Osez-Moi!


by Vanessíssima em , ,

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Osez-Moi (Chantal Thomass) é do jeitinho que eu imaginava que ele fosse: um talquinho confortável bem menina rica. Limpinho, correto e chiquezinho. Nada atrevido, ao contrário do que o nome sugere. Singelo tal qual o primeiro sutiã (pra ficarmos no ramo da Chantal, marca famosa pelas lingeries). 

Aliás, falando nisso, eis aí um bom primeiro talco, viu? O dito cujo é uma boa iniciação a esse mundo. Se você não tem nada do gênero em casa e pretende se jogar nos atalcadinhos, vai nele! É um bom começo. Todavia, se você já tá num nível mais avançado de talco, Osez-Moi é, digamos, dispensável. Bonitinho, confortável, fofinho e tal, mas desnecessário. 

Diria que Osez-Moi é um perfume fácil. Fácil de usar e fácil de agradar quem curte atalcados delicados e discretos. Eu, por exemplo, gosto dessa vibe, mas já tenho todo um sortilégio de talcos na minha coleção, dos mais suaves ou mais avassaladores. Por essas, tô num nível mais hardcore de talco e não vi nada em Osez-Moi que me fizesse cair de joelhos, sabe? No meu caso, ele entra na lista “usaria se ganhasse, mas não compraria”. 

Classificado como floral amadeirado almiscarado, ele traz peônia, camomila, musk, baunilha, vetiver, frangipani e rosa. Camomila, rosa, baunilha e musk são mais perceptíveis na minha pele, apesar de nenhuma nota se sobressair com força. É tudo tão educado. Não tem um aluno bagunceiro na sala de aula, sabe? É a classe dos sonhos de qualquer professor. O problema é que sala quieta demais dá sono, principalmente se você já tá acostumada a uma baderninha boa.

E, sim, você leu neste pequeno texto nada menos do que sete referências ao talco (oito com esta. rá!). Redundância? Dá uma cafungada no Osez-Moi e me conta!