Archive for Março 2013

Tinta Preta Para Ela


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Encre Noire Pour Elle (Lalique), te desejei e você chegou. Olha, cara, você foi uma das minhas melhores compras no escuro concerteza.

Pra começar, de noire você não tem nada (e eu já esperava isso). Tá, tem o nome, vá lá. Delicado, suave, singelo e singularmente bonito, você me catou de jeito logo de cara. Se eu já tinha gostado de você antes de te conhecer, te borrifei e fui pro céu.

Não custa repetir o que você me traz, né? Lá vai: bergamota, frésia e ambreta na saída, osmanthus, rosa e kephalis no coração, e vetiver, almíscar e cedro na base. 

Na real, rosa é teu nome. Encre Rose Pour Elle. Eu, que sou fã ao cubo da rainha das flores, me atirei de joelhos diante de vossa magnificência. 

Você chega com cheiro de rosa almiscarada, ganha um tom de creme hidratante e fecha com mais rosa linda, que me sorri amadeiradamente, só que de leve (é de soslaio que chega a madeira). Enfim, tudo feito pra quem curte uma vibe low profile. Sim, porque você é sutil, intimista, com cheiro de colo.

Só lamento a sua fixação fraquinha. Mas, olha, te reaplico sorrindo. E digo mais: teu frasco é lindo, um desbunde, e pesadão, e capaz de virar peso de papel quando você se for.

E já que estamos aqui numa conversa franca, de coração aberto, quero, com todo o respeito, deixar registrado meu protesto contra a turma do seu marketing, que teima em divulgar que você é “um aroma sensual e viciante, para mulheres intensas e luxuosas”. Naonde que você sensualiza, amigo? Naonde? Mulheres intensas? Sei não, sei não. Bão, tudo bem, eu relevo, tu relevas, ele releva, nós relevamos. Na boa? Fóquisdis! Te dedico.

Egeo Chocada


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Não é mistério que sou formiga. E das brabas. De sorte que, você sabe, eu fiquei vidrada quando descobri que o Boti ia relançar o Egeo Choc num kit pascal (falei aqui sobre isso). Sendo eu a única pessoa do universo a desconhecê-lo in loco, fui atrás do dito cujo pra dar aquela cafungada marota. Estive em três lojas diferentes, e o negócio foi que uma delas ainda não tinha recebido (como assim?), a outra não tinha provador (como pode?!) e na terceira o kit já tinha esgotado (mas hein?). E foi nessa última aí que consegui cafungá-lo, mas só depois de implorar pra vendedora (não temos mais pra vender, então você não prova, sacomé).

Confesso: achei que estaria diante de algo tão bão quando o Chocolovers (Aquolina), o Pink Sugar (Aquolina) ou até mesmo o Fantasy (Britney Spears). Mas não, ledo engano. E fico cá sem entender toda a comoção gerada em torno desse perfume. Imagino que o frisson esteja relacionado ao fato de termos um Boti em cada esquina, sei lá. Ou talvez porque ele seja um dos poucos nacionais que gravitam ao redor do açúcar. Enfim, a verdade é que eu esperava mais da fragrância. #nãomematem

Não que o Egeo Choc seja ruim. É que ele não me apresentou nada de sublime, de surpreendente, nada de revirar o zóinho, nada que me fizesse salivar e abrir a carteira, sabe? Em suma, meu erro foi esperar uma fragrância calcada no chocolate.

Oficialmente ele vem com chantilly, pêssego, limão-siciliano e frutas silvestres na saída, flor de laranjeira, pêssego, chocolate, chocolate quente e creme de leite no coração, e musk, baunilha, benjoim, madeiras, âmbar e sândalo na base.

Ele é doce, mas não tanto quanto seus pares (nem mesmo tanto quanto o seu irmão Egeo Dolce, pelo qual não nutro afeto). Ele é sintético, tal qual cabeça de boneca (quem já foi tão maluca quanto eu a ponto de cheirar uma sabe do que eu tô falando – cheiradoras de bonecas rulez!). E, sim, ele é de uma simplicidade e infantilidade sem tamanho (o que não é necessariamente ruim). 

Mas cadê o chocolate? Sim, queremos chocolate como a estrela principal! Se ao menos ele brilhasse, eu passaria por cima dos probleminhas supracitados. 

Senti de cara uma lufada de frutas silvestres com limão temperados com açúcar. Contei até três e um cadinho de chocolate em pó apareceu, meio abafadinho, sem me dar ao desfrute de ficar com água na boca. Minutos depois o creme de leite deu uma passadinha e acenou pra mim. Com muito esforço senti um tico de benjoim, um pouco do amadeirado prometido e um leve toque de sândalo, e aí sim ele ficou mais interessante (só que afastado do caráter gourmand). Mas, veja bem, tudo isso sempre permeado por um cheirinho de boneca (plástico feelings). 

No mais, do começo ao fim Egeo Choc é morninho (em todos os sentidos). Mais rosinha do que marrom (de novo, vi excesso de frutinhas e senti falta do chocolate).

Se eu recomendaria esse perfume pra uma fã dos gourmands? Depende. Ela já possui sobremesas líquidas na coleção? Sim? Então ela não precisa do Egeo Choc. Caso ela não tenha nada nesse sentido, pra ela eu digo o seguinte: você pode até catar seu Egeo Choc e ficar feliz com ele, mas saiba que tem coisa melhor no mercado.

PS: A quem interessar possa: não, ele não se parece nadinha com o sensacional e falecido Chocolovers (pelo menos na minha pele). 

Prada L'Eau Ambrée


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Très chic define. Amor à primeira cafungada. Eis-me aqui encantadíssima.

Do tipo clássico, elegante e delicioso. Cheiro de luxo. Luxo discreto.

Abre com limão amalfitano e citrinos. Segue com patchouli e rosa. Fecha com opoponax, âmbar e baunilha. Tá tudo lá, lindíssimo, dançando na pele. Senti um quê do Infusion D´Iris nele. 

Atalcado, ambarado, amadeirado e fresco, tudo ao mesmo tempo agora, conferindo uma sofisticação ímpar, que o faz transitar com maestria tanto na luz diurna quanto na (falta dela) noturna, seja nos ambientes formais ou nos informais.

Não sei o que me dá, mas uso Prada L'Eau Ambrée e me sinto numa biblioteca imponente, grande, com um imenso pé-direito, lindíssima, repleta de estantes de mogno cheias de livros interessantíssimos, dos clássicos aos raros. Só sei que me sinto mais inteligente, super bem-vestida e incrivelmente bem-sucedida usando Prada L'Eau Ambrée, e não sei explicar o motivo (tá, eu sou louca, mas isso não justifica).

Osez-Moi!


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Osez-Moi (Chantal Thomass) é do jeitinho que eu imaginava que ele fosse: um talquinho confortável bem menina rica. Limpinho, correto e chiquezinho. Nada atrevido, ao contrário do que o nome sugere. Singelo tal qual o primeiro sutiã (pra ficarmos no ramo da Chantal, marca famosa pelas lingeries). 

Aliás, falando nisso, eis aí um bom primeiro talco, viu? O dito cujo é uma boa iniciação a esse mundo. Se você não tem nada do gênero em casa e pretende se jogar nos atalcadinhos, vai nele! É um bom começo. Todavia, se você já tá num nível mais avançado de talco, Osez-Moi é, digamos, dispensável. Bonitinho, confortável, fofinho e tal, mas desnecessário. 

Diria que Osez-Moi é um perfume fácil. Fácil de usar e fácil de agradar quem curte atalcados delicados e discretos. Eu, por exemplo, gosto dessa vibe, mas já tenho todo um sortilégio de talcos na minha coleção, dos mais suaves ou mais avassaladores. Por essas, tô num nível mais hardcore de talco e não vi nada em Osez-Moi que me fizesse cair de joelhos, sabe? No meu caso, ele entra na lista “usaria se ganhasse, mas não compraria”. 

Classificado como floral amadeirado almiscarado, ele traz peônia, camomila, musk, baunilha, vetiver, frangipani e rosa. Camomila, rosa, baunilha e musk são mais perceptíveis na minha pele, apesar de nenhuma nota se sobressair com força. É tudo tão educado. Não tem um aluno bagunceiro na sala de aula, sabe? É a classe dos sonhos de qualquer professor. O problema é que sala quieta demais dá sono, principalmente se você já tá acostumada a uma baderninha boa.

E, sim, você leu neste pequeno texto nada menos do que sete referências ao talco (oito com esta. rá!). Redundância? Dá uma cafungada no Osez-Moi e me conta!

Os glamourosos do Boti


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Fui lá e cafunguei os novos glamourosos do Boti. A saber: Glamour Nuit e Glamour Exuberance. A dupla é edição limitada, cada um deles vem com 75 emieles e uma unidade sai por R$ 101 (por que raios não cobram 100 redondinhos?!). E é claro que lá vou começar a tagarelar sobre eles. Inicio os trabalhos pelo que menos me apeteceu.

Glamour Exuberance

Maçã, bergamota e violeta na saída. Cassis, canela e gardênia no coração. Cedro, musk, patchouli e baunilha na base.

E, bão, maçã, bergamota e cassis explodiram na minha fuça, meu povo! Opa, sem dó nem piedade. A saladinha de fruta chegou chegando. Ficou over, sabe como? Saca quando as notas berram na pele? Então, foi um berreiro só. Aquilo já tava me incomodando, não achei que fosse sair viva da experiência, e então ela apareceu! A nota mais odiada por minha pessoa! Valendo dérreal que você que me lê vai acertar. Sim, a própria, a violeta! E é claro que essa maledeta se destacou na minha pele, né? Àquela altura, minha enxaqueca já tava dando oi e o mundo a minha volta começava a balançar. E olha que provei o dito cujo num dia friozinho (imagino o estrago num dia daqueles de fritar ovo no asfalto). 

Adianta eu falar mais sobre esse perfume? Acho que não, né? Quer um conselho? Leia a resenha do Perfume na Pele. Lá tem tudo o que você precisa saber sobre ele. A pessoa aqui teve um bloqueio com a experiência e não vai conseguir escrever resenha nenhuma sobre o exuberante aí.


Glamour Nuit

Ele traz bergamota, flor de laranjeira, mandarina, neroli e pimenta rosa na abertura, orquídea, frésia, muguet, violeta e vetiver no coração, e âmbar, sândalo, patchouli, musgo de carvalho e musk na base. 

Só sei que esse é mais negócio. E que negócio! Mesmo levando violeta na composição, a dita cuja não berrou na minha pele (aleluia!). 

Achei um perfume aprimorado e adulto, diferentão do que a gente costuma encontrar atrás daquelas duas portas de vidro, sabe? Ele não tem cheiro de perfume bobo, não é doce, não é fresquinho, não é inho e não me parece caça-níquel. Entre outras coisas, Nuit prova que o Boticário ainda sabe fazer perfume bom. 

Em mim, ele abriu com uma laranjinha amarga salpicada com uma pimentinha sutil. Senti um quê de flores brancas embebidas numa nuança verdinha também. Gostei do atrevimento do vetiver. Nuit termina ambarado e amadeirado. Aliás, adorei o resultado requintado das notas de fundo na minha pele. Achei um perfume delicioso, sincero e surpreendente. Nem parece Boti. prontofalei

Desejo do dia: Chloé Eau de Toilette (Chloé)


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Reinterpretação mais leve do EDP (ah vá!). Vem com mandaria, melancia, frésia, rosa, íris e sândalo. Desconheço, logo desejo.

Habemus Egeo Choc


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Tá, agora é oficial: o Egeo Choc (Boticário) vem aí (conforme contei aqui). E lá vem ele num kit com sabonete e bloquinho de anotações (foto). Tudo por R$ 89,99. Preferia só o perfume, mas tudo bem, tá valendo (se eu cafungar e gostar, claro). Nas lojas a partir do dia 25 (em algumas cidades ele já está disponível desde o começo do mês). Ah, é edição limitada, pra Páscoa. Voltei pra dar satisfação, néam?

Desejo do dia: Saint (Kat Von D)


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Opa, desconhecemos! Opa, desejamos! 

Classificado como floral oriental, dizem os bons narizes que ele tá mais pra gourmand. Ou seja, formigas de plantão, joguemo-nos!

Ah, tá, as notas. Já ia me esquecendo. Aqui, óh: tangerina e ameixa amarela (saída), jasmim, tiare e caramelo (coração), almíscar, sândalo e baunilha (base).

PS: Climão papal, não? Juro que não foi proposital. Nem católica eu sou. Mas sou santa, tá? Ahã.

Cheiro da vez: sal


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O sal é um paradoxo. Ele salga e realça a doçura. Opa, como não? Se você vai pra cozinha, me entende. Caso não, experimenta botar uma pitadinha de sal no preparo da sua sobremesa (garanto que o sabor ficará ainda melhor). Deixemos os truques gastronômicos de lado, néam? Enfim, conheça agora alguns perfumes que levam o paradoxo ingrediente na composição.




L de Lolita (Lolita Lempicka)

Explosão encantadora de sal com baunilha e laranja. Foi falado aqui.








Moschino Glamour (Moschino)
Absinto, flor de tangerina, sal marinho, hibisco, nenúfar e orquídea é o que temos aí. [desconheço]







Womanity (Thierry Mugler)
Não tem o sal propriamente dito, mas tem caviar (nunca vi, nem comi, eu só ouço falar), que é meio salgadinho e, óbvio, salga a coisa toda. Tem figo também. No mais, Womanity não veste bem em mim, conforme você vê aqui (figo só fica bom na minha boca, não na minha pele).






Close (Gap)
Toque salgado cítrico que lembra a pele de quem acabou de sair do banho, segundo a divulgação oficial. [me é desconhecido]









Burberry Sport Women (Burberry)
Laranja com sal. Ah, então é o sal que deixa esse perfume esquisitinho na minha pele? prontofaleinãomemate 









Batucada (L'Artisan)
Bora homenagear o Rio de Janeiro botando sal no perfume? E não basta ter sal, tem que ter água do mar! Squidum dum dum, opa! [não conheço essa criação]




Gente, Demeter é covardia, ok? A marca tem perfume de tudo e mais um pouco, incluindo sal (vide Salt Air). Nem vou citar esses doidos aqui porque, bão, né? Oops, citei. Escapou. E chega de Demeter no Cheiro da vez, combinado?

Usei até dizer chega


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Todo mundo tem uma (ou mais de uma) fase obscura em termos perfumísticos, né não? Sabe aquele perfume que você usou até dizer chega e hoje nem pode mais ver aquilo na frente, quiçá (re)negando até a morte que já gostou do dito cujo? Bora extravasar? 

Confesso que, bem no comecinho da adolescência, usei o Giovanna Baby (Nasha). O rosinha. E, putz, duramos pouco. Fui nele porque as coleguinhas usavam (eu e minhas tentativas de me encaixar nos padrões). Acontece que eu achava aquilo menininha demais, fofinho demais, menina-que-quer-ser-bailarina-quando-crescer demais, sabe como? E, veja bem, eu nunca fui de brincar de Barbie quando criança. Enquanto minhas amigas brincavam de casinha esperando o maridinho fictício voltar do trabalho (e ele nunca voltava. que crueldade. rá!), eu era a mocinha bem resolvida que trabalhava fora como gerente de banco, engenheira química, atriz, cantora, âncora de telejornal, arqueóloga, essas coisas (e às vezes tudo junto, por que não?). Ok, próximo!

E depois veio o Thaty (Boticário). Minha maior fase de um perfume só foi o famigerado Thaty. Usei o dito cujo durante praticamente toda a minha aborrescência adolescência. Litros, litros e litros de Thaty até o nariz fazer bico. Hoje não posso mais nem ver esse ser na minha frente (assim como os demais citados neste post, néam?).

Em seguida fui pro Mamãe e Bebê (Natura), já no finzinho da adolescência, na época do cursinho. Mas minha paixão por essa colônia teve a exata duração do meu semi-extensivo: seis meses. Aquela fase de estudos foi tão insana, que peguei bode do perfume.

E na seqüência vieram os anos de faculdade. Sabe como é, morando em república, cursando jornalismo, vontade de mudar o mundo, quebrar os padrões e blá blá blá? Então, só dava 212 Men (Carolina Herrera) e Dolce & Gabbana Pour Homme (D&G). Opa, masculinos! Só eles. Nada mais. E viva os bigodudos! Nem preciso dizer que depois de formada abandonei esses dois e o estilo masculino de se perfumar, além da vontade de mudar o mundo e quebrar os padrões, néam? 

Agora é a sua vez! Confessa aí, vai! O que você usou até dizer um literal chega

Semana dos frescos, o retorno


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Tô ficando boa nesse negócio de prometer e não cumprir, né? A bola da vez foi a Semana dos wannabes, não levada a cabo porque, novamente, o clima conspirou contra mim. Fui obrigada a recorrer aos fresquinhos de novo e é o que temos pra hoje. Em tempos de se ajoelhar em honra a Willis Carrier, foi o jeito. E o que eu usei ao longo desta semana?

Segunda

Forever and Ever (Dior): flores encantadas. Falei dele aqui.

Terça

Daisy (Marc Jacobs): alegria, alegria. Foi dito aqui.

Quarta

Eau Du Désir (Lolita Lempicka): limão delícia. Foi falado aqui.

Quinta

Águas Jabuticaba (Natura): jabuticaba sem cheiro de jabuticaba. Jabuticaba com cheiro de banho. Falei dele aqui.

Sexta

L´Eau Par Kenzo (Kenzo): tem paz dentro do frasco. Dito aqui.

Não vou prometer mais nada aqui porque, né? Mas eu aposto que a Semana dos wannabes um “dia” sai (quiçá na próxima edição da tag, desde que o universo me dê uma forcinha). Vejamos.

Top 5: Perfumes doces


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Gotículas doces alegram meus dias frios (apenas os frios, tão somente os frios). De modo que meu lance kármico com essas fragrâncias me causa dois efeitos supimpas: fico cá com água na boca (literalmente) e minha gana por guloseimas se vê aplacada. E já que os deuses moram nos detalhes, é preciso que se diga: perfume gourmand não se esguicha; se borrifa com mão leve (mesmo no frio). Eu faço assim, e não te incomodo ou me incomodo. E os meus prediletos? Seguem!

1. Pink Sugar (Aquolina)
Meu dulcíssimo preferido. Enxergo açúcar e sofisticação. Sinto todas as notas dançando alegremente na minha pele. Foi falado aqui.

2. Vanille Bourbon (Laurence Dumont)
A melhor baunilha do mundo. O único da lista que cai (tão)bem também no calor. Falado rapidinho aqui (mais um que precisa de uma resenha de verdade).

3. Chocolovers (Aquolina)
Chocolate perfeito. Doce de doer os dentes. Chorei açúcar de confeiteiro ao saber que ele foi descontinuado. Tô devendo resenha dele pra ontem.

4. Fantasy (Britney Spears)
Odiei esse perfume por muitos e muitos anos até que me rendi. O que me fez mudar de idéia? Uma tímida gotinha num dia frio. Provei na hora certa, no dia certo e do jeito certo e, tcharã, fez-se a luz! Falei dele aqui e aqui.

5. Vanille Extreme (Comptoir Sud Pacifique)
Baunilha extrema (ah, vá?). Comestível define. Foi dito aqui.

E, ai, gente, e como foi difícil escolher só cinco, viu? Tanta coisa boa ficou de fora que me sinto culpada. Enfim, c'est la vie.

Mas por que a doida que escreve este blog me resolve postar um top five de perfumes dulcíssimos em pleno verão? Simples: se você deseja catar algum pra usar no próximo inverno, a hora é agora, já que, com exceção do Fantasy, eles não são encontrados no Brasil. Compra internacional e macumba contra a Receita Federal rulez.

Agora diz aí seu top five doce, vai! Como sou boazinha (ahã) e considero que nem todo mundo tolera altos níveis de glicose [ao contrário da formiga de óculos que vos escreve], vamos estar aceitando (oi, telemarketing!) listas com pouco açúcar também. Portanto, se você é light, tem problema não; se joga!

Desejo do dia: Energizing Fragrance (Shiseido)


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Na saída: cravo e pimenta. No coração: íris, jasmim, heliotrópio, lírio-do-vale, anis e rosa. Na base: madeiras e almíscar. 


Desconheço. Desejo.

O segredo do Antonio


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Fui surpreendida pelo Antonio. Cafunguei Her Secret (Antonio Banderas), arregalei os zóio e indaguei à vendedora: peraí, quanto esse perfume custa mesmo?


Saída gostosíssima, docinha, quase gourmand, quase teen, alegre, de dar água na boca. Queria que aquela saidinha durasse pra todo o sempre, viu? Nossa, se queria! Passada a explosão inicial, o que fica segue lindo, macio e docinho. Coisa casual, descompromissada, de uma bobice encantadora, mas bem feitinha.

Classificado como floral oriental, ele traz flor de laranjeira, grapefruit e morango silvestre na saída, tuberosa e jasmim no corpo, e baunilha, cedro e benjoim na base.

Bão pra usar no calor, no frio, na chuva, na rua, na fazenda e numa casinha de sapê. 

E o que é aquele precinho amigo, meu povo? Na boa, Her Secret parece muito mais caro do que custa. 

Não vou falar mais nada sobre ele. Vai lá cafungar o que José Antonio Domínguez Banderas nos traz de novo e vem aqui me contar!

Semana dos descontinuados


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É hora de pegar o lencinho! Seguem os descontinuados que eu usei ao longo da semana. Choremos!


Segunda

Armani Mania (Giorgio Armani): comofas quando descontinuam um curinga? É, pois é, senta e chora! Falei dele aqui e aqui.

Terça

Liberté (Cacharel): Cacharel, sua feia, por que você descontinuou esse(a) laranjinha delícia? Um dos poucos chipres que eu curto, poxa. Foi falado aqui

Quarta

Eclix (La Perla): luto eterno pela perda dessa baunilha confortável and deslumbrante e que god o tenha sem mais tô muito abalada pra falar agora [soluçando]! Foi dito aqui.

Quinta

Parfum D´Été (Kenzo): Kenzo descontinuou esse belíssimo floral verde porque dormiu com o bumbum descoberto. Queremos a folhinha de volta! Queremos a folhinha de volta! Falei dele aqui.

Sexta

My Voyage (Nautica): cheiro gostosão de água, como não? Falei dele aqui.

E semana que vem vamos polemizar! Simbora usar perfumes "inspirados" (propositalmente ou não) em outros? Vem aí a Semanas dos wannabes! Sim, eles querem ser o que não são!