Blá blá e blá


by Vanessíssima em , ,

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Eu gosto quando o perfume vai além, quando ele não é só cheiro, mas sim uma experiência olfativa. Tenho mente e nariz abertos, esperando um arrebatamento. Só isso e nada mais.

Sim, porque pra mim perfume é trilha olfativa pessoal (como a trilha sonora de um filme, saca?). Não ligo se a coisa é popular, se é comercial demais, se é barata (ou menos cara), se tem fixação pífia, nada disso. Se a experiência olfativa me agrada, tô dentro!

Também não sou baba-ovo de nicho. Tenho pra mim que muitos do “gênero” são supervalorizados (em todos os aspectos) e caem nas graças do “povo” só porque são nicho, entende? Pra mim, nicho ou não pouco importa, não tem diferença. Meu nariz não sabe quando o perfume é de nicho, só meu cérebro. E quem cafunga é meu nariz, néam?

Enfim, dane-se quem pariu. Guerlain? Britney Spears? Prada? J. Lo? Annick Goutal? Antonio Banderas? Eu quero é ser feliz e cheirosa!

Por que eu tô nesse blá blá blá todo aqui? Sei lá. Deve ser porque ando desgostosa com os rumos da perfumaria atual. Tá difícil algo novo me arrebatar hoje, viu? Quanto mais despejam perfumes no mercado, mais eu corro atrás de coisa “antiga” (lê-se: genuinamente arrebatadora), não por acaso descontinuada (e punk de encontrar, quiçá de receber). Tanta coisa bacana dando adeus. Tanto mais do mesmo sendo lançado. 

E fica aquela coisa meio Paradoxo de Tostines: será que as empresas têm botado na roda perfumes bobinhos porque as pessoas têm preferido assim ou as pessoas têm preferido assim porque as empresas só lançam os bobinhos? Queria saber onde tá o elo perdido, quando e por que isso começou, entende?

Pensando bem, sabe qual é o meu mal? Encarar perfume como experiência olfativa. Por que eu não sou normal como boa parte do mundo, que se perfuma apenas para ficar cheirosinha? Eu sofreria bem menos, viu? Ai, ai, essa vida de perfumólatra não é fácil não.