O segredo do Olympéa


by Vanessíssima em , ,

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Olympéa (Paco Rabanne) tá pra mim mais do que eu tô pra ele. Trocando em miúdos, ele é bom, mas me cansa. Integrante da nova safra lugar-comum de "perfumes doces para mulheres adultas contemporâneas", Olympéa se destaca pela incrível (e aqui super bem usada) nota de sal. Eu sei, você sabe, nós já vimos esse filme antes (L de Lolita e Womanity têm ali um toque salgadinho que não me deixam mentir), mas ninguém liga de assistir de novo ao mesmo filme quando ele é bom, né? E Olympéa começa promissor.

De acordo com Paco, ele é oriental floral e as notas são as seguintes: baunilha salgada, jasmim aquático, flor de gengibre, tangerina verde, âmbar gris e madeira cashmere. 

E o salzinho amigo me pega ali bem na ponte nasal, sabe como? Gostoso sentir essa cutucada marota. Não fosse por ela, Olympéa seria mais um a pegar rabeira no famigerado reino do La Vie Est Belle. Ok, agora você já sabe qual é o segredo do Olympéa e por que ele anda vendendo tanto.

Depois de umas horinhas, a mistura de jasmim molhado, gengibre assanhado, tangerina hiperativa e baunilha docinha (agora sem o sal) virou aqui na minha pele um samba de uma nota só e ficou martelando na pontinha do meu nariz tempo suficiente pra me cansar. Dá até pra achar que tem uma frutinha vermelha meio over escondida ali (incrível como isso acontece com todo Paco Rabanne que eu experimento!). E aí que a fixação e a projeção estupendas desse perfume na minha pele se viraram contra mim. Até chegar no conforto e na maciez do âmbar gris e da madeira, eu já tava cansadona do Olympéa. É, eu não tenho mais idade pra brincar disso não. Talvez no inverno.