Archive for Junho 2013

Cheiro da vez: vinil


by Vanessíssima em , ,

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Ai, o vinil, aquela cousa ousada, séguissy and deveras vintage (oi, soy do tempo do LP!). Também chamado pelos íntimos de policloreto de polivinila, o tal é o conhecido PVC (da sua designação em inglês: polyvinyl chloride). O vinil amigo contém, em peso, 57% de cloro (derivado do cloreto de sódio, o sal de cozinha) e 43% de eteno (derivado do petróleo). Ok, ok, eu paro! Acredita que fizeram perfume com nota de vinil? Espia só!



Parisienne (Yves Saint Laurent)
Floral amadeirado almiscarado, ele tem oxicoco (prazer, Vanessíssima!), amora, vinil, violeta, peônia, rosa damascena, vetiver, almíscar, sândalo e patchouli (tudo isso de acordo com o Fragrantica). Falei dele aqui (na ocasião, não me baseei no Fragrantica, ok?). No mais, três flankers do bonito também contam com vinil na pirâmide olfativa. A saber: Parisienne L’Eau, Parisienne L'Essentiel e Parisienne Édition Singulière.







Fam (SoOud)
Amadeirado especiarado and unissex, vem com açafrão, rosa, páprica, madeira de Caxemira, agarwood (oud), cedro da Virgínia, sândalo, leite, almíscar, talco e, claro, vinil. Me parece uma coisa de doido, não?




Conhece algo mais trabalhado no vinil? Chora aí nos comentários!

Florabotanicando


by Vanessíssima em , ,

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Quando a gente quer um perfume só por causa do frasco é porque a coisa tá feia, né não? E quando você bate o olho na campanha, vê a garota-propaganda em questão e, mesmo assim, segue querendo o dito cujo é caso de pura loucura, néam? 

Na real, bati o zóio no Florabotanica (Balenciaga) e botei querência pra ontem! Só depois fui ler as notas do bichinho e, bão, aí tive uma revelação-confirmação: preciso! No mais, Kristen Stewart, te arrrgh, fia!

E aí que o Florabotanica é coisa difícil de achar. E isso me deixa ainda mais desejosa. Adoro um desafio, ui.

Ai, povo, sou doida. Me deixa. Quer a prova? Outro dia meus dedos digitaram sozinhos a url da Fragrancenet. Eu nem queria acessar o site. Memória muscular, né? Fazer o quê?

Voltando ao Florabotanica, ele se apresenta como floral oriental e traz hortelã, cravo (a flor), rosa, âmbar e vetiver.

Conhece? Desenha pra mim, please!

Perles, I love you


by Vanessíssima em , ,

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Perles de Lalique (Lalique) é bem bonito, é bem canforado, é bem calmante, é bem delicado, é bem low profile. Perles, I love you, benhê!

Sem delongas, ele é chipre e vem com rosa na saída, pimenta e íris no coração, patchouli, raiz de orris, musgo de carvalho, vetiver e madeira de Cashmere na base.

Jamais me vi tão caidinha por um chipre, viu? Como sou mente-aberta-nariz-idem, me deixei levar. Sou volúvel, já dizia mamãe. Não por acaso, minha certidão de nascimento leva o nome que denota tanto a transformação da lagarta, que sai do casulo pra voar, quanto um ser volúvel, livre pra levantar vôo quando bem desejar. Pra quem não sabe, Vanessa é um gênero de borboleta. Enfim, sou volúvel, baby.

E o negócio é que Perles me fez alçar novos vôos e amar um chipre, família diante da qual torcia o nariz.

Não espere nada mega complexo. Perles é de uma simplicidade ímpar e fitoterápica. Ele é tão simples que é elegante, sabe como?

Ele começa canforado and mentolado, segue pra um cheirinho de floresta encantada, continua floral aveludado e discreto dominado pela rosa (com uma leve cânfora ao fundo, fazendo figuração) e finaliza amadeiramente chique, tudo bem calmo e confortável. Aromaterapicamente lindo!

É curioso perceber como as notas dançam na pele, num ritual quase onírico no bosque da minha imaginação (ui!). De repente, o caráter forte (e, pra alguns, masculino) da cânfora se vê suavizado pela rosa e pela íris, sabe? Coisa bonita de se ver!

No mais, não vou com a cara de patchouli ardido. E esse aqui tem cheirinho de terra molhada tal qual um incenso que eu idolatrava na adolescência (e nunca mais encontrei pra comprar, e do qual não me lembro mais o nome, não insista, obrigada).

Musgo é outra nota pra qual torço o nariz. Mas aqui ele aprece tão mágico, tão élfico, natural e orgânico. E, junto com o vetiver e com a madeira, forma a tríade etérea. 

Perles tem sabor de quê? Não sei. Só sei que ele não é doce, não é amargo, não é ácido, não é salgado e nem umami. Não tem gosto de flor também. Tá mais pra floresta new age (tem jeito não, não consigo tirar aquele incenso de patchouli da cabeça). Perles me é orinoco flow, entende? (Enya, te dedico!)

Três tipos de pessoas vão se deparar com o Perles: mulheres que o considerarão "masculino", seres que o acharão bobinho and inofensivo demais e criaturas que o adorarão pelo que ele é. Onde você se encaixa?

Não é perfume, mas é legal


by Vanessíssima em , , ,

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Lembra que eu falei aqui que tava botando querência na Tangle Teezer, né? Então, fui lá na Feelunique e catei uma pra mim. Paguei pra ver! Mirei na black Original [foto] porque black is beautiful. E aí que ela chegou. E eu usei. E eu morri. E eu ressuscitei. E usei de novo. E morri outra vez. E voltei pra contar.

Tem mandinga na escova, meu povo! Como pode um negócio tão simplesinho ser assim tão super-hyper-duper-uber-ultra-mega-fucking supimpa?

Não é segredo que tenho cabelo cacheado, longo, volumoso e cheio de luzes em todos os tons de loiro do universo. O resultado disso eu sinto (sentia! rá!) na hora de lavar a cachola: fios embaraçados até a medula! Tempo (muito tempo) e braço (muito braço) me eram essenciais no mister. Terminava a lavagem com dor no braço, na mão, no pescoço, na cabeça e na consciência. Meu pente, tadinho, sofreu tanto que ficou com escoliose. Te juro!

De modos que a Tangle Teezer mudou a minha a vida! O que demorava meia hora (opa, tudo isso!) agora leva, sei lá, uns 2 minutinhos. Sim, só isso. Nem preciso ficar passando a escova trocentas vezes no mesmo lugar, sabe? Umas duas passadinhas, como se eu estivesse penteando o cabelo, fazem o serviço. E que serviço maravilhoso! Não sei como funciona. Só sei que funciona. 

Uso a Tangle Teezer apenas nos cabelos molhados. Quem tem cachos precisa levar essa lição pra vida! Não se penteia cabelo seco, beleza? Eu lanço mão da escovinha miraculosa pra espalhar a máscara de hidratação, o condicionador e o leave-in, tudo sempre no cabelo molhado. Depois do leave-in eu amasso os cachos com uma camiseta véia de algodão e vou pra pista. Quando seca, faço meu bate-cabelo, amasso tudo com as mãos e fim.

Só sei que o impossível é a minha realidade hoje. Vou fundar uma igreja pra essa escova. Ah, se vou! Igreja do Sagrado Cabelão Tangle Teezer. Quem me acompanha?

A Ma Dame do Jean Paul


by Vanessíssima em ,

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Você também não se leva muito a sério feito eu? Então dê uma chance ao Ma Dame EDT, do meu amigo Jean Paul Gaultier (JPG para nós, os íntimos). Neon, irreverente, divertido and atrevido, esse perfume escancara toda aquela deliciosa excentricidade do Jean Paul, saca?

JPG nos brinda com laranja na saída, rosa e grenadine no coração, e almíscar e cedro na base. O resultado é uma explosão redelicious tal qual a famosa bebidinha, que mistura álcool e frutas vermelhas (normalmente romã) com um toque de baunilha, tudo trabalhado no louvável intuito de se obter uma doçura levemente cítrica e sorrisos marotos.

O que temos é um perfume calcado na laranja à enésima potência e na baunilha do grenadine, xarope que se mostra licoroso e indiscreto. Obviamente, o resto tá todo lá também, mas o que meu nariz consegue sentir com força (e bota força nisso) é isso aí, cara. E gruda, viu? Horas e horas e horas. E projeta, viu? Quilômetros e quilômetros e quilômetros. Uma gotinha basta pra ser feliz com ele.

Nada sutil, Ma Dame é do tipo que chega metendo o pé na porta, capisci? Mas a rebeldia toda vem com estilo, acompanhada por roupa grifada, salto agulha, batom forte e aquele je ne sais quoi de uns bons drink pós-balada bem sucedida, se que é você me entende. Taí a ma dame/madame/senhora do Jean Paul!

Pessoas que se levam a sério demais e/ou não apreciam uma boa dose de auto-ironia dirão que Ma Dame é over, invasivo, xaropão (no sentido literal), que carece de adultismo e etc and tal. Pessoas que curtem rir de si mesmas saberão tirar proveito do Ma Dame. Eu, por exemplo, tropeço, dou risada e bato palmas pra mim mesma, então tô em casa com ele. 

Srta. Anjos, do esplêndido Perfume na Pele, é de fato celestial. Foi ela quem nos apresentou.

Desejo do dia: Jour d’Hermès


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Necessito demuóis desse dito cujo, que me é desconhecido porém querido. Sim, porque meu lema – que rima – é: não preciso conhecer pra querer.

Floral verde inspirado na “luz do dia”, lá vem ele com grapefruit, limão, jasmim, rosa (amo!), tuberosa, ylang-ylang, violeta (temo!), gardênia (amo!), ervilha e almíscar.

By Jean-Claude Ellena.

Iope! O Banho


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Diana falou, Dâmaris falou, e agora é a minha vez! Opa! Ou você achou que eu ficaria de fora da festa? Joop! Le Bain (Joop!) é sensação, é frenesi, é ponto de exclamação no nome, é pouco custoso, é amarelo-medo, é delícia!

E atenção para o momento cultural do bluógui! Você sabia que a pronúncia de “Joop” é “iope”? Juuura? Juro! Mas tenta pedir na perfumaria da esquina “moça, quero aquele iope ali” pra você ver o que acontece (eu sei, mas não vou contar. rá!). Pois bem, a marca foi fundada em 1978 pelo multifacetado alemão Wolfgang Joop (sacou? sacou? hein? hein?). Nosso dito cujo possui formação em Psicologia e em Artes, é estilista, ilustrador, redator and designer. Segundo o povo do marketing, “Joop! [a marca] evoca atitude contemporânea, erotismo, estilo provocativo e criatividade”. Fim do momento cultura. De volta à programação normal.

Nascido em 1989, esse floral oriental vem com aldeídos, flor de laranjeira, bergamota e limão siciliano na saída; sândalo, jasmim, lírio-do-vale, cedro e rosa no coração; e fava tonka, âmbar, patchouli, almíscar e baunilha na base.

E aí que de posse das informações culturalescas já expostas fica menos complicado entender o irônico Le Bain (“O Banho”, em francês). Sim, eu vejo a mais phyna ironia nesse perfume. Quem sai correndo na pontinha dos pés atrás do Le Bain achando que vai encontrar “cheiro de banho tomado” vai torcer o tornozelo. 

Ele não nos apresenta um banho de limpeza, mas um banho super-luxo, hollywoodiano, à meia luz, num fim de tarde de inverno, numa banheira linda, com pétalas de rosa sobre a água, velas de sândalo espalhadas pelo ambiente, incenso, óleos corporais e roupão felpudo à espreita, essas coisas básicas, saca? E isso lá é banho? Não, não é. É estilo de vida, baby!

Apesar das notas oficiais, Le Bain me é claro na forma como ele se mostra pra/em mim: sinto baunilha gourmand adulta salivativa, creme de amêndoas, óleo de bebê, fumo de chocolate pra cachimbo, resina, cremosidade and conforto, tudo ao mesmo tempo agora. Nada inho, nada apagado, porém nada bomba. Na medida! 

Todo trabalhado na boniteza, consigo senti-lo (de verdade) em mim por horas e horas deliciosas. Ele exala com maestria, sem ser over ou datado (apesar das 24 primaveras). No mais, integra com louvor a lista do “parece mais caro do que custa”. 

E esquece o lance amarelo-medo. Le Bain é puro abraço docemente afetuoso.

Compartilhável, transita bem em qualquer ambiente e em qualquer horário, desde que haja parcimônia diante do borrifador. Como por aqui tem feito um frio gostoso, ainda não sei como esse perfume se sai em dias quentes. Só sei que Le Bain não pode mais faltar na minha vida! É, ele mexeu comigo. Fato. Moça, quero aquele iope ali de um litro, faz favor!

Um adendo: 
Leu as resenhas da Diana, da Dâmaris (linkadas no comecinho do post) e a minha (rá!)? Notou que as percepções sobre esse perfume são bem diferentes? Pois é, tá mais do que provado: Le Bain é uma experiência olfativa personalíssima. Taí o encanto!

Código Armani


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Eu resisti. Não queria falar sobre o Armani Code (Giorgio Armani) feminino. Mas vejo tanta gente apaixonada por esse perfume, que imaginei que seres que o desconhecem podem vir a gostar dele. Meu intuito aqui é instigar, cutucar, te deixar morrendo de vontade de botar o nariz pra trabalhar, entende? É o que pretendo: convidar você pra sair cafungando as fragrâncias aqui apresentadas e tirar suas próprias conclusões. Pois bem, vamos ao Code!

Antes, é de bom tom deixar claro que já gostei desse perfume, hoje não gosto mais (por isso relutei em escrever este post) e você vai entender o porquê.

Saída: jasmim, laranja italiana e laranja amarga
Coração: flor de laranjeira, jasmim e gengibre
Base: mel, baunilha e sândalo

Percebeu que Armani Code é o festival da laranja, né? Laranja ora amarga, ora doce pelo mel, ora doce pela baunilha, ora tudo junto e misturado. Combinação perigosa em dias quentes, viu? Incomoda, sufoca e tal. Temperaturas amenas se dão melhor com ele.

Code começa mostrando o lado cítrico doce avec elegance. Parte para um floral com cremosidade levemente temperada e finda discretamente melífluo e amadeirado. Laranja e baunilha sempre presentes, ok?

Há quem o ache perfumão, potente, noturno, por aí. Eu não. Na real, não vejo graça nele. Mas já vi. A mistura de laranja com baunilha já me fez sorrir. Com o tempo, senti falta de profundidade, de personalidade, sabe? Fui achando aquilo tudo muito raso, bobo, e desisti dele. 

Mas não se deixe enganar. Ele não é do tipo casual, levinho, eau de padaria (que você consegue usar todo dia pra ir comprar pão). Apesar de não ter tanta força, ele não deixa de ser marcante (ao modo dele, claro).

No mais, eu sempre procuro ofator uaunum perfume, saca? Sabe aquilo que você sente, te arrebata e gera um “uau, não posso mais viver sem isso"? E o "fator uau" do Code foi embora rapidinho diante de minha pessoa.

Desejo do dia: Provocative Interlude (Elizabeth Arden)


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Na vibe do Fantasy (Britney Spears). Só que melhor. É o que dizem. Não conheço. Preciso. 

Frutas, champanhe, goiaba, rosa, orquídea, flor de manga, almíscar, mogno e chocolate branco (dominante ao cubo, de acordo com os bons narizes). Pra mim tá ótimo! E pra você?

Elizabeth Arden, me aguarde!

Desejo do dia: Funny (Moschino)


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Alguém me convence de que eu não preciso do Moschino Funny! (Moschino) pra ser feliz, por favor? Nessa mesma vibe, já tenho I Love Love (Moschino) e Green Tea (Elizabeth Arden). Mas eu quero mais! Muito mais! Acontece que eu virei a Doida da Moschino e agora eu quero tudo deles que tem cheiro. O grande lance é que eu não conheço o Funny!. Só quero. 

E o que é que o Funny! tem? Toma: pimenta rosa, groselha vermelha e laranja amarga, peônia, violeta, chá verde e jasmim, âmbar, musgo de carvalho, cedro e almíscar. 

É, ele tem violeta, minha nota-problema. Só que minha amiga Diana disse que, neste caso, a florzinha aí não cheira e nem fede, então no problema.

Sem contar que o frasco é lindo, né não? 

Olha, eu ainda vou à falência, mas vou falir cheirosinha. Rá!