Conheci o Womanity (Thierry Mugler)


by Vanessíssima em , ,

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Lá nos comentários do meu penúltimo post, minha amiga Irisoca, do Material Girls, me mandou passar longe do Womanity (Thierry Mugler). Acontece que o recado veio tarde demais. 
Eu já havia cafungado o dito cujo. Se bem que, pra falar a verdade, mesmo com o aviso, eu provaria essa fragrância de qualquer jeito se não tivesse feito isso antes. Por quê? Porque esse perfume tá polemizando, meu povo! E curiosidade é meu sobrenome. Rá!

Não sou de postar aqueles textos marqueteiros que as empresas fazem pra vender as fragrâncias, mas vou abrir uma exceção porque esse merece. Vejamos o que diz o fabricante do líquido:

Imaginado por Thierry Mugler, Womanity é um nome com sentido: uma palavra que exprime naturalmente a idéia de comunidade, de ligação, de força criativa transmitida pelas mulheres. Um perfume para revolucionar a perfumaria de luxo. Criado através de um contraste de elementos: o figo e o caviar, que juntos proporcionam a sensação do doce e do salgado nesta fragrância amadeirada. O frasco é composto por diversos elementos e códigos. A face representa todas as mulheres. A chave é o caminho para uma mente aberta. A corrente estabelece a conexão entre todas as mulheres. Por fim, o anel simboliza a cumplicidade entre elas.

E agora vejamos o que eu tenho a dizer sobre a fragrância (opinião personalíssima, certo?):

Força criativa? Ok, e com louvor!
Revolução? Ok, e que revolução!
Contraste de elementos? Opa, claro!
Sensação de doce e salgado? Super ok!
Idéia de comunidade? Mas hein? Ou o Thierry ficou doidão após cafungar o próprio perfume ou eu sou muito burra e não entendi o recado. Aposto na primeira opção, já que essa fragrância é uma coisa louca. Se bem que não descarto a segunda.

Explico: pedi pra moça da loja borrifar o dito cujo direto no meu pulso pra sentir o cheiro que ficaria na minha pele (vocês já sabem que eu sou assim, né?) e quase cai pra trás. De pronto, a fragrância explodiu e bateu um cheiro forte, quente e doce de figo. E depois veio uma brisa salgada (seria o caviar?). E em seguida veio o doce. E depois o salgado de novo. E depois tudo junto. Loucura total! No fim, parecia que havia passado uma manga verde (figo temperado com sal talvez) no braço. Sim, manga verde, apesar da manga verde passar longe da composição. E, gente, a manga verde imaginária deixou rastro. E como deixou!

Só sei que, por incrível que pareça, demorei pra saber/definir/concluir se havia gostado do Womanity. Cheguei a pensar “caraca, que perfume único, diferente de tudo e estranhamente gostoso!”. Minutos depois, meu pensamento se resumia a “puxa, que salgado doce estranho (ou seria doce salgado?)! que coisa seca e invasiva!”. E esses sentimentos foram se alternando na minha cabeça oca.

Acabou que eu fiquei com aquele cheiro surreal no braço o dia todo (sim, ele fixa pra valer, meeeeesmo) a ponto de me sentir incomodada. Levei um tempão pra descobrir que aquele perfume de personalidade forte não era pra mim. Talvez um dia eu mude de idéia. Talvez um dia eu aceite a grandiosidade dele em mim. Sim, ele é grande, estranho, provocador, revolucionário e divisor de opiniões, como o coleguinha Angel. Posso não gostar de nenhum deles, mas reconheço o poder dessas criações.

Enfim, Womanity não é o estilo de perfume mulherzinha. Pelo contrário, há quem diga (eu digo) que ele é totalmente compartilhável. 

E por uma ironia absurda do destino, no dia seguinte à borrifada, chegou em casa uma amostra do Womanity. Juro que tinha esquecido que havia pedido o dito cujo no hotsite dele (infelizmente as amostras não estão mais disponíveis). No mais, deixo vocês com a resenha que o Chandler Burr fez sobre esse perfume. Aqui!