Impressões imprecisas: Liberté (Cacharel)


by Vanessíssima em , , ,

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Ontem chegou meu Liberté (comprado na santa Fragrancex
há menos de um mês, oba!). Já tinha falado dele aqui e aqui. E, bom, ele é bom. Rá! Chipre suave, confortável, alegre, luminoso, moderno, diurno, gostosinho e com excelente fixação. Ótima pedida pra uso diário, pra ir trabalhar, passear no shopping, tomar sorvete, etc e tal.

Liberté
é o tipo de perfume que te deixa chiquetosinha alto-astral sem arrogância. Ele passa aquela sensação boa de “olha como sou uma garota naturalmente elegante, descontraída e de bem com a vida!”. Sim, ele é assim. Deixa um rastrinho delícia sem ser invasivo.


Engraçado que, assim que ele chegou, fui correndo borrifá-lo e achei que ele ficou tal e qual ao Carolina (Carolina Herrera), que eu tenho em casa e que, por sua vez, tem um quê de Miss Dior Chérie (Dior), do qual possuo algumas amostrinhas. Até maridón, que não liga pra perfumes e não saca nada disso, perguntou se o tal
Liberté já não fazia parte da minha coleção, pois ele já havia sentido esse cheirinho dantes. E olha que eu nem tinha dito pra ele que notei semelhanças com o Carolina e o Miss Dior, hein! Só sei que até bateu uma tristeza em mim. Não queria mais um Carolina, sabe?


Como eu conheço meu nariz, respirei fundo e pensei: hum, melhor deixar pra degustar o
Liberté depois. Sim, porque sair borrifando o perfume assim que ele chega, correndo, no fim do dia, por cima de outro, não rola. E então, com calma, saboreei o Liberté.


Sim, ele faz o estilo do Carolina e do Miss Dior Chérie, perfumes pelos quais não morro de paixão (ok, me apedrejem!). São todos chipres, certo? Mas
Liberté vai mais além e possui uma cremosidade que os outros não têm, o que o torna especial e, na minha opinião, bem melhor do que seus pares. E nem vou comentar o frasco laranja e lindo.


A saída dele é cítrica e ardidinha em função da bergamota, da mandarina, da laranja e da explosão de patchouli. Em seguida, noto que a laranja aparece suculenta e abafadinha em meio a um leve (mas beeem leve) atalcadinho macio, transmitindo uma sensação de conforto tão boa, mas tão boa, que dá vontade de ficar me cheirando toda hora. Senti um tico de limão também (o tal limão amalfitano que aparece na pirâmide olfativa da fragrância). Não distingui o mel e as flores, mas eles estão lá e acho que são os responsáveis pela cremosidade do perfume. Ah, achei uma baunilhazinha suave, delicada e docinha ao fundo. E ainda tô procurando o vetiver e as especiarias. Um dia eu acho. Certeza que acho. Meu nariz pra lá de bizarro vai descobrindo meus perfumes aos poucos.


Por essas e outras, gostei muito do
Liberté. Mesmo! E vindo de alguém que não é grande fã dos chipres, é algo a ser considerado. Uma pena terem descontinuado o dito cujo.