Archive for Abril 2013

Cheiro da vez: minimalismo


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Minimalismo tem cheiro? Opa, tem sim! Saca o Samba de uma nota só? Então, é quase igual, só que com perfume. Fragrância de uma nota só, tendeu? E o que temos por aí assim?





Not a Perfume (Juliette Has a Gun)
Todo trabalhado exclusivamente numa molécula chamada cetalox, muito usada como nota de base na perfumaria. O cheiro é de âmbar almiscarado, segundo dizem. Confesso que esse não perfume me tenta, viu?









Molecule 01 (Escentric Molecules)
A única nota desse perfume é uma molécula chamada Iso E Super, presente em diversas fragrâncias. Aqui ela aparece sozinha. Tem um cheiro amadeirado cristalino, pelo que andei lendo. Ainda não fomos apresentados.










Paper Passion (Steidl)
Eis aí uma solitária nota amadeirada. A proposta foi engarrafar cheiro de livro novo. Promissor, néam? Cobicei. 








Solinote (Arno Sorel)
Taí uma coleção inteira composta por perfumes de uma só nota. Tem o Ambre (âmbar, óbvio), o Coco (dispensa explicação), o Fleur d´Oranger (flor de laranjeira), o Mûre (blackberry), o Musc (almíscar), o Patchouli (sem comentários) e o Vanille (baunilha, baunilha e baunilha). Você pode usar/comprar cada um separadamente e/ou misturá-los a seu bel-prazer. O bacana é que essa linha é fácil de achar e não custa caro nem nesse país de meu deus. 
O Coco e o Vanille piscaram pra mim.









Soliflor (Il Profvmo)
A italianíssima Il Profvmo conta com uma linha feita de três fragrâncias, cada uma delas dedicada exclusivamente a uma flor. Temos Eclair de Tubereuse (tuberosa), Rose Secrete (rosa, mas você já sabia) e Vent de Jasmin (não preciso explicar, né?). Tô de zóio no Rose Secrete.






Conhece algum deles? Berra aí! Ficou algum de fora? Me desculpa e me conta!

Kelly e Vanessíssima


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Senhouras e senhoures, eis aí a segunda rosa mais bonita do mundo: Kelly Calèche (Hermès)*!

Tive a big sorte de conhecer as versões EDT e EDP desse perfume. E, conforme eu desejei aqui, Kelly é tudo aquilo que eu esperava. E, de fato, gamei mesmo na EDT. Tenho cá absoluta convicção de que preciso de um frasco disso pra continuar vivendo.

Isso posto, tomo a liberdade de separar aqui o joio do trigo, de modos que falarei sobre cada versão separadamente, uma vez que elas carregam personalidades bem distintas. Comecemos pela Eau de Parfum!

EDP

Oficialmente, a versão EDP vem como L'Eau de Parfum (?). Traz couro, rosa, violeta, baunilha, mimosa, íris e tuberosa. Profundo, intimista, guarda uma cremosidade confortável. Ele é mais floral, e vem com mais violeta, tuberosa e íris do que rosa. E nele há mais camurça do que couro. Incrível como essa fragrância evolui e fica distante daquilo que ela era logo depois da borrifada. Na hora em que ela bate na pele, ela sai de si e berra, em transe, num acesso de fúria. Com o tempo, ela vai se acalmando e a voz vai ganhando um tom mais suave, até falar baixinho. O couro, no entanto, vai crescendo com o passar do tempo, e as flores vão se aquietando. Aqui o couro é mais caro, tem cheiro de carro novo e traz uma certa doçura. No geral, é um perfume dinâmico, introspectivo, morno e encorpado (uma versão encorpada de Love, Chloé, diria eu, pedindo uma licencinha poética). Elegantérrimo à enésima potência. Irmã mais velha e noturna da versão EDT. 


EDT*

Irmã mais nova e solar da versão EDP. Vem com lírio-do-vale, narciso, grapefruit, tuberosa, rosa, mimosa, couro e íris. É aí que tá a segunda rosa mais bonita do mundo! Sinfonia suave, a versão Eau de Toillete é mais sutil, apesar de mais carregada no couro. Aliás, couro e rosa (na ordem) é praticamente tudo o que eu maravilhosamente noto nela. E aqui o couro aparece mais seco e tem cheiro de bolsa nova. Percebo um toquinho cítrico bastante tímido e vejo a íris pela frestinha da porta (e a íris, nós amamos, traz talco com ela). Relativamente fresca (em comparação com a EDP), essa versão tem cheiro de papel de carta (oi, anos 80!). Elegante, romântica e jovial, ela é menos complexa do que a irmã mais velha (os mais novos costumam ser assim, né não? menos peso sobre os ombros e tal), porém não menos interessante (pelo contrário).

Em suma

Sacou que é preciso curtir rosa e couro pra gostar de Kelly Calèche, né? Independente da versão, essas duas notas são bastante perceptíveis (guardadas as devidas proporções). No mais, confesso que comparar as duas versões me foi missão complicada, já que estamos diante de dois perfumes diferentes, que requerem estados de espírito díspares. Enfim, não creio que EDP e EDT agradem às massas, que sejam perfumes fáceis e “de mulherzinha”. Conheço quem só gostou/aprendeu a gostar de Kelly Calèche na quinta cafungada. No mais, eis aí dois perfumes fundamentalmente de pele: é essencial provar pra tirar conclusões, já que ambos são incrivelmente particulares e mutantes nas pessoas que os vestem (do tipo ame ou odeie). Compartilháveis, adultas, “exóticas” e belas, essas duas fragrâncias requerem pessoas dispostas a encarar uma caça ao tesouro. 

PS: A quem interessar possa, já publiquei aqui meu Top 5 da rosa!

Gucci by Gucci EDT prontofalei


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Gucci by Gucci Eau de Toilette seria bom se fosse outro perfume. prontofalei

Explico-me: se aquela saidinha dele ficasse para todo o sempre, Gucci EDT seria divino. Mas aí ele não seria o Gucci EDT

E o que tem na saída dele? Goiaba e pêra. Combinação boa, salivativa, que chegou a me remeter à maçã verde doce chique. Sim, sou doida. Pena que a extravagante maçã verde imaginária durou pouco.

Depois vieram as notas de coração: lírio-do-vale, néroli e gardênia do Taiti. E aqui o néroli tomou conta. E o frutadinho bão virou floralzinho cremoso deveras elegante.

Patchouli, almíscar e mel chegaram depois. E a cremosidade ganhou o ardidinho do patchouli e bastante mel. E ficou doce. E o problema surgiu aí: Gucci EDT virou mais um docinho genérico para boas moças. Ficou chatinho, enjoadinho tipo a Sandy, sabe como? 

Mas, óh, esse floral chypre vale uma cafungada, viu? Ele funciona na pele de muita gente. Não funcionou muito bem na minha, mas eu sou eu. Rá!

Moschino Couture!


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Supercalifragilisticexpialidocious define. Entre todos os descontinuados do mundo, esse é o que me faz mais falta nessa vida. Por que ele se foi? Por quê? Oh, dio mio! É o que eu indago de joelhos, com as palmas das mãos juntas e os dedos entrelaçados, lançando um olhar perdido pro céu (dramática feito uma boa filha de italiana, não? ah, me deixa!). 

Moschino Couture! (Moschino) é fantástico, divertidíssimo e chiquetoso ao mesmo tempo. Pra mim, ele é o verdadeiro 3 em 1, já que cada fase da evolução me conta uma história diferente, me traz cheiros distintos. Surreal ele, viu? Quer ver só?

Couture! me remete àquela tia italiana cinquentona no limiar da peruíce. Aquela que me vê chegando pro almoço de domingo e vem correndo com um sorrisão na cara and de braços abertos na minha direção gritando “ciao, bella!”. Sabe aquela persona oxigenada simpaticíssima, toda colorida, de gargalhada gostosa, que fala alto, gesticula feito doida, que não perde uma piada e que te puxa pra um abração caloroso e sufocante entre os seios quando te vê? Taí a fase 1 do perfume. Aí a tia bebe umas tacinhas de vinho e vira um animalzinho essencialmente carinhoso (fase 2). E depois da bebedeira a bateria da tia vai acabando e ela se acalma (fase 3). Então, é bem por aí.

Longe de mim fazer uma análise da quase-perua, mas tenho cá comigo que a pessoa em questão tem os pés no chão entre a normalidade e a fantasia, saca? Ser normal é chato, entediante. Ser excessiva é perigoso porque você vira um personagem e ninguém te leva a sério. O lance é você não se levar a sério e os outros te levarem a sério, sacou? Enfim, é isso.

Couture! é especial e mostra que eu sei rir de mim mesma, mas que I am human and I need to be loved just like everybody else does. [Morrisseybeijosmeliga]

Tá, chega de devaneios (apesar de ser esse o “slogan” do blog, caso você ainda não tenha reparado na descrição ali em cima). Bora falar da fragrância em si?

Moschino Couture! abre com laranja, pimenta e bergamota. Nunca senti laranjinha melhor: deliciosa, festiva, suculenta, quase doce, ensolarada, mediterrânea, feliz. Na seqüência, surgem peônia, jasmim, flor de romã e sementes de papoula, deixando Couture! um pouco soapy e levemente cremoso. E é aí que o cítrico fica morno e acolhedor. Por fim, a evolução culmina num misto de benjoim, baunilha e cedro, resultando num fundinho calmamente amadeirado adocicado dos deuses. Taí: 3 e 1, viu?

No mais, Couture! é dinâmico, traz fases bem diferentes, mas equilibradíssimas, e deixa um rastro incrível no ar. A fixação é excelente. E o prazer de usá-lo também. E praticamente não se acha mais comprar. Agora eu vou ali no cantinho enxugar as lágrimas e já volto. Moschino, te odeio, caspita, strega maledetta!

Cafungada: Energizing Fragrance


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Você viu aqui que eu botei querência no Energizing Fragrance (Shiseido), lembra? E daí que eu consegui uma amostrinha e tô vindo contar o que rolou entre nós.

Bão, cá estão as notas do perfume (segundo o site da Shiseido): pimenta preta e cravo-da-índia (saída), anis-estrelado, jasmim, íris e heliotrópio (coração), almíscar branco e madeira (base).

Energizing é floral. Mas não é qualquer floral. Ele se mostra diferentinho do que temos por aí. Pode um floral ser temperado? Opa, como não? Ei-lo! Energizing é “uma combinação de flores e especiarias orientais”, diz Shiseido-San. E, sim, ela tá certíssima!

Achei paz e amor, fresco, quase verde, com uma pitada de especiarias e cheiro de banho. Sim, Energizing é tudo isso. Só não é energizante. Na real, achei calmante, isso sim. Em outras (e marqueteiras) palavras, “uma fragrância que ajuda a elevar o seu espírito e a revitalizar a sua força interior”, de acordo com a marca. Ui, tô elevada, tô revitalizada, tô forte por dentro, bebê! Rá!

Vamos deixar os devaneios de lado, please? Focando no cheiro, temos que o cravo aparece abafadinho, com uma pitadinha de pimenta preta. Sinto o caule recém-cortado e as pétalas cremosas do jasmim, percebo rajadas de anis, lufadas de íris, sorrisos almiscarados e abraços amadeirados. Discreto, limpo, diurno, eau de escritório.

Muita gente torce o nariz pro combo cravo/pimenta/anis. Poucas pessoas apreciam a vibe verdinha. Há quem não tolere a coisa cheiro-de-banho. E agora imagine tudo isso junto! Por essas, Energizing não é do tipo pra se catar no escuro só porque você curte florais bonitinhos, ok? Como eu já disse ali em cima, ele não é um floral qualquer.

Falando nisso, dizem que ele é tal e qual Chloé Innocence (Chloé), já descontinuado e bastante querido por aí. Como não cheguei a conhecê-lo, me abstenho de vociferar algo mais. 

Desejo do dia: Loverdose (Diesel)


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Desconheço. Quero. Notas de tangerina e anis estrelado (saída), jasmim, gardênia e alcaçuz (coração), âmbar, baunilha e madeira (base). Povo diz por aí que ele lembra o falecido Blue Sugar (Aquolina), que eu curto, mas evito porque me ataca a enxaqueca. Muita gente fala ainda que ele é uma versão mais alegre do Lolita Lempicka (Lolita Lempicka), que eu amo ao cubo e uso feliz da vida. Será?

Top 5: Perfumes com rosa


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E viva a rosa, a rosa, cantada em verso, cantada em prosa [Moacyr Franco beijosmeliga]. Quer saber quais rosas do meu jardim eu elejo como preferidas? Opa, é pra já!





1. Chloé Rose (Chloé)

A rosa mais linda do mundo, aberta, alegre, fresca. Falei dele aqui.











2. Kelly Calèche (Hermès)
A versão EDT é a melhor. Rosa e couro. Cheiro de papel de carta. Resenha em breve.










3. Encre Noire Pour Elle (Lalique)
Noire? Nem em sonho! Traz a terceira rosa mais bonita do universo. Cheirinho de colo. Foi dito aqui.











4. Stella Nude (Stella McCartney)
Rosa e grapefruit. Refrescante define. Falei dele aqui.











5. Eaudemoiselle (Givenchy)
Rosa almiscarada. Chique e marcante. Dito aqui.

Chocolovers, quem te conhece não esquece jamais


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Este post não é ilegal, mas é imoral. Eu sei que não devia falar do Chocolovers (Aquolina) aqui por dois motivos: 1. ele foi descontinuado e tá impossível de achar um por aí; 2. não quero gerar uma onda de zumbis babões ensandecidos atrás desse perfume. Porém, como eu fiquei devendo um texto sobre ele desde quando ele existia, e promessa é dívida, lá vai!

O falecido trazia laranja, avelã, coentro, almíscar, baunilha, lírio-do-vale, bergamota e limão. E sabe no que resulta tudo isso? Chocolate, meu povo! Chocolate! Preciso dizer que ele é doce? Não, né? Ok, então vamos pular essa parte. Há quem sinta laranja também. Eu não. Só percebo o néctar dos deuses mesmo (possivelmente da mistura de avelã com baunilha). E ele fica lá, todo lindo, todo linear. 

Não vi melhores no quesito, viu? Taí o melhor chocolate do mundo! Fixação absurda, projeção monstra, conforto supremo.

Quando saio trabalhada no Chocolovers, minha vontade de comer doce se vê aplacada e eu abro aquele sorrisão de pança cheia e satisfeita. Não raro, me pego cheirando os pulsos ao longo do dia. E fico toda salivativa. Sou louca, me deixa!

Taí, esse perfume é, oops, foi (te odeio, Aquolina!) uma verdadeira experiência olfativa, quiçá gustativa! Tá no meu top 5 de açúcar.

Eu


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Sou Guerlain com ascendente em Chloé e lua em Dior.

E você?

4711 Acqua Colonia Rhubarb & Clary Sage


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Dito aromático unissex, 4711 Acqua Colonia Rhubarb & Clary Sage (Maurer & Wirtz) faz bonito se você quiser sair por aí exalando ruibarbo e sálvia (nessa ordem).

Olho no que diz a divulgação oficial:

Uma fragrância sensual, sexy e ao mesmo tempo refrescante. Um perfume energizante que vem dos jardins de frutas e hortaliças, evoca recordações da terra natal e dos tempos da infância. Exótico e quase esquecido na Alemanha, ruibarbo tem um aroma surpreendentemente acentuado, vital e efervescente, que se harmoniza perfeitamente com o aroma calmante e intenso da sálvia curativa.

A proposta de ser “um perfume energizante que vem dos jardins de frutas e hortaliças” confere. “Uma fragrância sensual, sexy e ao mesmo tempo refrescante”? Não, sinto muito. Não tem nada de sensual e sexy nisso. Aliás, eu mato a próxima marca que tentar me vender algo como “sexy só que não”. Vamos iniciar um movimento pela não banalização do “sexy”? 

Agora me deixa falar do frasco. Bonitão ele, não? E bitelo. São 170 ml de colônia! Tá, e o cheiro? Estridente, temperado, herbáceo, fresco, leguminoso e doce, tudo ao mesmo tempo agora. Eu não sei quem precisa disso pra ser feliz na vida. Juro mesmo. Tem cheiro de horta, cara. 

Ruim essa colônia não é não, mas sei lá se é algo pra se comprar, viu? Se bem que, com o preço atual do tomate, sair por aí exalando guarnições gastronômicas da natureza é chique, né não?

A poesia do Poême


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Respira fundo. Respirou? Então leia em voz alta: cassis, papoula, ameixa, notas verdes, tangerina, narciso, pêssego, bergamota, datura, mimosa, couro, flor de laranjeira, frésia, jasmim, heliotrópio, ylang ylang, baunilha, tuberosa, rosa, fava tonka, âmbar, almíscar, e cedro. E aí, sobreviveu? Parabéns, você recitou o Poême (Lancôme)!

Lançado em 1995, esse poema líquido é do tipo espanta criancinha. Sim, porque ele é portentoso, meu povo! Praticamente um Zeus. Uma gota aquece a alma no inverno. Mais do que isso queima a alma no inferno. Rima marota, não? Poesia pura no texto do Poême, óia só.

Enfim, lindíssimo, sedutor (de verdade), inebriante, quente, alegre e bombástico, o amarelão aí arrasa na night. Feito pra gente grande, esse floral é tudo aquilo que a gente pequena imagina num “perfume francês”. Não sei vocês, mas quando eu era criança, meu nariz achava que os tão famosos e inatingíveis franceses eram todos assim, desse jeitinho – ou melhor, desse jeitão. 

Flores brancas e amarelas adoçadas com mel, um pouco de couro e bastante baunilha são o que eu sinto nele. Floral oriental classudo, todo doce e exalativo, Poême mexe com os sentidos de quem usa e de quem sente, seja para o bem ou para o mal. 

PS: A fixação dele beira o absurdo: passei por volta das 20h e às 6h da manhã do dia seguinte ainda sentia nitidamente o fundo dele na minha pele. Que marravilha!

O tal Petite Chérie


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Taí um perfume pra quem gosta de pêra e não liga pra fixação. Ou melhor, gostar de pêra não basta. É preciso amar pêra. Com força. Ah, você não ama? E você dá valor pra essa coisa toda de um perfume fixar nas entranhas por horas? Então corra pras montanhas, colega! Petite Chérie (Annick Goutal) não é pra você. 

Tecnicamente ele contém pêssego, grama, baunilha, rosa e pêra. Realisticamente ele tem cheiro de pêra e grama. E isso é bão? Opa, é sim, desde que, repito, você tenha tesão na pêra e, claro, esteja numa vibe “sou fada” (você não leu “safada”, néam?).

Enfim, o perismo aqui me remeteu vagamente a algo onírico, de fadinha, quase infantil, singelo mesmo, captou? Eu devo estar dizendo isso porque me lembrei da pêra raspadinha que meu irmão comia enquanto bebê desdentado e ouvinte de historinhas. Nossa, como eu adorava filar um cadinho daquelas raspas de pêra e pegar carona nas histórias infantis que a minha mãe contava pra ele, viu? Hoje meu maninho tá aí com 25 anos, eu com 33 e a Annick com o Petite Chérie. Bão, deixemos de lado esses detalhes brejeiros super interessantes (só que não). Bora focar no perfume, néam?

Caldinho de pêra madurinha, suculenta, e com um toque verdinho é o que temos aí. Um perfume todo trabalhado no diminutivo mesmo – a saber: perinha bonitinha, levinha, delicadinha e gostosinha que vai embora rapidinho.

Bom pro dia, pra climas quentes, pra quem não gosta de fazer exposição da figura por aí e pra quem (adivinha!) tem nóia, amor and fissura na pêra. 

Quer saber se eu compraria o Petite Chérie? Não, não compraria, haja vista que hoje tô mais pra safada do que pra sou fada (e, olha, eu muito desejei esse dito cujo). Porém, todavia, entretanto, contudo, eu usaria sorrindo se ganhasse. E aí você entenda meu sorriso como bem quiser: sincero, sarcástico, nostálgico, irônico ou ________. [complete o espaço com o adjetivo de sua preferência]

PS: Minha cafungada se refere à versão EDT do perfume. Mas eu soube que a EDP pouco difere (quase nada aliás – nem mesmo na questão da fixação, conforme me foi dito).

Vem aí: Simply Pink


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Formigas, tremei-vos! Vem aí Simply Pink by Pink Sugar (Aquolina). Até junho ele chega nas lojinhas do hemisfério norte.

Filhote do dulcíssimo e sensacional Pink Sugar, Simply Pink é tão floral frutal gourmand quanto seu papai, e chega com bergamota, framboesa, amêndoas e folhas verdes na saída, flores brancas e jasmim no coração, e baunilha, alcaçuz, praliné e morango na base.

E pensar que eu ainda nem consegui botar o nariz no Gold Sugar...

Engordemos!

Noa Perleando


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Helen é má. Não contente em me atiçar com o Noa Fleur (dito aqui), ela foi além e me tacou na cara o Noa Perle, outra pequena delícia descontinuada by Cacharel. Ai, como eu sofro!

Evidente que o DNA do Noa original tá lá, claro. Mas existe ali um algo, um frescor inebriante, um cheirinho de mar, de vento, de chuva, de sei lá o que lindo da natureza. Tem flor lá também, viu? Opa, como não? A peônia marca presença, junto com a flor de laranjeira e a frésia. Tem também kumquat (uma laranjinha pequenina), pimenta rosa e avelã. 

Na boa, meu nariz consegue encontrar a faceta cítrica do kumquat, um toquinho picante de nada e as flores. Avelã? Not! Ok, tudo isso junto (incluindo a avelã, caso contrário ela não faria parte da fragrância. rá!) resulta no cheiro da natureza que eu tentei descrever ali em cima.

Pra fechar, verdade seja dita: o último parágrafo do meu post sobre o Fleur também se aplica ao Perle. Tá, vou facilitar sua vida. Ei-lo (com as devidas alterações): No mais, eu bem que seria a feliz dona de um frascão de Noa Perle via ebay. Mas o que cobram lá (e só tem lá) é uma anomalia (considerando a fragrância em questãn). Noa Perle é uma delícia, mas não vale tudo aquilo que estão pedindo mais o frete.