Patada de elefante


by Vanessíssima em ,

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Kenzo Jungle L´Elephant (Kenzo) é tipo um elefante numa loja de cristais. Sutil, só que não. Eu, enquanto cerumano cafungante, tenho medo desse perfume. Muito medo. Penso ser necessário licença especial pra usar Jungle L´Elephant cá no Bananão. É muito vigor num frasco, entende? Ele é forte. Extremamente forte. Praticamente um mamute. Enxaquecosos, tremei!

Oriental especiado, o bonitão aí compreende tangerina, cravo-da-índia e cominho na saída, cominho (de novo, só que de outro tipo), manga, heliotrópio, ylang ylang, alcaçuz, gardênia e cardamomo no coração, e âmbar, patchouli e baunilha na base. 

E, sim, você consegue sentir isso tudo nele, e com força (menos a manga, ufa!). As especiarias, então, putz, nossa, vão até a lua e voltam dez vezes, principalmente o cravo. A baunilha também chega chegando. Mas, óh, é baunilha de gente grande, viu? 

Bacanudo ele é, mas só no frio bem frio na neve e/ou no pólo sul. Cremosão, temperado, quente, doce and selvagem, Jungle L´Elephant é arte em forma de perfume.

Patada no nariz dozotro é refresco? Nops, é Jungle L´Elephant sob 30 graus. Frascos vendidos em países tropicalientes devem vir com o aviso: "Este perfume é contra-indicado em caso de suspeita de altas temperaturas". Alguém aí quer levar uma patada de elefante? Não, né? Mas um tapinha tá valendo. Como já diziam os aphinados philósophos do Bonde do Jungle Le Tigrão: "um tapinha não dói, um tapinha não dói, um tapinha não dói , só um tapinha".