Archive for Janeiro 2013

Passatempo


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Depois que li este post sensacional do sensacional Perfume na Pele, me animei e saí traduzindo os nomes de algumas fragrâncias. Não vou botar a lista aqui porque, evidente, ela é imensa infinita. Passatempo, falta do que fazer e curiosidade definem. O resultado é de rir e chorar. Enfim, é aquela: é traduzindo que se perde o glamour. Joga lá no tradutor do Google pra você ver!


Engraçado que cafungar e borrifar me são tão automáticos, que nem paro pra pensar no nome do dito cujo. Imagino como é ter o inglês ou o francês como língua-mãe e me deparar com nomes Jequiti feelings no cotidiano.

Sei lá se meu zóio brilharia pelo Margarida, pelo Primeiro Amor, pelo Eu Amo, pelo Água de Brilho, pelo Princesa, pelo Prazeres, pelo Seja Delicioso, pelo Beijo Roubado, pelo O Pequeno Vestido Preto e por tantos outros*. Sei lá. Como a gente é, né?

E eu nem vou comentar nadinha sobre a tradução literal de eau de toilette (a.k.a.: água de banheiro).

O mundo é um lugar irônico.

* Na ordem: Daisy, First Love, J´adore, Eau de Glow, Princess, Pleasures, Be Delicious, Baiser Volé e La Petite Robe Noire. O mundo fica bem mais chique assim, não?

As cerejeiras do Boti


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E lá fui eu cafungar os novos Florattas do Boticário: Cerejeira em Flor e Cerejeira em Pétalas. E tenho a dizer que, Boticário, teu nome é linearidade.

E digo mais: quem tem o sublime Fleurs de Cerisier da L´Occitane como referência no quesito vai se decepcionar, e muito, com os novos do Boti.

Todos os dois são suaves, simples e, tcharã, mais do mesmo (e não, não pertencem sequer ao mesmo planeta do Fleurs).


E, gente, os novos Florattas são tão diluidíssimos, que fica difícil identificar grande parte das notas divulgadas. Não sei se é isso mesmo ou se meu nariz não estava num bom dia. Só sei que foi assim:

Cerejeira em Flor

Diz o Boti:

Floriental Fresco
Saída: mandarina, frutas silvestres, damasco
Corpo: lírio-do-vale, muguet, madressilva, gardênia, jasmim, flor de laranjeira
Fundo: sândalo, âmbar, praliné, musk, caramelo

Digo eu:

Frutal um tanto quanto docinho, pero no mucho. Mezzo fresco, mezzo cremosinho com um tiquitito de amargor (o suficiente pra não deixar a coisa gourmand, sabe como?). Sinto as frutas marcando presença, em especial a mandarina e o damasco. Noto também um pouco de flores (mais flor de laranjeira do que qualquer outra coisa). E as notas de fundo ficam lá dando tchauzinho bem apagadinhas, só pra deixar uma brisa docinha. Um tanto quanto sintético, ele é mais encorpado do que o irmão, mesmo assim é suave. Entre os dois, sou mais esse (ainda que eu não o deseje).


Cerejeira em Pétalas

Diz o Boti:

Floral Bouquet

Saída: folhas de bambu, lírio-do-vale, acorde especiado fresco, maçã, lichia, pêra, pimenta rosa
Corpo: violeta, frésia, muguet, gardênia, cereja, flor de osmanthus, cedro branco
Fundo: cedro, sândalo, musk, vanilla, fava tonka, musgo de carvalho

Digo eu:

Cheiro de sabonete líquido e ponto final. Como adoro parênteses, sigo dizendo que esse perfume tem um tom bem frutal (culpa da maçã, da lichia e da pêra – mais da lichia, na verdade). Percebo ainda a maldita violeta que tanto desgosto (porque, além de tudo, ela me dá dor de cabeça) e um cheirinho maroto de suco artificial. Deus sabe o quanto me esforcei pra sentir as notas de fundo. Na boa, deve ser pegadinha. Elas não podem estar lá! Não mesmo! Conhece as fragrâncias da linha Nativa Spa? A vibe é praticamente a mesma, só que mais suave. 


E digo mais:

Por mais que pareça o contrário, esses perfuminhos não são ruins (se é que existe fragrância ruim propriamente dita). Eles foram feitos pra agradar à grande massa, pra serem presentes fáceis pra tia da escola, pra avó, pra madrinha... Sabe aquele tipo de pessoa que não liga muito pra perfume, mas gosta de ficar cheirosinha? Então, é bem por aí. É quem o Boti quer fisgar, saca? Pra mim, são mais dois perfumes Boticário de ser (lê-se: oi, tenho forte apelo comercial). Quem realmente curte perfumaria corre o sério risco de achar a novidade bem superficial, chatinha e dispensável. prontofaleimedeixa

No mais, ressalto que perceber cheiros é coisa personalíssima e nossos narizes nunca, jamais, em tempo algum andam no mesmo compasso. E viva a diferença! Vide resenha da minha super vizinha Helen. Enfim, é preciso ir à luta e cafungar com seu próprio nariz.

Cafungou esses dois? Concordou com meu nariz? Discordou dele? Vai botar meu nome na boca do sapo? Please, manifeste-se!

Desejo e raiva do dia: Rose 4 Reines


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Sobre o perfume, diz a mãe do rebento (a saber: L´Occitane): “fragrância delicada composta de quatro tipos de rosas do mediterrâneo combinadas com toques de sândalo e almíscar”. 


Pra mim, Rose 4 Reines é rosa, rosa e rosa até a medula. Rosa adocicada, aconchegante, elegante, cremosa, afetuosa, com toque retrô e bonitona. Precisamos!

No mais, não creio que perdi a chance de catar esse cheiroso na promoção da L´Occitane (50% de desconto!!!). Reiva de mim, sô!

Semana da fruta


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Yes, consegui fazer a feira esta semana! Segue o que usei: 


Segunda

Nina (Nina Ricci): uma ode à maçã mais docinha do que azedinha. Falei rapidinho dele aqui.

Terça

Fresh Vanilla (Oscar de La Renta): laranjinha e baunilha. Foi falado aqui.

Quarta

Rouge Royal (Marina de Bourbon): morango com limão. Mais sobre ele aqui, aqui e aqui.

Quinta

Believe (Britney Spears): todo trabalhando no goiabismo patchoulizento. Falei dele aqui.

Sexta

Eau du Désir (Lolita Lempicka): o limão mais fofo do mundo. Falado aqui.

E segurem suas pás de jardinagem, senhouras! A próxima rodada será a Semana das Flores. 

[Entenda minha maluquice aqui.]

Eau de Layout


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Sim, estamos de layout novo. Ainda tô fazendo alguns ajustes nele, por isso, se algo estiver zicado, please, me avise e tenha paciência. No mais, infelizmente, esse novo template bagunçou um pouco os comentários publicados. Vocês verão que não existe mais a função Responder e que as mensagens acabaram ficando meio fora de ordem. Enfim, é a vida. Eu posso viver com isso, e vocês?

Eau de Pijama


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A carne é fraca. E aí que depois do meu post anterior, me bateu uma vibe revival e fui correndo atrás do Angelical Touch (O Boticário) repaginado (sim, ele existe!). A nova versão é mega conhecida e foi lançada no finzinho de 1997 tendo como foco as meninas entre 8 e 12 anos de idade.

E cá estou eu a borrifar Ma Chérie (O Boticário) em pleno ano de 2013, prestes a completar 33 anos (comovida, evidente, pelo desconto de 20% que impera sobre a linha até o dia 27 – fica a dica).

Resolvi atacar o Ma Chérie porque ele é bem parecido com o Angelical e também porque queria muito um Eau de Pijama. Coisa boa de se borrifar antes de dormir, sabe?

Angelical e Ma Chérie possuem as mesmas notas (lavanda, flores do campo e almíscar). A diferença é que o primeiro trazia a lavanda um pouquinho mais forte e ardidinha.

Enfim, se você, senhoura saudosista, deseja algo pra rememorar seus bons momentos ao lado do Angelical Touch, saiba que o Ma Chérie rosinha aí quebra um galhão.

Fim.

O primeiro perfume a gente nunca esquece


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Ganhei meu primeiro perfume aos 10 anos de idade. E ele não durou nem uma semaninha sequer. Antes que pensem que bebi o frasco, explico: minha querida irmã, num acesso de fúria (coisa normal – na minha casa – quando se tem 8 anos de idade), tacou o vidro na parede e lá se foi minha alegria. 


Minha parenta jogou meu querido com tanta vontade, que a força que ela fez moveria, sei lá, uns dez elefantes. E fiquei eu lá, paralisada, em choque, num transe extracorpóreo surreal, banhada em tristeza pela perda de meu bem mais precioso, e com medo só de pensar que, na próxima, seria eu contra a parede. 

O nome do perfume? Angelical Touch (Boticário). Quem se lembra? 

Ele foi lançado em 1990 (quando ganhei o meu) e não teve vida longa no portfólio do Boti (começo a achar que esse perfume era amaldiçoado, já que não durou nem em casa e nem no Boti).

Enfim, me escapou das mãos uma lavandinha almiscarada pra lá de boa, viu? Eu me lembro bem do cheirinho dele, com perfeição, como se fosse ontem. Gente, como eu amava esse perfume! Até dormia com ele debaixo do travesseiro. Sim, sou surtada desde criança. Me deixa!

Agora é minha vez de saber: qual foi o seu primeiro perfume? Berra aí nos comentários!

Semana do talco


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Quando a gente tem toda uma miscelânea de cheiros em casa e uma mente inquieta, não raro sai alguma coisa doida disso, néam? E, bão, daí que saiu uma tag nova por aqui, a Semana de qualquer coisa. Explico: vou me desafiar, não sei por quanto tempo, a bolar/cumprir semanas temáticas de borrifadas. Na sexta da semana vitoriosa venho aqui e conto o que usei nos cinco dias úteis. Tive um momento epifânico desses quando me dei conta de que, sem querer, só usei perfumes atalcados esta semana. Por que não desenvolver essa maluquice? E é justamente agora que damos início a essa tag um tanto quando fútil e sem-noção. Senhouras, com vocês, o que usei na Semana do talco!

Segunda

Blv Notte (Bvlgari): talco incrível com chocolate e vódega (vodka, pros menos chegados). Foi falado aqui e aqui.

Terça

First Love (Van Cleef & Arpels): Talco Johnson's Baby, segundo nariz de maridón. Falei desse perfume aqui.

Quarta

Infusion D´Iris (Prada): talco delicado e elegante. Falado aqui e aqui.

Quinta

Flower Essentielle (Kenzo): talco levemente incensado e melancólico na medida. Encarei um antialérgico e me joguei (sim, ele ataca a minha rinite, mas só quando não está chovendo). Falei dele aqui.

Sexta

Love, Chloé (Chloé): talco levinho com cheirinho de chá. Foi falado aqui.

E preparem as sacolas de feira! Vem aí a Semana da fruta! Será que consigo? Sexta que vem eu conto. Quer me acompanhar nessa sem-noçãozice também? À vontade! E venha me contar depois no que deu, se é que vai dar em algo (porque, né, nem eu sei se vou ter sucesso nisso aí. rá!).

Desejo do dia: Herba Fresca


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E lá vamos nós desejar mais um impossível! A bola da vez é o Aqua Allegoria Herba Fresca (Guerlain).

Mesmo ainda constando no site oficial da Guerlain, dizem por aí que ele foi descontinuado (como vários da linha Aqua Allegoria o são desde sempre).

Verde aromático, ele tem (ou tinha?) notas de limão, trevo, chá verde, menta, ciclâmen, lírio-do-vale e pêra.

Quero esse dito cujo mais por causa da menta! Preciso de menta, minha gente! Preciso!

Falando nisso, essa linha também já teve o Mentafollia, que me parece ser mais menta ainda (e com um toque menos verde e meio docinho, dizem), mas esse sim não existe mais nem em sonho (R.I.P.).

Todos gostam, menos eu


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Já aviso: vou pegar pesado. E digo mais: não me matem, tampouco levem a coisa pro lado pessoal. Gostar ou desgotar de fragrâncias é algo personalíssimo, coisa de pele, de humor e de nariz. De modo que listei os perfumes mais incensados por narizes amigos, porém rechaçados por minha pessoa. Lembrando sempre acerca da mutabilidade de minhas narinas (o que odeio hoje posso amar amanhã, e vice-versa, vide este post e os demais do blog). Simbora difamar unanimidades!


Flowerbomb (Viktor & Rolf): bomba açucarada linear, chata e sufocante define.

Narciso For Her (Narciso Rodriguez): tanto o EDP quanto o EDT têm algo que meu nariz não tolera nem a pau, um cheiro estranho, indecifrável pra mim (e não é o almíscar). Resultado: enxaqueca na certa!

Miss Dior Chérie (Dior): só conheço a versão antiga, que acho enjoativa, com morangos sintéticos enxaquecosos e com uma ardência incômoda. 

Coco Mademoiselle (Chanel): tudo nele me azucrina. Cá entre nós, quase nenhum Chanel me apetece. Prontofalei. 

Amethyst (Lalique): folhas de amora podres esmagadas irritantes. Sem mais.

Midnight Fantasy (Britney Spears): sintético, sintético e sintético. Eu já disse que achei esse perfume muito sintético?

Light Blue (D&G): sinto um limão azedo tão afiado que chega a decepar o meu nariz

Euphoria (Calvin Klein): um trauma antigo. Uma pessoa próxima tomava banho com esse perfume todo santo dia. Resultado: passei a odiar o perfume (quando deveria odiar a pessoa em questãn, né?) e fiquei com a pior crise de rinite da minha vida, chegando a perder o paladar por seis longos meses (sim, seis!). Sorte que a pessoa não é mais próxima.

Signature (Escada): não consigo sentir o cheiro dele porque borrifo o dito cujo e meu nariz coça pra danar e minha rinite chega chegando com tudo (olfato zero!).

Você também torce o nariz pra unanimidades? Compartilha aí nos comentários sem medo de ser feliz/apedrejada!

Sobre amostras e miniaturas


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Gente amiga que, assim como eu, habita na roça: bora comprar amostrinhas e miniaturas pra conhecer os perfumes antes de se jogar nos frascões? Eu super faço isso. Consigo poupar grana e decepção assim. Sem contar que minis vazias ficam lindinhas como enfeite, néam? 


Mesmo que haja quem diga (com razão) que o mililitro final sai mais caro em flaconetes e miniaturas, ainda acho essa duplinha uma ótima opção. Porque: 

1. eu desejo apenas conhecer o perfume pra saber se vale a pena catar um frascão 
2. só existem duas míseras lojas físicas de perfume aqui por perto, e tem pouca coisa pra cafungar nelas
3. ter amostra e mini em casa me permite testar o perfume várias vezes e em diferentes situações/climas/humores/conjunções astrais
4. se eu curtir a fragrância, já sei que tenho algo pra ir quebrando o galho enquanto espero meu frascão
5. não corro o risco de catar um frascão pra ser odiado/encostado
6. o preço debitado no cartão será sempre menor do que o valor de um frascão (ainda que, em termos matemáticos, amostras e minis não sejam exatamente vantajosas, por assim dizer)

Por essas e outras, quando bate aquela dúvida, me jogo sem dó em amostrinhas e minis. Raramente compro um frascão no escuro hoje em dia (só o faço depois de muuuuuuita pesquisa, até eu ter absoluta certeza de que as notas e a vibe me agradam, coisa que só aprendi a decifrar relativamente há pouco tempo).


Amostra ou mini?

Cato amostra quando não faço a mínima idéia se o cheiroso em questão me agradará, quando as opiniões sobre a fragrância são muito contraditórias, se o perfume traz algumas notas que eu não curto ou quando não vale a pena investir em miniaturas. 

Vou nas minis quando vejo algo promissor na fragrância (lê-se: quando gosto das notas e do estilo proposto), quando o preço não é alto (acima de 15 obamas já considero alto) e quando o perfume é leve, porque sei que terei que usar uns bons emiéles pra sacar a fragrância (por motivos óbvios, minis rendem mais aplicações do que um flaconete). 

Onde catar

Minha primeira opção em termos de amostras e miniaturas é e sempre será o santo ebay. O sortilégio lá é imenso, confio no PayPal como método de pagamento e, garimpando, encontro preços excelentes e envio gratuito. Compro lá há zilhões de anos e não sou fiel a nenhum vendedor (por isso fica impossível indicar neste espaço com quem comprar). Enfim, cato com vendedores que possuem muuuuitas vendas e mais de 99% de qualificações positivas. 

Também compro na FragranceNet e na Fragrancex. Já comprei miniaturas também na Cosme-de (atualmente lá há poucas opções de minis, e a maioria é vendida em kits). 

Outros sites bem recomendados que vendem amostras e minis: Extrascents, Perfume Emporium, FragranceVials, My Perfumes Samples, Parfum Flacons e The Perfumed Court. Nunca comprei em nenhum deles, mas só ouvi elogios de quem comprou.

No Brasil, é possível encontrar alguma coisa no Mercado Livre e na Cheiro Vip. Porém, acho que, no geral, o preço (acrescido do frete) não compensa (a não ser que você tenha pressa ou não possa encarar uma compra internacional).

Desejo diferente do dia


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Pensou que ia me ver desejando mais um perfume? Opa, alto lá! Nem só de cheiros se vive. O negócio é que tô desejando com força a tal da Tangle Teezer, uma escovinha miraculosa e premiada que desembaraça até pêlo de poodle. Ok, pêlo de poodle foi um exagero poético de minha parte.


Mas o fato é que a Tangle aí promete desembaraçar todo e qualquer tipo de cabelo, exceto o do milho (ok, chega de piadas infames com canídeos e grãos). Dizem os bons cabelos que ela é uma mão na juba roda.


Enfim, acho que tô precisando muito dessa escovinha, já que ostento nos meus longos cachos mais luzes do que árvore de Natal (imagina o caos cabelístico pelo qual eu passo em cada lavagem!).


Há todo um sortilégio de modelos, mas eu tô de zóio no basicão, o Original (se bem que o Aqua Splash promete, já que só penteio os fios quando eles estão molhados).


E, então, alguém aí já usou a Tangle Teezer e pode me dizer se esse treco funciona mesmo?


Se você não usou, mas se interessou, saiba que dá pra comprar no site oficial (sim, eles enviam pra cá) e na Feelunique (onde sai um pouquinho mais barato).

Os mais borrifados em 2012


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O que não saiu da minha pele em 2012? Você descobre agora! Lembrando que listei fora de ordem os perfumes que mais usei ao longo do ano, não necessariamente os meus preferidos. E agora uma ressalva: eu moro em uma cidade bem quente, por isso na minha lista o frescor abunda (sempre quis usar essa palavra feia. rá!). Bora fazer um balancete? Segue: 


Eau de Glow (Jennifer Lopez)
Nada me é mais banho tomado do que ele. Ouso dizer que foi o mais usado em 2012 por minha pessoa. Falei sobre ele aqui.

J´adore (Dior)
Quando não sabia o que vestir fui nele. Chique e fresco. Falei sobre ele aqui e aqui.

Eau de Shalimar (Guerlain)
Evidente que meu perfume-metade foi deveras borrifado ao longo do ano. Falei sobre ele aqui e aqui.

Noa (Cacharel)
Me acompanhou em momentos low profile. Falei sobre ele aqui e aqui.

Nina (Nina Ricci)
Quando eu queria frutinha bonitinha adivinha onde eu fui? Falei rapidamente sobre ele aqui.

Chloé Rose (Chloé)
Precisei muito de rosas ao longo do ano, viu? Meu corpo pedia. Falei sobre ele aqui.

Flower By Kenzo Essentielle (Kenzo)
Usava sempre que chovia. Perfeito pra dias assim. Falei sobre ele aqui.

Daisy (Marc Jacobs)
Calor de fritar ovo na sombra? Lá ia eu no Daisy! Falei sobre ele aqui.

212 (Carolina Herrera)
Usei muito pra bater, ir ao mercado, à farmácia, essas coisas. Falei sobre ele aqui.

Lolita Lempicka (Lolita Lempicka)
Foi a minha escolha nos (raros) dias frios de 2012. Falei sobre ele aqui e aqui.

Fleurs de Cerisier (L´Occitane)
Ôh florzinha tão bonitinha da mãe. Falei sobre ele aqui.

E se você quiser me confessar quais perfumes mereceram muitas borrifadas em 2012, manda bala!

Proseando sobre o Chloé Rose


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Só agora me dei conta de que Chloé Rose Edition (Chloé) não tinha um post só dele. Quanta heresia! Um dos meus preferidos! Assim não pode, assim não dá. Bora lá? Mas antes um aviso: se você odeia rosas nem continue lendo este texto. Tá na cara (e no nome) que esse cheiroso aí é todo trabalhado no roseiral, estamos entendidas? Mas, óh, não é qualquer rosinha não! É coisa phyna, bebê!


Só que deixa eu explicar uma coisa antes que todo mundo saia correndo endoidecidamente com o cartão de crédito em punho atrás dele: esse perfume foi lançado em 2011 como uma edição limitada e primaveril do Chloé Eau de Parfum (Chloé) de 2008, e hoje ele é praticamente impossível de se encontrar. 

Mas calma que nem tudo tá perdido: segundo os bons narizes, dá pra se contentar com o anterior, viu? A diferença, dizem, tá basicamente na saída (a do Rose é mais aberta), mas depois fica tudo quase igual. Há quem jure que são idênticos depois de um tempo, coisa que não posso atestar, pois não cafunguei o EDP de 2008, também conhecido carinhosamente como Chloé New (atenção: não confunda o Chloé Eau de Parfum com a versão de 1975, que também se chama Chloé e não tem nada a ver - cheiro e frasco - com essas duas, ok?).

Aquilo posto, Chloé Rose veio com cedro, âmbar, rosa, lírio-do-vale e magnólia. Acontece que isso tudo junto e misturado tem cheiro de rosa, rosa e mais rosa. E digo mais: é rosa-chá, colega! 

Pessoa do interior, sua avó também te entregava uma leiteira com água perfumada contendo todo o sortilégio da flora brasilis e mandava você jogar aquilo tudo do pescoço pra baixo, como último enxague do banho? Um dia ela te jurou que aquele banho lindo de pétala de rosa ia ser bom pra você? Então você conhece a rosa do Chloé Rose.

Eu super me encantei por esse perfume, em parte, pela memória olfativa que resgatei lá do meu passado. Nada me é mais minha avó e seus banhos de boas energias do que Chloé Rose. Perdi as contas de quantos banhos de rosa-chá tomei na infância. E, putz, eu me lembro tão bem de sentir aquela roseira cheirosérrima no jardim dela. Tava ali o Chloé Rose, saca? 

Deixando o sentimentalismo de lado (e tendo certeza de que tá lá minha avó no andar de cima entuchando banho de rosa-chá nos queridos que ora lhe fazem companhia), quero falar um pouco mais sobre esse perfume. Se você me agüentou até aqui, parabéns e prossiga ao que interessa!

Fácil de usar por quem ama florais, Chloé Rose é o supra-sumo das rosas. Absurdamente perfeito, incrivelmente elegante e encantadoramente versátil, ele é fresco, leve, alegre, confortabilíssimo, delicado e romântico. 

E digo mais: esse perfume é simples, minha gente! E o mínimo é o máximo, néam? Têm lá um toquinho sutil de sabonete, uma pitadinha de cremosidade e aquela rosa limpinha, que a gente sente meio docinha quando banhada pelo orvalho, sabe como? 

Quase linear, belo com b maiúsculo, Chloé Rose é amor dentro de um frasco. Enfim, gosta de rosa? Beleza, vai nele sem pensar duas vezes caso você se depare com algum perdido por aí! Não curte rosa? Opa, foge!

O maior encantamento perfumístico de 2012


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Depois da maior decepção chega a hora do melhor encantamento. E sabe-se lá por que ambos vieram até mim justamente no fim do ano. Uma questão de compensação talvez? Não sei. Só sei que foi assim.


E, senhouras, a minha melhor surpresa perfumística de 2012 foi, sem dúvida, o belíssimo Forever and Ever (Dior). Quem curte florais delicados precisa conhecê-lo! Cheiro de frescor, de colinho amado, de sutilidade, de romantismo, de paz. 

Forever and Ever traz frésia, jasmim indiano, hera, flor de amêndoa, rosa búlgara, gerânio, almíscar, baunilha, noz-moscada e âmbar. 

Minha licença poética atrevida ousa dizer: Forever and Ever é um J´adore rosa. Antes que você encomende minha morte com um matador de aluguel que usa Avanço nas axilas, explico: não que esses dois perfumes sejam parecidos – apesar de pertencerem à mesma família olfativa e à mesma grife, cada qual carrega personalidade própria –, mas há flores, luminosidade, frescor, sofisticação e delicadeza nos dois. 

Porém, já aviso: quem só tem nariz pra perfumões, pra gourmands e/ou pra orientais dificilmente se sentirá atraída pelo Forever. Mas quem (também) é fã de florais, busca conforto, delicadeza, simplicidade e versatilidade pode se encontrar nele. Eu me encontrei. 

Fiquei tão encantada por ele, que usei o dito cujo dias a fio, durante uma semana inteirinha, o que nunca acontece (tenho que admitir que tão difícil quanto ficar sem comprar perfume é usar o mesmo cheiroso por dias seguidos).

Intimista, transparente e com ótima fixação, esse perfume se tornou meu curinga mais amigo e uma das minhas melhores catadas no escuro. 

Na real, sinto na pele uma abertura cintilante que caminha pra um floral delicadamente cremoso com uma tímida doçura ao fundo, sempre sem perder o frescor, o conforto e a elegância discreta. Por essas, vamos lá, Forever seria a irmã mais nova do J´adore. Ficamos assim?

Marido, que liga tanto pra perfumes quanto eu pra desenvolvimento de softwares, elogiou (coisa rara) e sacou essa: “hum, que cheiro de banho tomado!”. E, veja você, ele sentiu um toquinho soapy, mesmo não tendo idéia de que isso existe (“hum, peraí, deixa eu sentir de novo. hum, tem cheiro de sabonete. é gostoso”).

E pra quem liga pra essa coisa toda de fixação (eu não ligo), saiba que Forever tem ótimo poder duradouro (como todo bom Dior).

Olha, você pode até não morrer de amores por ele. Mas duvido que você vai odiá-lo! Du-vi-do!

PS: Existem três versões de Forever and Ever, uma edição limitada de 2002, outra de 2006 e uma terceira (a minha, que ilustra o post), lançada em 2009 e que veio pra ficar, pertencente à coleção Les Créations de Monsieur Dior. Até onde eu sei, só mudam os frascos (a fragrância permanece sempre a mesma). Desejei o dito cujo aqui.

A maior decepção perfumística de 2012


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Quem me lê sabe o tanto que o Prada Candy entrou e saiu da minha wishlist ao longo do ano passado. Foi querência e desquerência a torto e a direito por aqui. O problema todo orbitou ao redor do seguinte fato: eu não conhecia esse perfume e, pelo que andei lendo na internê, as opiniões sobre ele estavam bastante divididas. Entendeu por que eu tanto queria e desqueria o dito cujo? 


E acabou que, até segunda ordem, ele foi parar de verdade na minha lista de futuras aquisições. E então (milagres acontecem), não mais do que de repente, eis que no fim do ano recebi uma amostrinha dele numa compra que andei fazendo por aí. O fato é que catei o flaconete nas mãos e me senti ganhando na loteria. Estava eu diante do Santo Graal? É, perfumólatra é dose mesmo. 

Nem sei como explicar isso, mas foi borrifar o bichinho e meu mundo caiu. O chão se abriu embaixo dos pés e eu fui parar lá no centro da Terra. Te juro! Decepção define. E olha que eu nem esperava taaaaanto desse perfume. Imaginava um docinho gostoso, pra usar sem comprometer, sabe como? Mas não.

Na real, Prada Candy é mais um docinho bobinho qualquer no meio da multidão. Inho, inho, inho meeeeeeesmo. Superficial, chatinho, linear, insosso. Foi o que eu achei. Foi como ele ficou na minha pele. Simples assim.

Tem lá o DNA da Prada sim, mas, na minha modesta opinião, ele não salva a fragrância. E digo mais: fiquei incomodada com toda aquela inheza. Acredite, esse bonito aí me deu uma dorzinha de cabeça chata. Pra minha sorte, a fixação foi pífia e o incômodo passou logo. 

Eu sei que tem muita gente que gosta dele (entendo e respeito, evidente). Mas me incluam fora dessa. E, deus, obrigada pela amostrinha alcançada! Assim me livrei de comprar um frasco (nada barato, diga-se de passagem) no escuro e de me sentir culpada pelo resto da vida. 

Putz, Prada, custava fazer algo criativo, diferente, avassalador e indispensável, hein?

Primeiro desejo do ano: Versace Signature


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É preciso começar o ano com o pé direito. Mas aqui fazemos diferente: vamos direto ao ponto e começamos o ano com a narina direita. Bora botar querência no Versace Signature (Versace)? Não o conheço, mas sei que preciso desse cheiroso porque já me foi dito que ele segue a vibe floralíssima de uma tríade bem amada: J´adore (Dior), Marc Jacobs (MJ) e Beauty (CK). Ou seja, vem ni mim, Versace!

O Eau du Désir


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Dona Lolita Lempicka, muda aí o nome do Eau du Désir pra Água de Suavidade & Frescor, vai! Eu sei que vai ficar meio Jequiti brega, mas define! Dado o recado, bora falar desse Lolitão? Sim, outro, na seqüência! Preciso!


Gente, que coisinha mais linda esse perfume! Tão educado, tão fresh, tão mimoso, tão delicado, tão super! É, me empolguei mesmo. Também pudera! Cá estou enlouquecida por ele graças a minha vizinha má (lê-se Diana Alcantara. é, dou nome e sobrenome! mexe comigo pra você ver! rá!).

Eau du Désir é extremamente equilibrado, gentil, calmo. Não tem nota ardida, não tem nada fora do lugar, não tem chatice, nada disso. Ele é uma pluma, povo!

Classificado como floral, ele abre com limão amalfitano e verbena (puro frescor, colega!). Continua lá com jasmim e violeta (e o bom, pra mim, é que a violeta não bota as petalazinhas de fora, ela chega só num veludinho, sabe?) e fecha com almíscar. Simples, básico, bonitinho e necessário!

Percebo minha amada verbena, um limãozinho beeeeem comedido, um tico de jasmim, um quase nada docinho e uma brisa de almíscar. 

Sabe quando você tem vontade de pegar uma fragrância no colo? Ai, eu tenho, me deixe! Então, Eau du Désir pede um colinho, sabe?

E ainda bem que ele só tá na roda em frasco de 100 emiéle. Assim eu cato um bitelo refrescante logo e me jogo na felicidade! E, olha, sou pessoa que foge de frascões, hein! Mas esse aí eu quero botar no colo!

Ah, acho que depois dessa nem preciso comentar que Eau du Désir não tem absolutamente nada a ver com o meu querido Lolita Lempicka, néam? Pelo menos meu parco/parvo nariz achou isso.