Archive for Novembro 2011

Desejo do dia: Pure DKNY Verbena (Donna Karan)


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Desconheço, mas é minha esperança atual de ter a verbena perfeita. E tenho dito!

Eau Parfumée Au Thé Vert Extreme (Bvlgari)


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Eu enrolei pra escrever este post porque gostei tanto, mas tanto, do Eau Parfumée Au Thé Vert Extreme (presentaço da super Cris) que eu nem sequer sabia por onde iniciar este texto. Mas vamos começar pelo começo.

Au Thé Vert Extreme é definido como cítrico aromático unissex e possui notas de coentro, flor de laranjeira, pimenta, bergamota, jasmim, cardamomo, rosa búlgara e chá verde. Ele foi criado em 1999 pelo perfumista Jean-Claude Ellena.

Posso falar? Au Thé Vert Extreme tem cheiro de papel de carta perfumado. Prontofalei. E se tem algo que me conforta nessa vida é cheiro de papel de carta perfumado. Borrifei esse perfume e voltei no tempo, cara. Fui parar nos meus tempos idos de colecionadora de papéis de carta. Mas não é um cheiro pobre, enjoativo, de papel de carta rosinha não. É um aroma rico, envolvente, daqueles que só exalavam dos papéis mais especiais, mais raros, daqueles que a gente não trocava nem a pau, sabe?

Viagem de minha parte? Sim, literalmente. E, cá entre nós, uma fragrância é boa quando nos transmite uma sensação gostosa, não? Então, foi isso que ela fez por mim. E você aí, me deixe aqui com a minha loucura, tá? rs

Voltando ao assunto, não achei Au Thé Vert Extreme cítrico. Juro mesmo. Achei floral aromático levemente (mas beeem levemente) atalcado, isso sim. Senti as especiarias, as flores e o chá verde. Amei a mistura de coentro, pimenta e cardamomo. Misturinha matadora! Dá uma temperadinha boa nas flores que deitam sobre o chá verde, sabe? Deixa tudo com um ar levemente (mas bem levemente 2) condimentado. Não consegui sentir as frutas marcando território.

Tampouco achei extremo, como o nome anuncia. Achei delicado, confortabilíssimo, zen, suave e, juro por São Jean-Claude Ellena, que não imagino um homem usando esse perfume. Evidente que a fragrância se comporta de modos diferentes em cada um. Mas aqui eu simplifico e considero o seguinte: se a fragrância ficasse no sexo oposto como se mostrou na minha pele. Porque em mim ela ficou mais puxada para o delicadamente floral. Não que Au Thé Vert Extreme seja um perfume-mulherzinha, nada disso. Mas, exceto pelas especiarias (que, ainda por cima, surgem docemente), não encontrei algo de peso que pudesse agradar à grande massa masculina. Enfim, essa é minha opinião, meu achamento puro e simples, imbuído da minha mais cheirosa ignorância.

Rente à pele, Au Thé Vert Extreme é o tipo de perfume que só os mais chegados poderão sentir em você por meio de um gostoso abraço. Fresco, diurno, digno de encantamento e ponto final.

Fico imaginando como é a primeira versão desse perfume, a Eau Parfumée Au Thé Vert, lançada em 1992. Se a Extreme já é suave, seria a Au Thé Vert inodora? Brincadeiras à parte, comprei uma miniatura da edição primeva há alguns meses e cá estou à espera. Assim que eu botar o nariz nela, venho te contar. Qual dessas versões virará um frascão da minha coleção? Por ora, mistério. Mas tô apostando mais no Extreme, viu?

Só sei que adoro o que a Bvlgari faz por mim. Sempre! Que o diga meu amadíssimo Blv Notte, um querido que está entre os Top 5.

Um agradecimento especial à Cris, que me mandou uma sublime fração de Au Thé Vert Extreme. Cris, você me proporcionou uma deliciosa viagem ao passado, pois me presenteou com uma passagem com destino aos meus tempos de colecionadora de papéis de carta! De quebra, colocou mais um perfume na minha wishlist. Ah, essa minha loucura... Ah, essa Cris...

Possível desejo do dia: Eau des Minimes


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Tenho um pouco de medo de perfume dito unissex. Sempre acho que a coisa pode pender mais pro lado masculino fazendo com que bata aquele arrependimento, sabe? Tudo bem que num passado distante fui mulher dos masculinos, e não escondo. Na época, corria léguas dos femininos porque “não gostava de nada com doçura”. Hoje a história é outra e fujo de quem me estendeu a mão.

O fato é que ouvi maravilhas do universo feminino acerca do unissex Eau des Minimes (L’Occitane).

Diz a L’Occitane: Eau des Minimes dá continuidade à tradicional produção da Água de Colônia. Esta receita original é uma água perfumada que pode ser aplicada generosamente pelo corpo. Ela combina 3 extratos de frutas cítricas com 7 espécies de ervas aromáticas, selecionadas por suas propriedades benéficas.”

Pois é, me encanta a possibilidade de me deparar com algo refrescante e suave, bem pós-banho e verão. E foi o que falaram sobre essa colônia. Infelizmente não existe L’Occitane por aqui. De modos que estou impossibilitada de tirar a prova. Um dia, quem sabe?

Mas o que mais me dá medo mesmo é o tamanho do frasco de Eau des Minimes: 500 emiéles! Meio litro de colônia, senhoras! Pra quem evita comprar frascos de 100ml, como eu, meio litro é mais do apocalíptico, não?

Eaudemoiselle de Givenchy


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Se você, como eu, é chegada num floral, mas, ao contrário de mim, achou o J´Adore (Dior) batidão, sem graça, bobinho, água de chuchu e tal, faça um favor a si mesma: prove o Eaudemoiselle de Givenchy (Givenchy). Ele segue o estilão do J´Adore, mas consegue ser mais marcante, de rastro (bem) mais poderoso e, quiçá, ainda mais sublime.

Eaudemoiselle tem notas de tangerina, limão amalfitano, laranja, shiso (manjericão japonês), rosa, ylang ylang, flor de laranjeira, almíscar, semente de ambrette, cedro, madeiras e fava tonka.

Trocando em miúdos, ele é um perfume floral com um toquinho verde e cítrico na saída. Sinto o mentolado do shiso. Em seguida, a fragrância se acalma, mas não se apaga. E vejo a rosa ganhar força junto com o ylang ylang, terminando tudo num almiscarado bom. É claro que eu simplifiquei o insimplificável (palavra nova, viu?). A coisa toda não é tão simples. Impressões imprecisas.

Ouso dizer também que ele possui uma cremosidade fresca toda dele, diferente do J´Adore.

Floral, sim. Sem graça, jamais! Não, Eaudemoiselle não é chato. Sim, ele tem uma pegada retrô, mas a modernidade existe e torna tudo apaixonante. Fresco e clássico, ele traz uma misturinha sutil e aguada (e isso não é necessariamente ruim) de frutas cítricas, ervas, rosa e almíscar, com um leve toque de doçura. Por que aguada? Porque ele é um floral de certa responsa e que exala (apesar da delicadeza e do frescor), mas não chega a ter toda aquela densidade dos florais dos anos 80 e 90. Simples assim.

Enfim, achei Eaudemoiselle radiante e pau pra toda obra, tamanha a versatilidade dele. Curingão mesmo, especialmente durante o dia. Alegre, educado e casual, mas sem perder a sofisticação. Pra quando você quer se perfumar sem aparecer demais.

E digo mais, só que agora às fãs do Daisy (Marc Jacobs): são grandes as chances de vocês curtirem o Eaudemoiselle também, caso apreciem florais mais “maduros” (e não “senhoris”, vejam bem).

Eu disse aqui que ele foi feito para as grandes amantes das flores, não disse? Então, reforçando: nem sonhe em chegar perto dele se você não for mulher de florais. E tenho dito!

Mais sobre ele
aqui.


PS: Nem preciso contar que esse perfume foi parar na minha Wishlist Edição 2012, néam?

Propaganda em revista


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Fiquei em êxtase quando descobri o site Propaganda em Revista. Ele disponibiliza mais de 2.500 propagandas veiculadas nas principais revistas nacionais desde tempos idos, em especial dos anos 90. Você pode pesquisar por revista, ano, anunciante, produto ou agência. Só sei que pirei, principalmente na seção de perfumes! Pira lá também se você for das minhas!

Dica: Preste muita atenção nos preços que aparecem em alguns anúncios, especialmente nos de perfume.

Paixão nacional


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Uma de minhas paixões na perfumaria nacional é a colônia Natura Águas Jabuticaba (Natura). Tenho um vidrão dela. Vidrão mesmo, de 300 emiéles, daqueles complicados de pegar e borrifar (adendo: o borrifador não vem junto e deve ser comprado separadamente).

E posso falar? Eu odeio jabuticaba! Mesmo! De verdade! Sempre odiei. Quando criança, morei numa casa que ostentava duas jabuticabeiras no quintal, entre outros pés de frutas. Eu não chegava nem perto daquelas bolinhas pretinhas. Gosto é gosto.

O fato é que, pra minha sorte, Natura Águas Jabuticaba não tem cheiro de? De? De? Jabuticaba, evidente!

Diz a Natura que: “Natura Águas Jabuticaba é uma fragrância refrescante que prolonga a sensação de bem-estar após o banho, graças ao contraste do azedinho da jabuticaba e da grapefruit. As notas de corpo e de fundo combinam o frescor dos florais e o conforto das madeiras e musc.

Fragrância refrescante? Ok. Prolonga a sensação de bem-estar após o banho? Ok. Azedinho da jabuticaba? Não, sem azedinho da jabuticaba. É só um azedinho “qualquer” (saborosíssimo, por sinal). Grapefruit? É, pode ser. Uia, deve ser daí o azedinho então! Frescor dos florais? Ok. Conforto das madeiras e musk? Madeiras e musk (para alguns, musc e para outros, almíscar) discretos. Ok, portanto.

O que eu sei é que essa colônia é como uma brisa fresca num dia quente de verão. Brisa fresca com doçura, viu? Cheiro de banho bem tomado com sabonete chiquetoso. Cheiro de alegria, de paz, de encantamento. Suavezinha, calma, delicada, perfeita para dias de calor, ela é um deleite para o meu nariz. Deixa um rastrinho maravilhoso no ar e fixa super. Adoro chegar ao fim do dia ainda perfumada com cheirinho de banho. Isso faz um bem danado pra auto-estima da gente, néam? Taí a única jabuticaba da qual eu gosto!

PS: Soube que a Natura reformulou o layout da linha há pouco. Agora essa colônia se chama Águas Jabuticaba e não mais Natura Águas Jabuticaba. O perfuminho também mudou de cor e vem em um frasco diferente. A fragrância permanece a mesma. A versão que eu tenho é a antiga, que ilustra este post e, na minha opinião, mais bonita esteticamente.

Obra-prima


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Se você é do tipo que compra perfume pelo frasco, não veja esta página do site do badalado perfumista Serge Lutens (foto). E depois não diga que eu não avisei!

Taí uma prova de que uma obra-prima perfumística não precisa ficar restrita ao conteúdo.

Particularmente, são os frascos mais lindos que eu já vi.

Desejo do dia: Petite Chérie (Annick Goutal)


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Dessa grife, infelizmente, não conheço nenhum perfume. Não por falta de vontade. É que não é uma marca fácil de se achar nas perfumarias, ainda mais por aqui, na minha cidade. Só sei que, mesmo sem conhecer o Petite Chérie, sinto que já gosto dele. Todinho delicado, encantador e clean, assim ele me parece.

O texto de divulgação diz:

Petite Chérie é o perfume desenvolvido por Annick Goutal especialmente para sua filha, como um presente. Esta irresistível, sensual e sedutora fragrância, que ela descreveu como sendo "uma reminiscência do rosto de uma jovem que desejamos beijar amavelmente" foi dedicado a Camille Goutal.

Um aroma floral frutal almiscarado. Redescubra todo o frescor e generosidade desta fragrância doce evocativa de pêra, pêssego, almíscar rosa, grama fresca e baunilha, neste frasco delicado e feminino.

Apesar desta que vos escreve não ser lá exatamente o público-alvo da fragrância (ela é mais voltada para as meninas-moças), meu desejo de tê-la surgiu porque ouvi dizer que ela é do tipo delícia para dias quentes de verão.

Impressões imprecisas: Nativa SPA Senses


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Na ordem, da esquerda pra direita: Guaraná, Blueberry, Verbena, Ameixa e Açaí

Andei dando uma cafungada nessa nova linha de colônias do Boticário e esqueci de trazer minhas impressões pra cá. E quando eu esqueço, colega, boa coisa não é. Deu pra sacar que não rolou, néam?

Enfim, a linha tem colônia de Verbena, Blueberry, Açaí, Guaraná e Ameixa. Provei as três primeiras. Não me senti atraída pelas outras, pois já tenho em casa os respectivos óleos corporais (mais do mesmo não!). E vejamos minhas impressões imprecisas sobre o trio!

Nativa SPA Senses Verbena
E então me deparei com esta palavrinha mágica: verbena. Tô em busca da verbena perfeita e achei que a sorte tivesse me sorrido. Ledo engano. Como sempre acontece quando me empolgo com algum perfume de verbena, senti capim limão, capim limão, capim limão e mais capim limão. Oi, e a verbena? Não veio. Capim limão é o que temos pra hoje. O curioso é que oficialmente a lista de notas dessa colônia é a seguinte: cassis, chá verde, folhas de verbena, jasmim, freesia, âmbar, musk e sândalo. E o capim limão? Pois é, não tem. Mas eu juro que só senti ele. Sim, só ele, todo linear. E o suficiente pra me sentir sufocada. Vai entender.

Nativa SPA Senses Açaí
Se tem algo que eu amo nessa vida é o Nativa SPA Sabonete Cremoso Esfoliante Nutritivo Açaí (amém!). Aquele cheiro é sublime! Imagina minha carinha de felicidade (outra) ao ver a colônia de açaí na prateleira! E foi então que me entorpeci. No mau sentido. Sem mais, o que achei desse perfume se resume a isso: do começo ao fim, o mesmo cheiro sufocante de batom barato vencido. Nada a ver com o sabonete delícia. Nada mesmo! Não vou sair por aí (e aqui) dizendo o que não senti, gente. Tô sendo sincera e ponto.

Nativa SPA Senses Blueberry
Adoro blueberry. Fui feita pra gostar dessa frutinha. Adoro um azedinho! E lá fui eu toda pimpona (de novo!) borrifar esse perfume em mim. Confesso que o cheiro me agradou de cara: azedinho com doçura e frescor. Uau, que legal! Teria sido o único a me agradar? Bão, não foi bem assim. De fato, a saída me apeteceu. O coração da fragrância também. Já estava fazendo planos de voltar no dia seguinte pra me comprar um frasco. E foi então que em meia hora tudo o que eu sentia mudou. Estava sendo visitada pela nota sufocante que teima em aparecer em mim quase sempre em se tratando de perfumes do Boti. Sim, ela, a terrível, a tenebrosa, a horripilante nota maldita que eu não sei definir até hoje. É quase como cheiro de maquiagem estragada. Garrei um ódio dessa nota, povo! Pior que ela ficou suuuuuper aparecida na minha pele. Me sufocou pra valer a dita cuja. E vi minha alegria esmorecer. Nada de Nativa SPA Senses Blueberry pra mim.

Mas é aquela: minhas impressões são totalmente imprecisas. Cada nariz uma sentença. O meu próprio é mutante. Por isso, não me levem muito a sério e cafunguem in loco, ok? Da mesma forma, não se sintam ofendidas caso eu tenha desgostado de algo de seus agrados. E sejamos felizes, que é o que importa!

Ah, pra quem se interessar, cada colônia custa R$ 69,90 e vem em frasco de 100ml.

Éclat d'Arpège


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Juro que tentei. Mas não vi nada demais no Éclat d'Arpège (Lanvin). Difícil eu não elogiar um perfume aqui, né? É que eu prefiro falar bem, até porque gosto é uma coisa tão pessoal, que eu opto por mostrar meu encantamento puro e simples. Não sei se uma critica negativa ajuda em algo. Creio mais no poder da palavra positiva. No mais, meu nariz mutante vive mudando de idéia, de modos que não cuspo pra cima.

Acontece que o Éclat d'Arpège (EdA) não é ruim não. Ele só não é bom, entende? Misto de Light Blue (D&G) com 212 (Carolina Herrera) e Light Clouds (Moschino), EdA deixa de lado toda aquela “citricidade” do primeiro, toda aquela profusão floral do segundo e toda aquela “frutalidade” do terceiro, e pega o resto que sobra de cada um deles. Ou seja, adeus qualquer tipo de pungência, saca? O resultado é um floral frutal fresquíssimo, levíssimo, delicadíssimo e discretíssimo.

Não vi inovação. Não vi profundidade. Não vi rastro, aura ou uma baita fixação. Vi algo tão frágil, que se ele fosse um vidro eu teria medo de pegá-lo pra não quebrar.

Sabe aquele tipo de fragrância mais do mesmo, fácil de agradar quem não se liga muito em perfume, feito pra quando você tá com pressa ou dor de cabeça e não sabe bem o que usar? Éclat d'Arpège é assim.

Versátil ele é, ainda mais no calor escaldante. Aliás, ele parece ter sido criado pra ser perfume de verão. Só não achei indispensável pra mim. Só isso.

Ah, ele possui notas de limão siciliano, folhas de lilás, flores de wisteria, folhas de chá verde, flor de pêssego, peônia vermelha, osmanthus chinês, cedro branco do Líbano, almíscar e âmbar.

A propósito: eu não curto o Light Blue, adoro o 212 e gosto do Light Clouds.

Update: Mais do Éclat aqui.


J´Adore semanal


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A vendedora da perfumaria não me agüenta mais. Toda semana eu passo lá pra borrifar meu grito da temporada: J´Adore EDP (Dior). Vou fazendo isso até comprar o meu, o que deve acontecer em meados do ano vindouro. Idiotice, criancice, malice, que seja. Não existe lei que me impeça de ser feliz. No mais, eu podia tá matando, néam?

Minha tática, pra não parecer folgação além da conta, é sempre pedir pra experimentar antes um outro perfuminho da prateleira. Aí, como quem não quer nada, peço um pouco do J´Adore no outro braço “só pra ir criando coragem de comprar o meu” [sorrindo amigavelmente pra vendedora num momento and the Oscar goes to].

Até hoje não me conformo de ter odiado tanto essa fragrância no passado. Como pude, meldels?! Contei isso aqui.

Mais do J´Adore aqui.

Impressões: Marc Jacobs Perfume for Women (Marc Jacobs)


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Feche os olhos. Visualize-se em meio a um jardim de gardênias logo pela manhã de sol e céu azul. Respire fundo e sinta aquele cheirinho reconfortante das flores frescas, ainda úmidas, banhadas pelo orvalho. Eis o singelo presente que Sir Marc Jacobs nos deu (“Sir” por minha conta e risco, ok? pura homenagem aos serviços prestados).

Apesar de Marc Jacobs Perfume for Women (Marc Jacobs) ser composto por notas de tuberosa, gardênia, jasmim, bergamota, gengibre e cedro, sinto gardênias e mais gardênias. Pra mim, é como se só houvesse gardênias. Todo o resto some na minha pele. E o resultado é um floral fantástico! Dos mais lindos que já vi.

Não sinto evolução alguma. Linear, ele começa belo, permanece belo e termina belo. A gardênia, docemente cremosa e absoluta, reina! E que reinado! Nada over, nada sintético.

Sofisticado, delicado, moderno, versátil, fresco, confortável. Discreto e marcante ao mesmo tempo, tal qual um par de brincos ponto de luz feitos de diamante. Bom de usar de manhã. Bom de usar à tarde. Bom de usar à noite. Simples e encantador como a sutileza de uma flor branca. Assim ele é. Assim ele pretende ser.

Marc Jacobs nos trouxe flores. Muitas flores. Não é lindo isso? Achei de uma gentileza sem tamanho.

PS: Se não fosse a adorável Cris, eu ia demorar horrores pra conhecer essa maravilha. Sim, porque esse perfume estava na minha wishlist edição 2012 sem sequer eu conhecê-lo. E Cris, generosíssima, me presenteou com uns bons emiéles desse lindo buquê de gardênias. Cris, obrigada, obrigada e obrigada!

A volta dos que não foram: Myriad Blanc


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Ah, esse Boticário... Sempre me tirando o sono. Primeiro me descontinuaram o leave-in Amora e Sândalo, como já chorei aqui. Agora me voltam com o Myriad Blanc (vulgo MB), que eu não conhecia, mas sempre fui doente pra cafungar de tanto ler relatos apaixonadíssimos acerca de.

E aí que eu fui lá. Borrifei o dito cujo na pele porque não sou mulher de fitinhas olfativas (aliás, ninguém deveria ser, já que não é a fita que vai usar o perfume, néam?). Tudo bem que eu sempre acabo catando uma fitinha pra perfumar a borsa, mas isso é outra história.

Só sei que fui descrente, viu? Afinal, tenho um probleminha com as fragrâncias do Boti: uma notinha abafada e chata sempre me aparece pra estragar a festa. É, ela pula da minha pele. Sim, a bendita pula, roda, dá piruetas, uma coisa.

Acontece que, pra minha mais absoluta surpresa, não senti a tal nota! Uhu! Rojões! Já comecei a gostar do MB aí.

Bom, pra quem não sabe, ele é gourmand. Tem notas de peônia, muguet, freesia, lilás, lima, limão, caramelo, leite condensado, pralinè, fava tonka, sândalo e musk. Voltou em edição limitada pro Natal, e eu soube que cada loja recebeu pouquíssimas unidades e não haverá reposição. Custa R$ 89 e vem 100 eméles, o que é um bom custo-benefício, vai!

Mas e na pele, como ele fica afinal? Na minha ele ficou docinho, bem docinho, mas sem incomodar, e fixou razoavelmente bem. É um açúcar confortável e relativamente fresquinho, nada ardido. Acolhedor, delicado e mulherzinha.

A saída começou com um limãozinho gourmand fresco e salivante. Depois senti algo que me remeteu imediatamente a chocolate branco, só que sem ser enjoativo (seria o leite condensado a adoçar e a lima a refrescar?!). Por fim, passei a sentir na pele claramente uma das minhas lotions preferidas, a finada Fresh Vanilla, da Bath & Body Works, que é uma baunilhazinha floral arejada e estupenda. Amei isso tudo. Baunilha fresca feelings.

Só não entendi porque relançaram esse perfume em plena vibe primavera/verão. Tenho pra mim que ele cairia melhor no duo outono/inverno. Em todo caso, o frio não é imperativo pra usar esse perfume. Ele faz bonito em dias quentes também, desde que não haja exageros. No mais, o friozinho sempre chega, né? Sem contar que dias malucos e amenos têm sido a tônica atual, pelo menos por aqui.

Só sei que, no dia seguinte, voltei na loja e catei um MB-delícia pra mim. Rá! E tenho usado o dito cujo enlouquecidamente!

Adendo: Quando cheguei em casa toda faceira com a saculinha do Boti e fui abrir o celofane, pergunta se eu conseguia abrir aquela caixa! Pergunta! A pessoa doida aqui ficou um tempão tentando entender onde raios tava a tampa da caixa do perfume. Só então eu descobri a América: a caixa abre por baixo e toda a parte da frente dela levanta (perdão pelo trocadilho, mas o perfume fica meio que encaixado na caixa). Fica a dica, caso você seja tão (ou mais) insana quanto eu. É, Boti tá chique, benhê! E eu não tô acompanhando! hahaha

Impressões imprecisas: Organza Indécence


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Forte. Fortíssimo. Belo. Belíssimo. Assim é o Organza Indécence (Givenchy), que chamaremos de OI pra efeito facilitador, ok? Pense na família Oriental, toda trabalhada intensamente na baunilha e nas especiarias, e você terá uma vaga noção do poder do OI. Sim, porque ele é mais. Tudo nele é mais. O bicho é superlativo mesmo! Elegantíssimo, docíssimo, cremosíssimo, quentíssimo, sensualíssimo, fortíssimo, belíssimo!

Oficialmente ele tem patchouli, ameixa, canela, âmbar e almíscar. Mas tudo o que eu e boa parte da torcida do Flamengo sentimos é canela e baunilha. Consigo identificar um pouco de âmbar também. Mas, pra mim, a baunilha domina.

A saída traz uma canela bem pungente entremeada com baunilha cremosa. De salivar, baby! Com o tempo, a canela suaviza, mas não desaparece. E a baunilha toma conta do pedaço, deitadinha sobre uma cama amadeirada, quentinha e bem macia. Tudo isso pede uso noturno, comedido e em ocasiões especiais.

Por essas e outras, OI chega antes de você no ambiente. Por isso, cuidado! Sim, ele funciona no esquema das trombetas reais de tempos idos, anunciando com um aristocrático estardalhaço a realeza, saca? Pra ser aplicado com conta-gotas. No mais, fixação absurdíssima. O frasco é uma obra de arte à parte. A caixa, preta, é outra preciosidade.

Só tem um probleminha: OI foi descontinuado. Descontinuadissímo! E não se deixe enganar pelo OI vendido hoje em uma embalagem sem gracinha, retinha e com uma maldita caixa rosinha. Ele é uma reedição do original. Reedição, povo! Reeditar é editar de novo. Editar implica em cortar coisa fora e botar outra no lugar. Sei disso porque dou meus pulos como editora. Sei disso porque quem sentiu o novo OI disse que, de fato, ele tá diferente. Choremos!

PS: Um mega agradecimento super especial a Duda, que carinhosamente me mandou um gole saborosíssimo do OI. Dudíssima, valeu, valeu e valeu!

Baunilha extrema


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Não é segredo que eu sou chegada numa baunilha. De modos que meu sonho de consumo é ter um perfume o mais próximo possível da baunilha culinária. Sim, aquela mesma que a gente usa pra fazer bolo.

Desejo fortemente encontrar um perfume no estilo essência de baunilha pura com toque alcoólico tal qual a que usamos na cozinha. Já cogitei até misturar álcool de cereais na essência de baunilha que tenho na geladeira e passar em mim. Oi, sou doida!

Não quero saber de baunilha cosmética não! Quero aquele cheiro que a gente sente ao cafungar o vidrinho da essência! Nem mais, nem menos.

Eis que nas minhas andanças me deparei com relatos animadores acerca do Vanille Extreme (Comptoir Sud Pacifique). Dizem que ele é o que procuro. Não conheço a fragrância, mas esse perfume já entrou na minha wishlist, como andei postando aqui no blog. E, pra variar, não tenho como prová-lo. Seria mais um tiro no escuro.

O legal é que ele foi descontinuado e é difícil de achar. E posso falar? Não me animo muuuuito não, sabia? Sei lá, duvido que ele seja a minha desejada baunilha alcoólica. No máximo, ele seria uma baunilha de bolo pronto. É o que minha cabeça doida e cética acha. Tomara que eu esteja errada. Um dia eu me prontifico a descobrir.

Contagem regressiva


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1º de novembro. Contagem regressiva pra 2012. Não, não creio que o mundo vai mudar magicamente na meia-noite entre 31 de dezembro e 1º de janeiro. Também não creio naquela história toda de Ano Novo e blá blá blá. Eu tô é de boca esperando janeiro chegar pra voltar a comprar em sites internacionais mesmo. Meu jejum começou no meio de outubro e segue até o ano terminar. Enquanto isso, minha wishlist cresce.

Como eu já expliquei aqui no blog, compras no final do ano nunca mais. Se nem minha caixinha de agosto chegou ainda, imagina se ia dar certo catar algo nessa altura do campeonato.

Nunca esperei tanto por um 1º de janeiro como agora. E que venha 2012!