Iope! O Banho


by Vanessíssima em , ,

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Diana falou, Dâmaris falou, e agora é a minha vez! Opa! Ou você achou que eu ficaria de fora da festa? Joop! Le Bain (Joop!) é sensação, é frenesi, é ponto de exclamação no nome, é pouco custoso, é amarelo-medo, é delícia!

E atenção para o momento cultural do bluógui! Você sabia que a pronúncia de “Joop” é “iope”? Juuura? Juro! Mas tenta pedir na perfumaria da esquina “moça, quero aquele iope ali” pra você ver o que acontece (eu sei, mas não vou contar. rá!). Pois bem, a marca foi fundada em 1978 pelo multifacetado alemão Wolfgang Joop (sacou? sacou? hein? hein?). Nosso dito cujo possui formação em Psicologia e em Artes, é estilista, ilustrador, redator and designer. Segundo o povo do marketing, “Joop! [a marca] evoca atitude contemporânea, erotismo, estilo provocativo e criatividade”. Fim do momento cultura. De volta à programação normal.

Nascido em 1989, esse floral oriental vem com aldeídos, flor de laranjeira, bergamota e limão siciliano na saída; sândalo, jasmim, lírio-do-vale, cedro e rosa no coração; e fava tonka, âmbar, patchouli, almíscar e baunilha na base.

E aí que de posse das informações culturalescas já expostas fica menos complicado entender o irônico Le Bain (“O Banho”, em francês). Sim, eu vejo a mais phyna ironia nesse perfume. Quem sai correndo na pontinha dos pés atrás do Le Bain achando que vai encontrar “cheiro de banho tomado” vai torcer o tornozelo. 

Ele não nos apresenta um banho de limpeza, mas um banho super-luxo, hollywoodiano, à meia luz, num fim de tarde de inverno, numa banheira linda, com pétalas de rosa sobre a água, velas de sândalo espalhadas pelo ambiente, incenso, óleos corporais e roupão felpudo à espreita, essas coisas básicas, saca? E isso lá é banho? Não, não é. É estilo de vida, baby!

Apesar das notas oficiais, Le Bain me é claro na forma como ele se mostra pra/em mim: sinto baunilha gourmand adulta salivativa, creme de amêndoas, óleo de bebê, fumo de chocolate pra cachimbo, resina, cremosidade and conforto, tudo ao mesmo tempo agora. Nada inho, nada apagado, porém nada bomba. Na medida! 

Todo trabalhado na boniteza, consigo senti-lo (de verdade) em mim por horas e horas deliciosas. Ele exala com maestria, sem ser over ou datado (apesar das 24 primaveras). No mais, integra com louvor a lista do “parece mais caro do que custa”. 

E esquece o lance amarelo-medo. Le Bain é puro abraço docemente afetuoso.

Compartilhável, transita bem em qualquer ambiente e em qualquer horário, desde que haja parcimônia diante do borrifador. Como por aqui tem feito um frio gostoso, ainda não sei como esse perfume se sai em dias quentes. Só sei que Le Bain não pode mais faltar na minha vida! É, ele mexeu comigo. Fato. Moça, quero aquele iope ali de um litro, faz favor!

Um adendo: 
Leu as resenhas da Diana, da Dâmaris (linkadas no comecinho do post) e a minha (rá!)? Notou que as percepções sobre esse perfume são bem diferentes? Pois é, tá mais do que provado: Le Bain é uma experiência olfativa personalíssima. Taí o encanto!