somos o casal enxaqueca). No fim das contas, planos cancelados e um sonoro “ufa, ainda bem que não comprei o vidrão”. Pois é, fui salva pela amostrinha.

Abre parênteses. Quando encontro o tester em alguma loja física, dispenso a compra de amostras. Mas volto na loja váááárias vezes, em dias diferentes, pra provar o perfume antes de decidir catá-lo de vez no mundo virtual por um precinho módico. Fecha parênteses.

Resta saber se eu voltarei a gostar do Quizás um dia. E, se isso acontecer, será que vai durar? Duvido! Eu me conheço. Amor e ódio andam juntos.

PS: Sim, o Quizás foi inspirado no manjado bolerão cubano de Oswaldo Farrés. E cá entre nós, a inspiração na música foi uma ótima sacada, pois ambos (canção e perfume) possuem notas! Rá! Ok, piada sem graça. Prontopassou.

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