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Ivoire


by Vanessíssima em , ,

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Apenas um dos meus preferidos, assim eu começo falando sobre o belo Ivoire (Balmain). Mas, olha só, versão que existe hoje (a minha) - de 2012 - é bastante diferente daquela que foi lançada em 1979, ok? Sim, tem essa. Originalmente ele foi um chipre. Hoje ele é floral, com notas distintas. Discreto e elegante, ele me é extremamente versátil.

Composto de tangerina, flor de laranjeira, folhas de violeta, íris, jasmim, rosa, ylang-ylang, gálbano, pimenta, cedro, patchouli, vetiver e baunilha, Ivoire tem cheiro de sonho, de conforto, de paz.

Rente à pele que acabou de sair de um banho morno e foi limpa com aquele sabonete branco com cheiro de flores reservado pra ocasiões especiais (sim, ele tem ali uma pegada soapy and chic), Ivoire é diferente de tudo o que eu conheço. Ivoire é lindo, equilibrado, sem excessos. Ivoire é aquele tipo que encontrou a felicidade nas pequenas coisas da vida. Ivoire é o sorriso do Buda. Nunca a cor do líquido casou tanto com a mensagem como aqui.

A saída é levemente frutada e verdinha. As flores são orvalhadas. O patchouli é quase imperceptível na minha pele, bem como o viés atalcado da íris. O que fica é o cheiro do vapor morno que sobe no banho enquanto a gente se ensaboa. O final, em mim, é amadeirado com um toque ultra sutil de baunilha cremosa. Tudo é comedido e perfeito.

Porém, aqui vai um aviso: quem busca um cheiro que marca território, um algo a mais, um atrevimento, uma nota dissonante vai se decepcionar com o Ivoire.

Tenho cá comigo que corações apaixonados pelo Chloé (Chloé) e pelo Noa (Cacharel) se entregarão de corpo e alma ao Ivoire. Ivoire faz pelas flores o que Chloé faz pela rosa e Noa, pelo almíscar.