Quando é bonito ser over


by Vanessíssima em , ,

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É seu aniversário e você ganha um voluptuoso buquê de rosas vermelhas. E você sorri, agradece e bota as flores num vaso com água. No dia seguinte, lá estão as rosas te olhando com olhos de rosa e exalando aquele perfume inebriante, vermelho e amarguinho. Ops, não é seu aniversário? Dá nada não. Você entra numa floricultura, pára no setor de rosas vermelhas e, bazinga, lá vem aquele cheiro característico. Taí o Tea Rose (Perfumer´s Workshop), um perfume pra quem tem coragem. Sim, ele é over. Sim, ele é bonito.

Rosa carnal, rosa grandona, rosa ultra red. Rosa de vaso com água, rosa de floricultura, rosa, rosa e mais rosa. Eis o cheiro mais fiel de rosa vermelha que meu nariz já cafungou num perfume. Sim, você contou certo: eu disse rosa nove vezes neste parágrafo (dez com esta. rá!). Overdose. Overose. Faz parte do show.

Na saída o amargor é mais pungente. Temos aqui uma rosa vermelha fidelíssima. Pouco tempo depois, a flor vai perdendo a cor do pecado e acabamos com uma rosa branquinha e puritana no colo.

No mundo das idéias, Tea Rose tem bergamota, rosa, lírio, tuberosa, sândalo, âmbar, cedro e pau-brasil. Na real, ele é pura rosa aveludada e vivinha da silva. Floralzão de cama, mesa e banho, o amarelão aí é simples-porém-encantado, tal qual a rainha das flores. Não sei como uma fragrância tão baratinha consegue essa façanha (opa, lá fora, onde ela é encontrada, ela custa bem pouquinho).

Lançado em 1975, Tea Rose divide opiniões. Metade do mundo ama esse perfume. Metade odeia. Bão, cá entre nós, tá mais do que óbvio ululante que eu amo, néam? Acho apaixonante. E o que seria do(a) rosa se todos gostassem do(da) lilás?