Archive for Outubro 2013

Minimamente Minimes


by Vanessíssima em ,

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Bora fazer um jogo rápido sobre o Eau des Minimes (Le Couvent des Minimes)? Já adianto que ele não faz o meu estilo, mas quem curte laranja and limão pode amar a coisa toda, que vem praticamente trabalhada na citricidade e também na herbalidade (sim, eu invento palavras, me deixa!).

Absolutamente compartilhável, a colônia amiga aí vem com bardana, benjoim, limão, malva, melissa, neroli, laranja sanguínea, pomelo, violeta selvagem e alecrim.

É borrifar Eau des Minimes e ficar com a sensação de que a gente catou folhas de limoeiro e laranjeira, deu aquela quebradinha pra libertar o aroma e esfregou na pele. A saída é bem isso. Depois a laranja domina. E aqui temos uma laranjita orgânica, real mesmo, nada artificialesca. E então surge um toque herbal-chique (lê-se: ervas com cheiro muy discreto de ervas). Algumas vezes sinto uma lavanda inexistente, o que me deixa mega feliz (e doida, por ver coisas que não existem).

O meu problema é encarar o limão e a laranja, que são a tônica da fragrância, sabe? Preciso do limão certo, cara! E da laranja também. Poucos do gênero me apetecem. Mas é coisa minha. Na real, não sou grande fã dos cítricos aromáticos. Porém, Eau des Minimes é e sempre será um perfuminho incrível, fresquíssimo e chiquetosinho pra quem curte a vibe supracitada. No calor, é de se beber litros! E o precinho é tudo de bom nessa vida, néam?

Purr


by Vanessíssima em ,

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Eu juro que queria falar super bem do Purr (Katy Perry), mas eu não consigo. Tirando o frasco de gatinho com zóios brilhantes assustadores (eu achei isso tudo bem kitsch and fofo, me deixa!), isso aqui me fez gostar ao contrário:

1. Ele me remeteu aos cheiros disseminados pela Victoria´s Secret
2. Ele me remeteu aos cheiros disseminados pela Victoria´s Secret
3. Ele me remeteu aos cheiros disseminados pela Victoria´s Secret

Necessário dizer que eu não curto os cheiros propagados pela Victoria´s Secret (VS para os íntimos)? Já gostei. Bastante. Há muito tempo. Mas isso ficou no passado. Meu presente agora é outro. Bem outro. Enfim, o ronronado da Katy não é pra mim. 

Frutal docinho avec azedinho tale e quale VS, Purr conta com gardênia, bambu, pêssego e maçã vermelha na saída, jasmim, frésia e rosa no coração, e almíscar, sândalo, âmbar, baunilha, coco e orquídea na base.

Sem apresentar nada de novo no front, esse perfume vai agradar em cheio quem curte os aromas elétricos que permeiam o Segredo da Victoria (não parece que eles estão ligados na tomada? eu super acho).

Com pêssego e maçãs pungentes na saída, Purr começa uma coisa meio assim: "catei meu xampu e vou lavar minhas madeixas", sabe? Depois a faceta floral me visita. Mas não espere aquele floral supimpa, viu? As flores (bobinhas, coitadas) estão ali apenas pra suavizar as frutas e anunciar a base, que surge doce e quente com a baunilha comandando a festa, porém de forma um tanto quanto muito (oi!) genérica. 

As notas colidem umas nas outras e eu não consigo encontrar a intenção desse perfume. Talvez ele não tenha nenhuma. Ou talvez a intenção seja apenas capitalizar em cima dos fãs da senhora Katheryn Elizabeth Hudson (ah, vá?!).

Menininha feliz demais pro meu gosto, ele não chega a ser tão irritante quanto as músicas da Katy Perry (gosto é gosto, sorry), mas quando se tem marido, cachorro e calopsitas pra criar, bão, aí você espera bem mais da vida, néam?

No mais, Dri Sama, thanks pela amostrinha! Você me salvou de uma bad compra, colega. Miau pra você, lindona! Quase fui no Purr só por causa do frasco (admito mea maxima culpa).

Patada de elefante


by Vanessíssima em ,

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Kenzo Jungle L´Elephant (Kenzo) é tipo um elefante numa loja de cristais. Sutil, só que não. Eu, enquanto cerumano cafungante, tenho medo desse perfume. Muito medo. Penso ser necessário licença especial pra usar Jungle L´Elephant cá no Bananão. É muito vigor num frasco, entende? Ele é forte. Extremamente forte. Praticamente um mamute. Enxaquecosos, tremei!

Oriental especiado, o bonitão aí compreende tangerina, cravo-da-índia e cominho na saída, cominho (de novo, só que de outro tipo), manga, heliotrópio, ylang ylang, alcaçuz, gardênia e cardamomo no coração, e âmbar, patchouli e baunilha na base. 

E, sim, você consegue sentir isso tudo nele, e com força (menos a manga, ufa!). As especiarias, então, putz, nossa, vão até a lua e voltam dez vezes, principalmente o cravo. A baunilha também chega chegando. Mas, óh, é baunilha de gente grande, viu? 

Bacanudo ele é, mas só no frio bem frio na neve e/ou no pólo sul. Cremosão, temperado, quente, doce and selvagem, Jungle L´Elephant é arte em forma de perfume.

Patada no nariz dozotro é refresco? Nops, é Jungle L´Elephant sob 30 graus. Frascos vendidos em países tropicalientes devem vir com o aviso: "Este perfume é contra-indicado em caso de suspeita de altas temperaturas". Alguém aí quer levar uma patada de elefante? Não, né? Mas um tapinha tá valendo. Como já diziam os aphinados philósophos do Bonde do Jungle Le Tigrão: "um tapinha não dói, um tapinha não dói, um tapinha não dói , só um tapinha".