Archive for 2013

Os cheiros de 2013


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Ano acabando e é chegada a hora daquele balanço maroto que a gente costuma fazer mentalmente. A diferença é que o meu é escrito, versa sobre cheiros e tá aqui pra todo mundo ver. Rá! Pega uma cadeira e vem comigo!

O maior encantamento
Un Jardin en Méditerranée (Hermès): pra quem odiava figo não é nada são ter um exemplar desse dentro do top 5.

A maior decepção
Jour d´Hermès (Hermès): porque eu não gosto de quem não gosta de mim.

O mais borrifado
Noa (Cacharel): conforto puro e limpo. No mais, quando eu não sabia o que usar, ia nele.

O melhor custo-benefício
Eau des Missions (Le Couvent des Minimes): uma das baunilhas mais sinceras que já senti.

O mais surpreendente 
Joop! Le Bain (Joop!): parece bem mais caro do que custa.

O mais esquecido
Hypnotic Poison (Dior): porque é proibido usar a (minha) versão vintage cá no sertão paulista. 

O mais desejado
Summer by Kenzo (Kenzo): figurinha descontinuada and impossível de achar. E lá vou eu pra 2014 ainda desejando o dito cujo. Resenha dele em breve.

E agora me conta aí sobre a sua lista. Quais foram os cheiros do seu 2013?

1, 2, 3, 4, 5, 19


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Depois do 5 vem o quê? 19, claro! Bora tagarelar sobre o N° 19 (Chanel)? Importante salientar: a prosa aqui é sobre a versão EDT, ok?

Floral verde amadeirado, Dezenove é o supra-sumo da fofura. Sim, aqui estou eu juntando “fofura” e “Chanel” na mesma frase de novo. Mas, óh, esse aqui é bem mais fófis que o N° 5 Eau Première, viu? Bem mais. N° 19 é fofo and carinhoso. O outro é só fofo. Rá!

Na saída temos gálbano, jacinto, neroli e bergamota. Lá no coração tem íris, raiz de orris, jasmim, ylang ylang, lírio-do-vale, rosa e narciso. O fundo vem com couro, sândalo, almíscar, musgo de carvalho, vetiver e cedro.

A íris dá o tom. E isso quer dizer que o talquinho se faz super presente. Talco confortável, maciozinho, verdinho, mimoso, quase baby. Coisa linda pra usar em dias quentes. Sim, é um talco pra dias quentes. Mas também faz bonito no friozinho.

19 é bem pouco terroso e guarda um amadeiradinho leve no fundo. A sensação é única e o resultado final me remete a papel de carta caro (oi, infância!).

Ele não chega antes de você no ambiente e é fácil de usar. Pura harmonia, ele dá um toque de frescor à vida e convida ao relaxamento. Agrada em cheio quem curte perfumes verdes and atalcadinhos pimpões.

Fresco e cheio de silêncios, Dezenove tem cheiro de amanhecer. É meu jardim interior, pra onde vou quando quero ligar o foda-se me esquecer do mundo e relaxar. 

Nascido em 1970, viu? E nem parece. Quarentão com carinha de quinze. Um clássico não datado, saca?

Elegante, relaxante, harmonioso, fresco, verde e atalcado? Opa, me vê um litro!

Adendo: Leitoras lindas me lembraram que o 19 tem a mesma vibe da versão EDP do Infusion D´Iris (Prada). Opa, e como tem! São perfumes parecidos, viu? A diferença, além do preço, é que o Chanel é mais verdinho. Pessoa gulosa que sou, acho negócio ter os dois (mas essa sou eu, aloka do talquinho).

Chanel Nº 5 ½CH


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Bora dar um ctrl+c e ctrl+v do site da Chanel? E temos o que se segue:

Eau de Parfum, Eau de Toilette e, agora, Eau Première. Uma versão definitivamente mais leve, mais fresca e mais suave do N° 5.

Jacques Polge, o criador dos perfumes Chanel, desenvolve Eau Première. A lenda é mantida, trazendo uma harmonia que revela um aspecto suave e delicado do perfume mais conhecido do mundo.

Mais do que isso sobre o Nº 5 Eau Première é chover no molhado. Todavia, sou pessoa redundante e chover no molhado é cá comigo! Então te prepara aí porque eu quero dar a minha visão do Eau Première! Pois é, agora agüenta! 

E posso falar? Chanel Nº 5 Eau Première é pura fofura! Néam? Aposto que pouca (ou nenhuma) gente bota "Chanel" e "fofura" na mesma frase, mas eu boto e durmo bem à noite, obrigada.

Floral aldeído mansinho, ele tem neroli, ylang-ylang e aldeídos na saída, jasmim e rosa no coração, e vetiver, sândalo e baunilha na base.

Esquece a opulência do genitor, ok? Dilui aquilo tudo até chegar à menor potência do método homeopático e, bazinga, você terá o Eau Première - ou, se preferir, Chanel Nº 5 ½CH.

E, olha, pra gostar do Eau Première você nem precisa curtir o badaladão Number Five (apesar da alma dele se fazer presente), viu? Vai por mim. No mais, quem é fã do Infusion D´Iris (Prada) e do First Love (Van Cleef & Arpels) vai se encontrar no Eau (o ritmo é o mesmo - antevejo dancinha da alegria, uhu!).

Só sei que enfiei meu braço lindamente perfumado no nariz do marido pra colher uma opinião idônea (ele não tá nem aí pra coisa) e eis que ouço: "Chanel? Nº 5? Tem certeza? Tão bobinho ele!". Diante do muxoxo indireto, agradeci o espírito de porco cooperativo e devolvi: "ok, sua opinião não é muito importante para nós". Rá!

Moderno (Eau Première nasceu em 2007, portanto, 86 anos depois do badaladão), ele é quase um quadro impressionista calcado na paisagem proporcionada pelo Nº 5, saca? Leve, discreto and muito chique, temos aí um clássico revisitado pra todas as horas, todos os dias e todos os planetas (cujas superfícies sejam feitas de talco, ok?). A vibe atalcada tá lá (lindíssima ela, por sinal).

Eau Première tem a maciez das flores brancas, o aconchego da madeira e a doçura quentinha e cremosa da baunilha. Mas ele não é douradão e "abafado" como o Nº 5. Ele é transparente e arejado, suave e lindo, atemporal e elegantemente despojado. "Chanel Nº 5 remixado" define.

Eu sei que não devia, mas ouso dizer que o Eau Première tá pra Audrey Hepburn em Bonequinha de Luxo assim como o Nº 5 tá pra Marilyn Monroe dormindo. Me deixa!

Dia ruim


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Jour d'Hermès (Hermès) tinha tudo pra me agradar, mas não foi bem assim. Eu tava amarelinha de vontade de cafungar o bonito. Lia por aí inúmeros elogios e as seguintes palavrinhas mágicas sobre ele: floral luminoso. E ficava cá com querência. Lu-divina ouviu as minhas lombrigas e me agraciou com uma amostra (super thanks, Lu!). Só sendo persona doida como eu pra entender a alegria que advém daquele momento em que você bota os dedinhos num flaconete desejado. E daí que alegria de pobre dura pouco.

Bora começar pelo começo? Às notas, maestro Zezinho! Na abertura: toranja, limão siciliano e notas aquáticas. No coração: gardênia, ervilha de cheiro, notas verdes e flores brancas. No fundo: almíscar e notas amadeiradas. Mas, óh, pincei essas notas lá no Fragrantica. Jean-Claude Ellena, o nariz por traz do perfume, deixou divulgar nada oficialmente não, viu?

Pois bem, e que saída estranha em mim, meu povo! Azedume rulez! Fruta de fim de feira define. Juro! Como assim?! Não podia crer que minha pele passou a exalar cheiro de fruta cítrica passada! Mas exalou. Meu mundo caiu. Limão de gaveta, por que vieste me dar oi, óh, raios? 

E quando pensei que a coisa fosse melhorar (otimismo/ilusão é tudo na vida!), bão, ela não melhorou. A parte cítrica saiu (oba!) e parte over ficou (socorro!). Cadê gardênia? Cadê o resto gostosinho? 

Senti jasmim e um verdinho amigo, o que já foi bom. Mas senti tuberosa também, e eu não gostei dessa tuberosa (carnal e suja demais pro meu gosto, me deixa!). A coisa ficou meio enjoativa em mim, saca? Percebi um doce além da conta, que me desestabilizou (aloka dramática). Enfim, arestas e mais arestas acabaram com o meu dia.

Só no finalzinho de tudo o perfume me apeteceu. Nessa hora, ele me remeteu ao querido Kelly Calèche EDT. Mas aí já era tarde demais. A dissonância já havia me nocauteado. Minha pele é ruim, gente! Só pode. Ou melhor, ruim é a minha cabeça mesmo. É, foi só um dia/jour ruim...

Senhorita Ricci


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Mademoiselle Ricci (Nina Ricci) é bom? Se você gosta de um talco, vai me dizer que sim. O problema é que se você gosta de talco, provavelmente já terá em casa perfumes bem parecidos com ele.

Do mesmo criador do Flower by Kenzo (Kenzo) e do meu xodó Blv Notte (Bulgari) - a saber: Alberto Morillas -, Mademoiselle Ricci guarda certa semelhança com esses dois, especialmente com o primeiro. Seria ele um Flower by Kenzo domesticado? Não sei, só sei que ele também se parece um pouco com tantos outros atalcados. Meu nariz pescou algo do meu amado First Love (Van Cleef & Arpels) e também um cadim do meu querido Flower by Kenzo Oriental (outro Flower do Morillas).

Rosa selvagem e pimenta rosa estão na saída do Mademoiselle. Oleandro, rosa mosqueta e louro aparecem no coração. Madeira e almíscar figuram na base. Na boa? Talco com pimenta (muita pimenta) define tudo isso. Bastante almiscarado também, ele não deixa passar em branco a indefectível nuança amadeirada. A rosa traz um pouco de romantismo ao todo. O louro tempera o caldo, porém sutilmente.

Feito pra laçar quem torce o nariz pro talcão do Kenzo ou pra quem ainda não entrou de corpo e alma no maravilhoso mundo do talco, Mademoiselle Ricci, claro, tem suas qualidades. Ah, e ele não se parece nadinha com o Ricci Ricci, de quem ele é flanker.

PS: Este post foi patrocinado pela Dri Sama. Rá! Thanks pela amostrinha, bonita!

Coveteando


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Minha pessoa vê e sente o Covet (Sarah Jessica Parker) como a surpresa do ano. Tudo bem que esse perfume foi lançado em 2007, mas foi só em 2013 que botei as mãos e o nariz nele (tarde demais, infelizmente). Demorei pra me render aos elogios que lia sobre o dito cujo porque, admito, há anos traumatizei com outro perfume da moça (a saber: Lovely). 

Enfim, arrematei um Covet no escuro, num passeio no ebay. E me achei o máximo por sentir nele tudo, absolutamente tudo, o que tinha lido antes. Eu já sabia exatamente o que ia encontrar naquela garrafinha "cartucho de gás pra fogareiro chique só que não" feelings. Sabe quando você imagina como um perfume é e constata que ele é super aquilo mesmo? 


Pois bem, Covet é vendido como floral amadeirado almiscarado. E é isso que ele é, só que na superfície. Mergulhando fundo, temos nele um floral verde ímpar. E tem mais: ele não se assume fresco, mas cabe em dias quentes; ele não se assume quente, mas cabe em dias frios.  


Ele não invade as outras galáxias, mas também não passa despercebido. Confortável com louvor, entende?


Na saída temos lavanda, folhas de gerânio, chocolate amargo e limão siciliano. No coração coexistem madressilva, magnólia e lírio-do-vale. Na base há âmbar, almíscar, madeira de cashmere, vetiver e madeira de teca. 


Opa, sim, você leu "chocolate". Como lidar? Simples: considerando que, apesar dessa nota, Covet não tem nada de gourmand. Isso porque o choco amigo aí é escuro, amarguinho e tá bem misturado com o limão e a lavanda. Aliás, pouquíssimas vezes esbarrei numa lavanda tão bem utilizada, viu? E é ela o que eu mais consigo notar na minha pele. Depois, na ordem, limão, chocolate, almíscar e madeira. Sinto chá e folhas maceradas também, apesar do primeiro não existir (soy muy loca, bebê!).


Muita gente acha Covet "esquisito". Eu não. Mas, como sou do time que adora uma esquisitice, não sou parâmetro. Na real, acho que o estranhamento tá mais no fato de Covet não ser exatamente o tipo de fragrância comercial. 


Só sei que Covet foge do lugar-comum e nem parece perfume de celebridade (prontofalei). Não o vejo como mais uma fragrância caça-níquel, sabe? Dona Sarah se esmerou pra entregar um perfume interessante, ainda que o objetivo final da coisa toda tenha sido ganhar uns caraminguás. Mas algo me diz que a coisa deu errado, viu? Povo não deve ter curtido e/ou entendido a viagem. Vide o seguinte fato lastimável: Covet foi descontinuado. É, já percebi que perfume com toque verdinho costuma causar certo enrugamento de testa na torcida (pena!).


No mais, Covet não sai caro, ainda mais considerando aquilo que ele nos oferece (além do fato de ter sido descontinuado). Abrindo mão de alguns poucos cruzeiros você pode ser bem feliz, sabia? Mas, óh, só garimpando fora. Como o bonitão do frasco duvidoso parou de ser fabricado, não há mais cá no Bananão. Alguém também acha que aquela tampa caphona tem cara de registro de banheiro? (prontofalei nº. 2)

Água de almíscar


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Ganhei a colônia Acqua Musk (O Boticário). Tá, agora pára de rir! Eu devia ficar feliz, né? Mas sou ingrata, malagradicida e tal. Pois bem, a estréia da dita cuja foi num fim de tarde qualquer num barzinho qualquer. Entre bons petiscos, bons papos e bons drink bons goles de Heineken, aquele cheiro me foi subindo, subindo e subindo. E me enchendo o saco. Uma cervejinha pra quem acertar o motivo do estorvo. Quem disse "violeta" ganhou uma long neck (long neck porque eu não tô rycah, tá?).

Acqua Musk tem na saída: bergamota, menta, musk (o almíscar, viu, gente?), maçã, folhas verdes e íris. Violeta (ela! socorro!), madeiras nobres e peônia estão no coração. Na base, musk de novo, osmanthus, baunilha e madeiras.

Desnecessário dizer que o trem tem bastante almíscar, néam? Não vi bergamota, não vi menta (que pena!), nem maçã, nem nada. Encontrei, além do almíscar, muita violeta (medo!), um pouco de íris (e viva o talco!) e um tico de madeira. E, de novo, aquele cheiro de maquiagem velha. Já disse e repito: pra mim, é a violeta do Boti que confere esse arominha incomodativo. Porém, todavia, entretanto, quem não liga pra nada disso pode encontrar no Acqua Musk uma sincera colônia pós-banho. Colônia, viu? Não espere nada além.

Quem curte almíscar, violeta, um toque de talco e a vibe banho-Boti convém conhecer Acqua Musk. O perfuminho tá na roda faz tempo, mas confesso que só botei reparo nele porque fui agraciada com um frasco. Quer parar de rir, hein? Pra ser sincera, há muito que não boto reparo na perfumaria boticariana. 

Rosa para rainhas consortes


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Falei rapidinho aqui sobre o Rose 4 Reines (L´Occitane), mas acontece que é necessário alongar o papo acerca de, afinal tenho bebido muito esse perfume nos últimos meses.

Quando não sei o que usar, vou nele. Quando a cabeça dói, vou nele. Quando quero algo delicado, vou nele. Quando tá frio, vou nele. Quando tá calor, vou nele. Quando quero rosas de montão, bão, você já sabe.

Composto por óleos essenciais de rosas de Grasse, búlgara, marroquina e turca, o bonito traz ainda toques de sândalo e almíscar. E é o que temos. 

Extra-oficialmente, se diz que Rose 4 Reines tem também violeta, cassis, groselha e bergamota na saída, além de cedro, heliotrópio e noz-moscada na base. 

Eu estaria mentindo se dissesse que não sinto o cassis e a groselha. Sinto bem, e isso torna a fragrância ainda mais rica e quase suculenta nos primeiros minutos. Noto de leve o frescor da bergamota e o aconchego do cedro. Não percebo a violeta (ufa!), nem o heliotrópio e muito menos a noz-moscada. Mas garanto que nenhuma dessas notas apaga as rosas. A rainha das flores é a diva da coisa toda.

Super floral, Rose 4 Reines consegue ser fresco, orvalhado, orgânico, limpo e suave, e tem um toquinho aveludado marotíssimo. Tem lá um docinho não sobremesístico que dá sabor ao todo. E tem cheirinho de caule junto. Há quem sinta sabonete de rosa, hidratante de rosa e até uma certa sujidade. Eu não. Eu percebo um toque de mel conforme o perfumino aquece a pele. Amável que só, Rose 4 Reines é um roupão de fleece, é quase um colinho de mãe.

Um tempo atrás enxerguei uma pitadinha retrô nele (que não tinha a ver só com o frasco). Hoje percebo que precisava de óculos. Rose 4 Reines é atemporal. 

Uma curiosidade: esse perfume foi inspirado nas quatro rosas preferidas das filhas de Raimon Bérenger V, conde de Provença, na França. Reza a lenda que as jovens Marguerite, Eléonore, Sancie e Béatrice, que viveram no século XIII, se casaram com reis e se tornaram as quatro rainhas de Provença, comandando os quatro reinos europeus mais cobiçados da época (França, Inglaterra, Cornualha e Sicília). Daí o nome do perfume: (traduzindo) Rosa 4 Rainhas

Pra mim, esse perfume tá mais pra princesa do que pra rainha, mas tudo bem. Talvez tenha algo de rainha consorte nele, o que até bate com os conceitos (pra quem não sabe, rainha consorte é "apenas" a esposa do rei, e ela não exerce poder de Estado, só detém um título de cortesia, ao contrário da rainha reinante). Não vejo em Rose 4 Reines uma monarca que exerce os poderes de um governante, entende? Esse perfume é delicado demais pra isso.

No mais, eu percebo na palavra Reines/Rainhas uma clara referencia à rainha das flores também, mas aí já é viagem minha (ou não).

Minimamente Minimes


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Bora fazer um jogo rápido sobre o Eau des Minimes (Le Couvent des Minimes)? Já adianto que ele não faz o meu estilo, mas quem curte laranja and limão pode amar a coisa toda, que vem praticamente trabalhada na citricidade e também na herbalidade (sim, eu invento palavras, me deixa!).

Absolutamente compartilhável, a colônia amiga aí vem com bardana, benjoim, limão, malva, melissa, neroli, laranja sanguínea, pomelo, violeta selvagem e alecrim.

É borrifar Eau des Minimes e ficar com a sensação de que a gente catou folhas de limoeiro e laranjeira, deu aquela quebradinha pra libertar o aroma e esfregou na pele. A saída é bem isso. Depois a laranja domina. E aqui temos uma laranjita orgânica, real mesmo, nada artificialesca. E então surge um toque herbal-chique (lê-se: ervas com cheiro muy discreto de ervas). Algumas vezes sinto uma lavanda inexistente, o que me deixa mega feliz (e doida, por ver coisas que não existem).

O meu problema é encarar o limão e a laranja, que são a tônica da fragrância, sabe? Preciso do limão certo, cara! E da laranja também. Poucos do gênero me apetecem. Mas é coisa minha. Na real, não sou grande fã dos cítricos aromáticos. Porém, Eau des Minimes é e sempre será um perfuminho incrível, fresquíssimo e chiquetosinho pra quem curte a vibe supracitada. No calor, é de se beber litros! E o precinho é tudo de bom nessa vida, néam?

Purr


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Eu juro que queria falar super bem do Purr (Katy Perry), mas eu não consigo. Tirando o frasco de gatinho com zóios brilhantes assustadores (eu achei isso tudo bem kitsch and fofo, me deixa!), isso aqui me fez gostar ao contrário:

1. Ele me remeteu aos cheiros disseminados pela Victoria´s Secret
2. Ele me remeteu aos cheiros disseminados pela Victoria´s Secret
3. Ele me remeteu aos cheiros disseminados pela Victoria´s Secret

Necessário dizer que eu não curto os cheiros propagados pela Victoria´s Secret (VS para os íntimos)? Já gostei. Bastante. Há muito tempo. Mas isso ficou no passado. Meu presente agora é outro. Bem outro. Enfim, o ronronado da Katy não é pra mim. 

Frutal docinho avec azedinho tale e quale VS, Purr conta com gardênia, bambu, pêssego e maçã vermelha na saída, jasmim, frésia e rosa no coração, e almíscar, sândalo, âmbar, baunilha, coco e orquídea na base.

Sem apresentar nada de novo no front, esse perfume vai agradar em cheio quem curte os aromas elétricos que permeiam o Segredo da Victoria (não parece que eles estão ligados na tomada? eu super acho).

Com pêssego e maçãs pungentes na saída, Purr começa uma coisa meio assim: "catei meu xampu e vou lavar minhas madeixas", sabe? Depois a faceta floral me visita. Mas não espere aquele floral supimpa, viu? As flores (bobinhas, coitadas) estão ali apenas pra suavizar as frutas e anunciar a base, que surge doce e quente com a baunilha comandando a festa, porém de forma um tanto quanto muito (oi!) genérica. 

As notas colidem umas nas outras e eu não consigo encontrar a intenção desse perfume. Talvez ele não tenha nenhuma. Ou talvez a intenção seja apenas capitalizar em cima dos fãs da senhora Katheryn Elizabeth Hudson (ah, vá?!).

Menininha feliz demais pro meu gosto, ele não chega a ser tão irritante quanto as músicas da Katy Perry (gosto é gosto, sorry), mas quando se tem marido, cachorro e calopsitas pra criar, bão, aí você espera bem mais da vida, néam?

No mais, Dri Sama, thanks pela amostrinha! Você me salvou de uma bad compra, colega. Miau pra você, lindona! Quase fui no Purr só por causa do frasco (admito mea maxima culpa).

Patada de elefante


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Kenzo Jungle L´Elephant (Kenzo) é tipo um elefante numa loja de cristais. Sutil, só que não. Eu, enquanto cerumano cafungante, tenho medo desse perfume. Muito medo. Penso ser necessário licença especial pra usar Jungle L´Elephant cá no Bananão. É muito vigor num frasco, entende? Ele é forte. Extremamente forte. Praticamente um mamute. Enxaquecosos, tremei!

Oriental especiado, o bonitão aí compreende tangerina, cravo-da-índia e cominho na saída, cominho (de novo, só que de outro tipo), manga, heliotrópio, ylang ylang, alcaçuz, gardênia e cardamomo no coração, e âmbar, patchouli e baunilha na base. 

E, sim, você consegue sentir isso tudo nele, e com força (menos a manga, ufa!). As especiarias, então, putz, nossa, vão até a lua e voltam dez vezes, principalmente o cravo. A baunilha também chega chegando. Mas, óh, é baunilha de gente grande, viu? 

Bacanudo ele é, mas só no frio bem frio na neve e/ou no pólo sul. Cremosão, temperado, quente, doce and selvagem, Jungle L´Elephant é arte em forma de perfume.

Patada no nariz dozotro é refresco? Nops, é Jungle L´Elephant sob 30 graus. Frascos vendidos em países tropicalientes devem vir com o aviso: "Este perfume é contra-indicado em caso de suspeita de altas temperaturas". Alguém aí quer levar uma patada de elefante? Não, né? Mas um tapinha tá valendo. Como já diziam os aphinados philósophos do Bonde do Jungle Le Tigrão: "um tapinha não dói, um tapinha não dói, um tapinha não dói , só um tapinha".

Hoje é dia de rock, bebê!


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Hoje é dia de Rock´n Rose, bebê! E lá vamos nós versar sobre esse Valentino! Floral, o bonito nos alegra com cassis, bergamota e notinhas verdolengas na saída, flor de laranjeira, gardênia, lírio-do-vale e rosa no coração, e sândalo, almíscar, baunilha, raiz de orris e heliotrópio na base.

Cassis e rosa dominam. Na minha pele é assim. Sinto rosa comestível. Pode isso, Arnaldo? Na minha cabeça é assim. Culpa da baunilha, que pula tão alto quanto a rosa na cama elástica que tenho dentro do meu cérebro. 

Perfume-menininha, cor-de-rosa dos pés à cabeça, delicado, mas com uma certa rebeldia típica da juventude, entende? Princesinha do rock talvez? Rock de butique? Rock cor-de-rosa atende melhor. Uma coisa assim meio Hayley Williams, saca?

Só sei que ele é gostosinho e tô nem aí pra rótulos (apesar de ter rock nas veias, porém não aquele feito pelo Paramore, tá? meu negócio é um rock bem mais sujinho, mas isso não vem ao caso).

Entusiasmado but inofensivo (tal qual a Hayley. rá! não me julguem, please), Rock´n Rose segura a onda no dia-a-dia faça sol ou faça chuva, faça calor ou faça frio. Bolota rosa versátil, viu? 

Nada super indispensável na vida não. É que eu tenho uma ligação sentimental com ele. Foi meu primeiro perfume comprado no Morangão - há uns bons anos (e bota bons anos nisso).

Vamos pegar um Cinéma?


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Bora pegar um Cinéma (Yves Saint Laurent)? Pega, borrifa e dá aquela cafungada marota. Aposto que não vai bater arrependimento. Coisa digna de Oscar, viu?

Até hoje não entendo como demorei tanto tempo pra conhecer essa belezura. Talvez sejam os deuses trabalhando de forma que o atraso seja justificável no sentido de “olha, você ainda é muito ingênua pra conhecer essa obra-prima. vamos deixar o molho engrossar um pouco, colega?”.

Reparou que os deuses chamaram o Cinéma de obra-prima? Pois é o que ele é! Perfume sublime, do tipo que não se cria mais hoje (por quê? por que pararam de fazer coisas assim? hein?). 

Botando os acentos nos ês, temos em Cinéma – um floral oriental lançado em 2004 – clementina (cruzamento da laranja com a tangerina), ciclâmen e flor de amêndoa na saída; peônia, amarílis e jasmim no coração; e âmbar, benjoim, almíscar branco e baunilha na base.

Ajuda se eu te contar que esse perfume traz umas das melhores baunilhas que eu já senti na vida? Baunilha phyna, elegante e sincera. Brisa reconfortante-porém-marcante sem ofender ninguém.

Cremoso e chiquérrimo, na minha pele ele gruda e não sai mais. Tá, ele sai. Mas demora. Muitão. Ao contrário do que acontece na minha mente, de onde ele não sai nem com reza brava.

O bonito começa floral, quentinho e provocativo (a fruta é beeeem sutil, viu?). Depois transmuta. Vira uma baunilha indescritível, sutilmente temperada, adulta, sofisticada, com toque de amêndoa. Ou seria uma amêndoa com toque de baunilha? Não sei, depende do humor do dia.

Só sei que Cinéma sabe usar decote sem cair na vulgaridade, entende? Ele deve ter aprendido a se vestir com a Angelia Jolie, néam?

Basicamente o supra-sumo da sofisticação. Classudo até dizer chega. Porém, pessoas sem classe (como eu) também cabem nesse doirado. Rá! Absurdo esse São Lorrão!

E aí, vamos pegar um Cinéma

250 emiéles de puro prazer


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Falar sobre o Eau des Missions (Le Couvent des Minimes) é divagar sobre 250 mililitros de uma baunilha deliciosa que parece mais cara do que ela realmente custa (a saber: 69 realidades). E aqui estamos nos referindo a uma baunilha mansa, delicada, nada periguete. Baunilha bela mesmo, entende? De modo que temos por ora 250 emiéles de puro prazer.

Fazendo jus à vibe “sou uma colônia docinha na medida da elegância”, Eau des Missions é benjoim, camélia chinesa, cedro da Virgínia, centella asiática, mirra e baunilha.

Não vou te enganar: Eau des Missions não é só baunilha; dá pra sentir um pouquinho do benjoim na saída. Mas depois fica só baunilha sim (pelo menos na minha pele). Baunilha com cheirinho de colo de vó que não sai da cozinha, que vive preparando docinhos para os netinhos. Baunilha low profile, rente à pele, discreta e confortável, do tipo que merece ser usada em todas as estações do ano. E que fixação! Mais de dez horas fácil, viu?

Taí a baunilha com o melhor custo-benefício do mundo! Aliás, digo e repito, ela entrega bem mais do que pagamos por ela. Sem exagero, isso aí virou umas das baunilhinhas tops daqui de casa. Paixão define.

Pra quem não sabe, a marca Le Couvent des Minimes pertence ao grupo L´Occitane. Aliás, alguns produtos da linha chegaram a ser vendidos nas lojas da L´Occitane um tempão. 

No mais, até a última quarta-feira (quando escrevi este texto) o dito cujo só era comercializado oficialmente no Pão de Açúcar (perfume de supermercado sim, e daí?), mas eis que a Le Couvent des Minimes botou no ar uma lojinha virtual e bazinga (e lá fui eu revisar este post e atualizar as coisas). No site oficial, o perfuminho custa um pouco mais e tá disponível em vários tamanhos (neste post, mantenho o foco no frasco de 250 ml porque era o que se encontrava originalmente e creio ser o mais fácil de achar). Com sorte, você descola um frasco de 250 por meia nove na Beleza na Web (de onde veio o meu), mas tem que ficar de olho lá, porque a boniteza vende feito água e vive esgotada (como agora). Só não sei se o Pão de Açúcar ainda comercializa o produto ou se o preço se mantém (antes de se mandar do grupo, Abílio fechou o pão açucarado que tinha aqui na roça, então tô por fora do que vendem ou deixam de vender). 

E daí que maridón chama meu Eau des Missions de garrafa de pinga? E daí? Ligo não. Dessa pinga eu bebo até cair! "Eu bebo da pinga porque gosto dela. Eu bebo da branca, bebo da amarela. Bebo nos copo, bebo na tigela. E bebo temperada com cravo e canela. Seja quarqué tempo, vai pinga na guela." (Inezita, te dedico!)

O sorriso do figo


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I see smiling figos, Bruce. Sim, um figo me sorriu (e a vaca tossiu). Quem tá chegando agora não sabe da minha ojeriza pelo figo, néam? Pois éam, coisa antiga isso. E eis que tudo mudou. Encontrei o meu figo, povo! Figo lindo ao cubo, todo pimpão. Eu sou mestra nisso, de desgostar e gostar, gostar e desgostar. 

Enfim, tá todo mundo aí querendo saber o nome do santo e eu aqui, enrolando. Atenção, rufem os tambores! Meu figo-sorriso atende pelo très très chic nome de Un Jardin en Méditerranée (Hermès).

Tenho uma ligação familiar (literalmente) com o Mar Mediterrâneo que beija a Itália, por isso meu zóio brilhou quando cafunguei esse Jardin da Hermès. O figo sorriu, gente! Bão, se eu fosse um figo e morasse na região do Mediterrâneo eu juro que viveria sorrindo. Como não? De modo que o perfume da vez me é bárbaro!

Classificado como floral aquático, ele vem com mandarina, bergamota e limão na saída, flor de laranjeira e oleandro no coração, cipreste, folha de figo, almíscar, cedro vermelho, zimbro e pistache na base.

Tudo na minha pele baila do seguinte modo: no primeiro passo temos uma saída delicadamente cítrica, uma cousa assim pomar do Mediterrâneo. No segundo passinho, levito no coração levemente floral. Dois pra lá e dois pra cá e temos uma figueira maravilinda com um fundinho amadeirado dos deuses sicilianos (ok, não tem deus siciliano nenhum, mas me deixa homenagear a minha famiglia, pô!).

A brisa é fresquinha, como aquela que sentimos logo cedinho, quando o sol mal deu as caras e o mundo todo ainda tá acordando. O cheiro é profundo, envolvente, porém de uma suavidade/paz avassaladora e paradoxal. 

Eu quase me vejo na beira do mar de Agrigento ao amanhecer (mãe, te dedico). É um perfume que me conforta, sabe? Ele me faz voltar pra um lugar de onde nunca nem sequer saí, mas que eu sei que tá lá me esperando, de braços abertos e com uma tacinha de vinho na mão.

Moço, me vê um galão desse perfume aí, per favore!

PS: Fim das férias. Tô de volta!

Tenho amor


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Já falei aqui sobre as minhas notas odientas. Agora é hora de fazer juras de amor às queridas. Gosto tanto delas na perfumaria, viu? Quando elas se fazem presentes, compro o frasco praticamente de olhos fechados.

Íris
Idolatro o toque atalcado que ela confere aos perfumes. A íris mais bonita eu sempre encontro nas fragrâncias da Guerlain.

Rosa búlgara
Não sou pessoa de qualquer rosa não (apesar de curtir todas elas com força). Meu negócio mesmo é a rosa búlgara, também conhecida como rosa damascena, rosa turca, rosa taif e rosa centifolia. Venero o aroma delicado dela. Uma das rosas búlgaras mais lindas que há tá lá no J´adore (Dior). Forever and Ever (Dior) é outro desbunde no quesito. E dá-lhe Dior!

Baunilha
Como não amar essa doçura? Sou fã. E defendo o uso da baunilha em dias quentes, desde que seja a baunilha certa, como a do Vanille Bourbon (Laurence Dumont).

Lavanda
Lavandinha acalma, relaxa e transcende. Meu eau de pijama é todo trabalhado nela. A saber: Ma Chérie (O Boticário).

Amêndoa
Acho linda. Acho chique. Acho tudo de bom a super amêndoa do Hypnotic Poison (Dior). A do finado Eclix (La Perla) também era uma cousa de doido.

Gardênia
Eita florzinha linda e cheirosa! Cremosa, aconchegante. Marc Jacobs Perfume for Women (Marc Jacobs), te dedico!

Incenso
Adoro, apesar de usar menos do que eu gostaria (acho que precisa de clima certo pra ele). O incenso mais poético encontrei no Flower By Kenzo Essentielle (Kenzo).

Madeiras
Gosto muito de brisas amadeiradas, porém com uma pegada mais feminina. A do Pi (Givenchy) é belíssima, mesmo coberta de doçura e tendo sido feita para os moços. As nuanças amadeiradas do Noa (Cacharel), do Hugo XX (Hugo Boss), do Infusion D´Iris (Prada) e do Lacoste Pour Femme (Lacoste) também me agradam muito, apesar da mescla com o floral.

Já falei aqui no blog sobre todos os perfumes listados. Só dar uma busca na caixinha que tá ali em cima, do lado direito.

Agora me diz quais são suas notas de coração! Rá! É, você não é perfume, mas tem notas de coração que eu sei.

La Vie não é sempre bela


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Calma, você não tá diante de um momento deprê. Bão, talvez esteja. Fui lá cafungar o La Vie Est Belle (Lancôme) e, ai, ai, gostei não. Como fazer a resenha dele então? Não sei. Vou tentar. Vejamos o que sai. E não me mate, ok? Só porque eu não curti o binito não quer dizer que ele é ruim. Repita comigo: não existe perfume ruim. Grata.

Meu nariz entende que La Vie Est Belle é apenas mais um floral frutal gourmand pra meninas crescidas. Parecido com tantos outros que existem por aí, na vibe da moda e tal.

E verdade seja dita: ele tem feito bastante sucesso. É, esse perfume pegou em cheio narizes ávidos por frutais docinhos avec elegance. 

Tenho cá muita complicância com frutas silvestres docinhas with patchouli. Juro que tentei curtir essa brisa, mas não rolou. Sendo La Vie Est Belle um exemplar da estirpe em questãn, vem daí meu desgostosamento com ele.

A Vida É Bela abre com groselha preta e pêra. Segue com íris, jasmim e flor de laranjeira. E termina com patchouli, fava tonka, baunilha e pralinê. E tem uma baita fixação, viu? Baita meeeesmo! Passei em minha pessoa por volta das 13h e ainda podia senti-lo às 22h, quando me joguei debaixo do chuveiro.

Cá entre nós, La Vie Est Belle conversa comigo de um jeito meio over, preenchendo todo o espaço sideral. Doce, doce e doce, porém adulto. 

Minha pele ressaltou di cum força a groselha azedinha matadora, o trio dulcíssimo tonka-baunilha-pralinê e o patchouli ardidinho chiquetoso. Senti também uma nota de violeta do além (já que a flor não aparece na composição), que me incomodou muito (não preciso ficar repetindo sempre que não gosto de violeta, néam?). 

Senti falta da pêra suculenta, da íris talquinho, do jasmim cremoso, da flor de laranjeira delicada e da promessa da Lancôme de me vender felicidade líquida. Pois é, nada disso bateu ponto em mim.

Enfim, La Vie Est Belle ficou praticamente linear na minha pele. Digo “praticamente” porque na saída ele me remeteu ao Flowerbomb (Viktor & Rolf) e, na seqüência, ao Miss Dior Chérie (Dior) antigo. A assinatura da Lancôme tá lá também, claro (é uma notinha que não consigo decifrar, mas que me aparece em todos os perfumes da casa e que, veja só, me incomoda - sou chata, me deixa! rá!). 

É, não será dessa vez que terei um Lancôme em casa, viu? 

Ok, ok, eu paro. Questãn de pele, meu povo. Questãn de pele. 

Top 3: perfumes com limão


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Sei lá o que me deu na cabeça pra fazer o top 3 do limão, viu? Só sei que foi assim:





1. Eau de Shalimar (Guerlain)
Limão com talco. Eau de Shalimão define. Como eu já vociferei um zilhão de vezes, eis meu perfume-metade. Falei dele aqui.









2. Eau Du Désir (Lolita Lempicka)
O limão mais equilibrado do mundo. Dito aqui.








3. I Love Love (Moschino)
Chá de limão. Falei aqui.

Vamos falar do Hypnotic Poison?


by Vanessíssima em ,

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É, eu demorei pra falar sobre o Hypnotic Poison (vulgo HP) porque, na boa, não sabia o que fazer diante das inúmeras reformulações que a Dona Dior vem insistindo em jogar no mercado. Parece que a cada ano (desde que esse perfume começou a ser alvo de reformulação), ele se torna mais e mais aguado, bem distante do que foi um dia. Sim, ele foi reformulado. E não apenas uma vez! Pelo que andei pesquisando, a primeira reformulação data de 2010 (quando a caixinha e o frasco já vieram diferentes) e a segunda de 2011 (quando a caixa, o frasco e a tampa mudaram). Há quem diga que em 2012 ele mudou de novo. Enfim, como lidar? 

Pois bem, a minha versão é a Collector [foto], uma edição limitada lançada em janeiro de 2008 para o Valentine's Day, com frasco diferentinho de 40 emiéles. Não, não eu comprei esse mimoso por causa disso. Pedi pra um amigo que tava morando em Paris catar um HP pra mim e ele me catou esse aí. Só muda o frasco; a fragrância é a mesma da primeira leva (lançada em 1998) – antes, portanto, desse mundaréu de reformulação. 

Como ainda é possível encontrar a primeira versão nos ebays da vida, é dela que eu vou falar, já que é a que eu (raramente) uso. 

As notas de saída do HP são damasco, ameixa e coco. Tuberosa, jasmim, lírio-do-vale, rosa, pau-brasil e alcarávia são o coração. Já as notas de fundo englobam sândalo, amêndoa, baunilha e almíscar.

Enfim, eis uma bombinha atômica com cheiro de baunilha adultíssima e um tanto quando abafada pra lá de boa. Pra usar em doses homeopáticas em temperaturas gélidas. 

Poderosíssimo, noturno, elegante, amêndoa fortíssima, baunilhona medicinal, cheiro avassalador que gruda pra sempre e chega antes de mim no ambiente. Quase nem uso o meu por isso. Mesmo no frio ele me incomoda às vezes. Mas que ele é um senhor perfume, ah, ele é. Com P maiúsculo. Tá, não é mais. Ele foi. Por este motivo, vou parando por aqui.

Ainda não provei nenhuma reformulação e confesso que tô curiosa. Os relatos são desanimadores. A bomba minguou, contam. É, HP perdeu a potência (é impotente agora, tadinho). Nem parece o mesmo perfume. Ok, não é. Não mais. Vou tentar provar o novo e volto um dia desses pra contar.

Eu no Village


by Vanessíssima

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Povo, é com honra e carinho que tô lá no Village Beauté. A convite da diva Dâmaris, fui lá contar qual é o meu perfume-metade. Aposto que você que me lê sabe qualé, né não? Rá! Passa lá pra dar um oi pra nóis.

Torço e retorço o nariz


by Vanessíssima em ,

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Alto lá! Não vou dar uma de detratora de fragrâncias aqui não. Eu vou é difamar notas, meu povo! Rá! 

Com o tempo, comecei a sacar quais notas minha pele and meu nariz não aceitam de bom grado. De modos que é bater o olho na composição e ver algum ingrediente non grato que a luz vermelha pisca no meu córtex cerebral. 

Algumas vezes minhas notas não queridas aparecem tão escondidinhas na fragrância, que eu acabo encarando e nem noto que elas estão lá. Mas pra isso acontecer, eu tenho que provar o líquido precioso antes de catá-lo. É isso ou nada feito.

Confesso que sou inconstante. Já odiei íris e hoje eu amo ao cubo elevado ao cubo (oi?). Já detestei limão e hoje o bichinho me apetece por demais.

Enfim, bora saber o que me desagrada?

Violeta
Enxaqueca na certa. E o aroma não me apetece. Sem mais.

Frutas vermelhas
Tô pra achar frutinhas bremeias sem cheiro de coisa sintética.

Laranja
Poucas funcionaram comigo. Poucas meeeeesmo. Ninguém me mandou morar na terra da laranja. O ar aqui fede tem cheiro de laranja, afe, socorro, ninguém merece. 

Figo
Nota de figo não faz a minha cabeça. Gosto de comer a fruta, mas fujo desse cheiro na perfumaria. Não gosto, acho enjoativo e ponto final.

Manga
Nem pra comer e nem pra cheirar. Ninguém me mandou morar, quando criança, ao lado de um ser cuja mangueira ensaiava aniquilar a espécie humana, seja por meio de bombardeio aéreo ou pelas frutas que apodreciam e fediam mais do que não sei o quê.

Patchouli
Raramento me deparo com patchouli do meu agrado. Normalmente ele se mostra vulgarzinho, ardido, deveras pinicante. Prefiro quando ele surge mais terroso.

Erva-cidreira
Gosto sim, só que longe de mim, bem longe. Bebi tanto chá disso a contragosto e cortei tanto o dedo nas folhas disso quando criança que peguei aversão. Não posso nem sentir o cheiro.

Musgo de carvalho
Não curto porque tem cheiro de musgo. Rá! Sério, pra mim tem cheiro de bolor à enésima potência. 

E você? Conta aí quais notas não te apetecem!

Hora de Ninar


by Vanessíssima em ,

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Nem me toquei que ainda não tinha proseado detalhadamente sobre o Nina (Nina Ricci). Gosto tanto dele. Acho tão meigo, diurno, versátil e coisa and tal.

Pois bem, ele é floral frutal e vem com limão amalfi e limão tahiti na saída, maçã verde, peônia, praliné e datura no coração, e macieira, almíscar e cedro na base.

Docim azedim confortável, Nina se mostra mais doce no inverno e mais fresco no verão. É o que acontece na minha pele. Perfuminho mutante esse. E eu adoro isso.

Já ouvi de um tudo sobre ele, que tem cheiro de caipirinha, que o doce dele é enjoativo, que o lado cítrico pinica o nariz, que ele é infantil, que não tem cheiro de nada, enfim, as opiniões movem o mundo e viva a diferença!

Só sei que ele faz sucesso. Quer uma prova? Contei dez flankers dele. Sim, dez! E olha que ele foi lançado em 2006! Relativamente recente, vai!

Minha pessoa vê o Nina assim: ele abre cítrico (é o limão trabalhando), vira um frutal calcado na maçã envolta por flores, a doçura do praliné apara as arestas e carameliza as frutas, o almíscar é limpinho e o amadeirado é leve, diáfano. 

Nina me remete a parque de diversões, sinônimo de alegria e junk food delícia, com risos soltos, gritos felizes e aroma de guloseimas no ar. Eu, que sou mega fã de montanha-russa, borrifo meu Nina-maçã e vou trabalhar, fechada entre quatro paredes e lamentando não estar dentro de um carrinho invocado num looping magnânimo.  

Cheiro da vez: cannabis


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Não, pra fazer o nariz não tem hora. Sim, há uma porção de perfumes trabalhados na cannabis, plantinha muito utilizada na fabricação de fibras (cânhamo) e, bão, você sabe, também como “droga recreativa” (maconha). Mas não se preocupe (ou sim, néam?), já que até onde eu sei, nenhuma fragrância mantém o THC ativo (o THC é o tetrahidrocanabinol, o principal constituinte psicoativo responsável pelo "barato" associado com a maconha). No mais, mesmo no seu mais profundo pesadelo (ou sonho, néam?), você pode ficar trancada numa sala olhando um monte de maconheiro feliz que você não vai sentir os efeitos da erva. Inalar não chapa, ok?



Cannabis Rose (Fresh)
Cannabis para ladies. Bergamota, rosa búlgara, flor de romã, chocolate amargo, jasmim, cannabis (jura?), patchouli, chá e almíscar branco. Floral amadeirado almiscarado. Não conheço, mas li muitos elogios (um deles foi o da Diana). Promissor ao cubo. A versão masculina da fragrância é o Cannabis Santal, ligeiramente diferente.






Bois Velours (Esteban)
Para os moços. Noz-moscada, pimenta, cannabis, sândalo, patchouli, notas florais, couro, vetiver, almíscar, cedro e âmbar. Amadeirado especiado.






Absolument Absinthe (Le Parfum d`Interdits)
Floral verde com chá preto, bergamota, cannabis, tangerina, noz-moscada, gálbano, jasmim, ylang-ylang, lírio-do-vale, lótus, cardamomo, absinto, sândalo e almíscar. Interessantíssimo, não? Bateu vontade. 









PG02 Coze (Parfumerie Generale)
Cannabis unissex. Vem com cannabis (ahã), pimenta, páprica, café, chocolate, tabaco, madeira, baunilha, patchouli, sândalo e cedro. Cobicei esse oriental amadeirado, viu?







Oxbow Essence de Surf Man (Oxbow)
Aromático frutado com limão, mate, notas amadeiradas, vetiver, patchouli, musgo de carvalho, almíscar, cannabis e Coca-Cola (olha a larica!). Isso é surfe? Sério? 





Conhece algum? Conhece outros? Bota na roda.

(in)Fame


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Lady Gaga, gostei do teu perfume não, fia. Quando a gente vê aquele líquido preto até acha legal e tudo, mas quando borrifa, ai, ai. Fame não se mostra nada pimpão, não na minha pele.

Beladona, orquídea, jasmim sambac, mel, damasco, açafrão e incenso me eram promissores, mas não rolou. 

É curioso saber que você “vende” o perfume alardeando que ele não respeita a estrutura piramidal comum na perfumaria. Não entendi porque você me prometeu entregar uma fragrância sem hierarquia nas notas. Não mesmo. Afinal, percebi nitidamente no Fame as dogmáticas três fases de um perfume (saída, coração e fundo).

Te juro que a saída do seu perfume ficou igualinha ao Fantasy (Britney Spears), conhece? Pois é, ficou. Depois o doção gourmand se tornou um pouco mais adulto (ou menos infantil) e então tudo virou um floral melado enfumaçado chato, enjoativo, superficial and comercialesco, genericão mesmo. 

Pior foi aquele cheirinho de perfume vencido que ficou na minha pele depois de algumas horas, antes das notas de base darem tchau. Cara, isso me lembrou os perfumes de uma certa marca brazuca que não ouso dizer o nome, mas que todo mundo conhece por aqui já há uma lojinha dela em cada esquina.

Quede o oriental floral que você me prometeu, colega? Na boa, só encontrei mais uma fragrância doce igual a tantas outras que existem por aí. Se ainda fosse um açúcar que me dissesse algo, sabe? Aliás, ele até diz, mas é bom eu nem pronunciar aqui. Sorry, mas achei uó, querida. Tenta outra vez e a gente volta a conversar.

Oh-oh-oh-oh-oooh-oh-oh-oh-oooh-oh-oh-oh, caught in a bad fragrance. Rah-rah-ah-ah-ah-ah, rama-ramama-ah, Gaga-ooh-la-la. I don't want your bad fragrance!

É o seguinte


by Vanessíssima

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Sarei da gripe, mas (e essa conjunção coordenativa adversativa não me indica clara oposição entre idéias agora) tô entrando em férias. Férias? Oba! Volto em setembro. 

Porém, deixei alguns posts programados para o meu período de descanso. Opa, não quero deixar nenhum nariz na mão. 

É evidente que tentarei dar uma passadinha aqui periodicamente pra aprovar e responder comentários, mas não garanto niente, já que aproveito a folga pra ficar o máximo possível longe do computador (diante do qual passo, no mínimo, dez horas diárias por ossos do ofício).

É isso. Fui ali e volto logo. O último que sair apague a luz. 

O Desejo


by Vanessíssima em ,

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Bora divagar sobre o Deseo (J. Lo)? Já tinha visto o bichinho por aí, mas nunca dei bola (sabe-se lá por qual razão). Mas aí ganhei uma amostrinha da celestial Srta. Anjos e me perguntei por que não fui cafungá-lo antes. O perfuminho me surpreendeu, viu?

Notas de saída: folha de bambu, yuzu, frésia e bergamota siciliana 
Notas de coração: flor de laranjeira, gerânio rosa, mimosa e jasmim-estrela 
Notas de fundo: sândalo, âmbar, patchouli, almíscar, cedro e musgo de carvalho

Por favor, se você sentiu coco no Deseo fique à esquerda da minha faixa imaginária. Quem não sentiu, vá pra direita. Opa, peraí, tô sozinha na direita, é? Sim, porque o mundo mais a torcida do Flamengo sentem super uma nota de coco nesse perfume. Eu não. Sou do contra. Rá! E olha que eu adoro coco.

Sabe como eu percebo esse Djei-Lô? Um floral pós-chuva bem confortável, delicado, docinho-porém-fresco, com bambu e um amadeirado de fundo. Gostosinho, viu? Bem dia-a-dia. A fixação não é aquela cousa, mas dá pro gasto.

O frasco divide opiniões. Há os que gostam e os que não (dãh!). Eu tenho pra mim que ele é um L de Lolita que caiu do caminhão de mudança, sabe? Reza a lenda que a própria J. Lo criou o frasco. E a gente finge que acredita.

No mais, convém não catá-lo no escuro se você não curte correr riscos. Algumas peles não casam com ele, segundo andei lendo por aí.

Nina fantasiado


by Vanessíssima em ,

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Imagina a minha cara de cão babão quando vi o tester do Nina Fantasy (Nina Ricci) na minha frente. Opa, meu pastor-alemão diante do saco de Biscrok perde. Há tempos botei desejo de ter esse perfuminho, mas li tantas opiniões contraditórias, que preferi não arriscar uma compra no escuro. Já tinha até desistido dele quando topei com o dito cujo numa lojinha cá por estas bandas. E que frasco mais lindinho! Super bem feitinho, com carinha de porcelana pintada à mão, todo mimoso. Pois bem, provei. E? Me decepcionei!

Floral frutal, ele vem com bergamota, tangerina siciliana e pêra na saída. As notas de coração são heliotrópio, rosa e flor de cerejeira. Mate, baunilha e cana-de-açúcar aparecem na base.

Do tipo “soy docinho, las niñas me amam, pero no comprometo”, Nina Fantasy é mais um flanker dispensável pra quem tem bala na agulha.

Te juro que senti cheiro de mexerica passada logo que borrifei o dito cujo. Marido foi mais pimpão e polemizou, dizendo que a maçãzinha era tale e quale um mata-formiga que a gente teve certa vez quando se viu em meio ao apocalipse. Tenho cá comigo que ele não soube interpretar o combo tangerina/pêra/açúcar. Só isso. Questão de interpretação mesmo. 

Ok, falando sério, Nina Fantasy é mais um frutal docinho lugar-comum com fixação pequenininha. Infantil e ingênuo, ele é um tanto quanto suave pras adoradoras de açúcar e demasiado doce pra quem não curte gordices líquidas. É, Houston, temos um problema.

O bonito aí não ficou mais do que bergamota docinha em mim. Tá, senti pêra também, mas foi um quase nada. As flores não deram as caras na minha pele. O mate, bom, cadê ele? Deve ter sido aquele fundinho estranho que ficou na minha pele depois de umas 3 horas. Baunilha e cana-de-açúcar? Ok, confere. 

Só sei que não vale o preço nem aqui e nem na Ninalândia! É evidente que se ele tivesse ficado legal em mim, cataria numa nice, assim como muita gente fez e vive feliz até hoje.

Aliás, ele não tem nada a ver com o Nina original, viu? Falando nisso, tô devendo uma resenha completa dele. Um dia sai. Prometo.

Bão, sou mais o Nina sem fantasia mesmo.

Recadinho


by Vanessíssima

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Fui ali e volto logo, assim que a gripe passar. Meu nariz não pensa quando tá entupidaço.

Veneno Puro


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Ai, gente, se chover canivete e a vaca tossir a culpa não é minha, tá? Finalmente catei meu tão desejado Pure Poison (Dior)! Uhu! Ok, podem parar com os rojões. Botei tanta querência nesse dito, mas tanta, que só quem acompanhou minha saga entende o drama do negócio todo. E foi um tal de provar o benedito e não levar, testar o Intimately Beckham, querer o Jesus Del Pozo In White e o escambau a quatro. 

Tá, mas nem tudo são flores de laranjeira e jasmim. Enrolei tanto pra botar os dedos num, que me acabou sobrando a versão reformulada dele. Sim, a Dior alterou a poção mágica em 2011. E posso falar? Pure Poison (vulgo PP) continua uma maravilha! O que era fenomenal ficou ótimo, saca?

Eu já linkei ali em cima a resenha do antigão. Clica lá e lê o que aquela versão representa pra minha pessoa. Depois volta aqui pra viajar comigo no novo PP. Anda, vai lá que eu te espero!

Bão, pra começar, PP tá menos venenoso. Ele vem agora mais leve (ou menos pesado), mais suave e delicado. Opa, amansaram a fera que usa flor na cabeça! Digamos, com uma certa licencinha poética, que temos hoje um Pure Poison L´Eau

Ainda é necessário idolatrar os florais brancos pra encarar o PP, viu? Ele continua floridaço, só que mais domesticado. A diferença é que aquela saída mega power de jasmim cítrico sumiu. O que se tem ao borrifá-lo agora é o coração do antigo Pure Poison, porém mais fresco, numa versão colinho de vó. Lá estão as lindas e cremosas flores de laranjeira, um toque mimoso de gardênia e um pouco, beeeem pouco, dos citrinos dantes. 

PP tá mais adocicado também, mas sem cair no lugar-comum, ok? Ele não é um perfume doce. É floral. No final da evolução, o bicho vira um amadeirado quase gustativo with flowers avec elegância. Cousa de doido!

Acho que nem preciso comentar que a projeção despencou, né? Agora quase rente à pele, PP também não fixa taaaaanto quanto antes, mas gruda até que razoavelmente bem.

O legal é que ele vem mais usável, sabe? Não preciso rezar pra fazer um super frio pra borrifar gotículas de my baby. Consigo ser feliz sentando o dedo no spray em temperaturas mais altas (mas não tanto – não vamos exagerar e tomar banho de PP sob o sol de 40ºC, ok? grata).

Eu sei que os mais puristas sentirão a nova versão e terão reservas. Mas quem tinha medo desse perfume e ficava num vai-não-vai pode curtir a vibe atual sim. Eu amei. Com força!

PS: Na nova versão a tampa é escura [vide foto deste post]. Na antiga ela era branquinha.

Cologne Du 68


by Vanessíssima em ,

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Sabe um desbunde? Então, a Cologne Du 68 (Guerlain) é assim. Deslumbramento puro! Coisa mais linda, viu? Srta. Anjos me paga por ter me atiçado as lombriga tudo.

A pessoa aqui é fã de carteirinha da Guerlain, do tipo que levaria o guerlinade pra uma ilha deserta, saca? Imagina a minha cara de felicidade quando provei a Cologne Du 68 e entrei numa viagem sem volta.

Cada pedacinho de mim foi parar nos 68 ingredientes que fazem parte da composição. A saber [respira fundo e vai!]: bergamota, mandarina verde, limão, clementina, cidra, laranja, laranja sanguínea, lima-da-pérsia, folha de grapefruit, manjericão, erva-doce, anis, lavanda, louro, cipreste, elemi, tomilho, murta, petitgrain amargo, petitgrain de mandarina, petitgrein de limoeiro, pêra, folha de violeta, hera, genciana, seiva, cassis, frésia, lírio-do-vale, folha de aveleira, ciclâmen, cardamomo, coentro, pimenta preta, pimenta rosa, noz-moscada, gengibre, frangipani, magnólia, flor de laranjeira, peônia, rosa, cravo, ylang-ylang, lichia, figo, amora silvestre, sempre-viva, lentisco, opoponax, âmbar, benjoim, baunilha, cistus, heliotrópio, íris, fava tonka, sálvia, almíscar, patchouli, agarwood, cedro, sândalo, vetiver, musk vegetal, pralinê, mirra e líquen. 

Ufa, néam? Coisa à beça, não? E não parece que a coisa toda vai desandar? Só que não. Não mesmo. Sem chance.

Cologne Du 68 é um cítrico aromático sem igual. Unissex e camaleônico, ele muda conforme o vento, que te leva pra mares nunca dantes navegados. Limpo, neutro, suave, confortabilíssimo, versátil, adorável, de uma chiquetosidade ímpar. 

Impossível de descrever, dada a quantidade incrível de notas diferentes que dançam conforme a música. Esse perfume congrega nuanças cítricas, herbais, temperadas, verdes, florais e amadeiradas, tudo ao mesmo tempo agora, mas de uma maneira delicada and acolhedora, por vezes docinha e divinamente atalcada (opa, lá está meu guerlinade do coração, o acorde que tanto amo, o cartão de visitas da Guerlain).

Nada do que você lerá sobre ele vai te transportar pra um décimo do que esse cheiro é de fato. Cologne Du 68 é do tipo que entrega uma fragrância diferente em cada borrifada e cumpre a promessa de te levar de mala e cuia pra umas férias de verão no mar da Córsega. Coisa rara, viu? Em todos os sentidos. Achou algum dando sopa por aí? Abraça logo, colega!

Comprando, usando e guardando


by Vanessíssima em , ,

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Nem todo mundo que me lê é gato escaldado quando o assunto é perfume. Por isso, trabalhada no gerundismo, resolvi compilar algumas dicas básicas acerca de. São coisitas que sigo, sua vizinha segue, seu primo segue, quiçá Obama segue (ou passará a seguir agora, se que é você me entende). Bora lá!

Comprando

Na internê

Primeira dica: pesquise o preço! Quando terminar a pesquisa, pesquise de novo. E de novo. Se for catar fora, considere uns dois meses de espera e bote na ponta do lápis a mordida da Receita (60% do valor da compra, incluindo o frete) e o ICMS (caso a cobrança vigore no seu Estado). Não ser tributado é luxo. A regra é clara e tá aqui pra quem quiser ver. Vindo de Pessoa Jurídica, seu perfume pode sim ser taxado, independente de quanto você pagou por ele. No mais, aqui tem um post onde eu conto em quais lojinhas costumo passar meu cartão.

In loco

Vai se munir de coragem e encarar uma loja física? Então vai com calma. A pessoa que vos escreve polemiza acha que aquelas fitinhas de papel que as vendedoras amam não merecem um pingo de Dior. Na boa, perfume é um lance de pele. É por isso que ele vai direto no meu pulso. Provo dois por vez pra não endoidecer. Cafungada matadora é assim: duas inspirações curtas e rápidas. Embananou-se com os cheiros? Enfia o nariz na sua blusa e respira fundo. Pronto, agora você pode voltar a cafungar a fragrância em questãn. Borrifou? Vai passear, dá uma volta, escuta o perfume, repara na evolução, cheira o pulso a cada 10 minutos feito persona doida, veja se o conjunto da obra te apetece. Só depois de umas três horas volta na loja e responda a clássica pergunta “débito ou crédito?”.

Usando

Tá, é clichê, eu sei, mas a máxima da amiga Coco Chanel é sempre uma boa pedida: borrife seu perfume onde você quer levar algumas beijocas. Ok, não foi exatamente isso que ela disse, mas foi por aí. Eu confesso que não sou lá muito fã de bitoca nos pulsos, mas borrifo por ali (sem esfregar). Também borrifo na dobra interna dos braços, atrás das orelhas, detrás dos joelhos e na nuca (quando prendo o cabelón). Já tentei passar no colo, mas fiquei com uma coceira do cão e desisti. É evidente que não borrifo em todos esses lugares sempre. Na real, o segredo é aplicar o cheiroso em uns três pontos estratégicos e ir pra pista. Particularmente, me entrego de corpo e alma ao perfume, por isso acredito piamente que as minhas roupas também merecem um agrado. De sorte que, dos pulsos, saio carimbando minhas roupitchas num loop infinito. 

E existe um esporte maroto que pode ser praticado por quem é fã dos super marcantes. Basta apontar o frasco pra cima, dar umas duas borrifadas no ar, contar um e dois e passar por baixo. Pronto, você evoluiu bonito e fez a nuvem! Só não se esqueça de fechar os olhos na hora do passinho pra frente (a idiota aqui já se esqueceu e, sim, sobreviveu pra contar). Admito que não uso mais essa metodologia. Fico agoniada ao perfumar o ar (acho desperdício de perfume). Quando uso um bonito mais magnânimo, dou uma micro borrifada em cada pulso e saio encostando nas minhas roupas.

Guardando

Quando vejo frascos de perfumes expostos na pia do banheiro dozotro pego minha metralhadora imaginária e saio barbarizando tudo, cara. Na boa, o estrago é o mesmo. Perfume fora da casinha é crime inafiançável! Pra durar e fazer bonito, os frascos devem, precisam, necessitam estar guardadinhos na caixa original, longe de luz, umidade e calor. Simples assim. Complicar pra quê? Quer decorar a casa? Compra uns vasinhos, umas estatuazinhas, sei lá. Só não me usa perfume. Os meus queridos ficam todos aninhados dentro do guarda-roupa (alocado estrategicamente numa parede onde não bate sol nem pelo lado de fora). 

E, please, não acredite nessa coisa toda de “perfume tem data de validade”, ok? Se bem guardadinho, ele pode durar anos e anos e anos. A data impressa na embalagem das fragrâncias é mera formalidade by Anvisa (é por isso que você não encontra data nenhuma nos bonitos catados fora da dilmalândia, botou reparo?). Perfume estragado te avisa: o cheiro fica horrível, rançoso, uma eca.

No mais, aqui também tem algumas dicas matadoras (#uisoumodesta). E neste post aqui eu conto as vantagens de se adquirir amostras e miniaturas.

Faltou alguma coisa? Bota da roda e ajuda quem tá chegando agora! Não concorda com algo? Mete bronca (com classe, por favor)!