Trésor Midnight Roseando


by Vanessíssima em , ,

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Acho que tô com o nariz frouxo. Só pode! Isso explica porque tenho desgostado de vários perfumes por mim cafungados nestes últimos tempos. O exemplar mais recente atende pelo nome de Trésor Midnight Rose (Lancôme). Gente, ele é um soco de açúcar cor-de-rosa! E bem na boa do estômago! Na minha pele foi assim.


Ele não é assim tãããão ruim não, viu? E posso falar? Docinho genérico, frutinha vermelha, sem profundidade, chato, enjoativo, lugar-comum, mais do mesmo e tals definem. E veja bem, eu gosto de perfumes docinhos. Mas sempre busco um algo a mais na doçura, sabe? Porque os gourmands são complicados, cara. Se você tem dois ou três, você já tem todos. É difícil encontrar alguma fragrância doce diferentona, né? São poucas.


Na teoria, TMR abre com rosa e framboesa. Vai pra jasmim, peônia, cassis e pimenta rosa. Finaliza com almíscar, cedro e baunilha. Na real, sinto frutas vermelhas doces ao cubo, um pouco de pimenta rosa e um leve toque amadeirado, tudo meio abafadinho/quentinho, super jovenzinho e enfadonho. Se eu tivesse me apaixonado por ele, reservaria o dito cujo pra dias frios. 


No mais, tenho certa resistência a frutas vermelhas. Raramente um perfume com essas notas me agrada. Minha pele gosta de ressaltar uma certa enjoatividade quando borrifo líquidos contendo as benditas. Se elas não ficam sintéticas, ficam infantis (ou as duas coisas tudo ao mesmo tempo agora). No caso do TMR, elas ficam artificiais e quase no limite entre a vida adulta e a vida loka (a.k.a. puberdade + adolescência + 20 e poucos anos).

Ai, gente, dá um desconto. Eu queria mesmo era cafungar o Trésor In Love. Mas como só achei o irmão dele, acabei descontando minha frustração no tal. Sorry. Rá! Será que foi isso?!