Tommy Girl, o simples que satisfaz


Eu não vou fazer promessas porque não sou da seara política, mas quero deixar registrado aqui que em 2018 eu pretendo abandonar menos este blog. Alguém acredita em mim? Não, né? Ok, eu tentei! Enfim, bora me redimir? Pra abrir os trabalhos, vos apresento ao Tommy Girl (Tommy Hilfiger), minha paixão mais recente! 

Tommy Girl marcou época. Lançado em 1996 pela grife do estilista nova-iorquino Tommy Hilfiger, o perfuminho aí reinou absoluto nas malas das meninas made in Brazil que, naquele ano, botavam pela primeira vez os pezinhos (calçando Keds brancos) na Disney. Embalada pelo novo ciclo econômico patrocinado pelo Plano Real (botado na roda dois anos antes), uma horda de garotas brasileiras ricas enriqueciam free shops e lojas norte-americanas ao enfiarem na mala a tradução líquida do american way of life adolescente (e tenho cá comigo que as corajosas mães que seguiam junto preferiam, pela iconicidade, o tal Chanel Nº 5). 1996 também foi o ano do famigerado ET de Varginha, mas quem dá bola pra isso, né?


Já li de tudo sobre o Tommy Girl, que é sonso, que é marcante, que é casual, que é perfume de patricinha (leu o primeiro parágrafo deste texto? bingo!), que não tem cheiro de nada, que é sufocante, que é seco, que fixa bem, que não fixa, que é isso, é aquilo e outra coisa. Pois é, acontece! Vamos aceitar que dói menos.


Ainda que eu nunca tenha botado os pés na Disney (e que meu primeiro par de Keds tenha sido comprado há uns três anos por minha pessoa graças ao meu próprio salário), Tommy Girl me satisfaz. O fato é que esse perfume é um dos mais usados da coleção desta pobre quase-quarentona assalariada que vos escreve. Faça chuva, sol, calor ou frio, quando não sei o que usar durante o dia (em especial no trabalho), é nele que eu vou. E vou felizona! Vou gripada, vou enxaquecada, vou vendendo saúde, mas vou. Ele nunca falha. E nunca incomoda. E pensar que eu não ligava nadinha pra ele anos atrás (por que eu fui tão besta, hein? ok, eu ainda sou, mas isso não é assunto pra este post).


Floral frutal, Tommy Girl tem cassis, camélia, mandarina e flor de macieira na saída; madressilva, lírio, violeta, hortelã, uva, frutas cítricas e rosa no coração; e magnólia, rosa, sândalo, jasmim e cedro na base.


Graças a Mickey eu não sinto a violeta (odeio violeta, é mais forte do que eu, desculpa!). Maçã Fuji de azedismo e crocância efervescentes, flores abstratas de chá e uma boa e gostosa dose de linho recém-lavado são tudo o que eu sinto (na ordem) durante a evolução desse belo fresco energizante com cara de brisa natural. É o tipo de perfume que bota um sorriso espontâneo na minha cara. E, olha, eu não mentiria se dissesse que tenho vontade de beber esse perfume, viu? #soudessas


Tommy Girl é leve, minimalista, limpo, casual, solar and refrescante. Pena que ele não dura muito na minha pele (o jeito é borrifar na roupa e no cabelón pra ser feliz). 


A quem interessar possa, dizem que o extinto Carpe Diem (O Boticário) é, digamos, irmãozinho do Tommy Girl. Pelo que eu me lembro da minha irmã usando litros do nacional, Carpe Diem era parecido mesmo, com a diferença de ter toques especiados e verdes, além de ser mais cítrico e marcante em comparação com o importado.


PS: Você vai achar o Tommy Girl por aí em duas versões: Cologne (na caixa predominantemente branca) e EDT (com caixa listrada). Reza a lenda (infelizmente, não consegui confirmar), que esse perfume surgiu originalmente como Cologne e assim ficou durante um bom tempo, mas virou EDT de uns anos pra cá. O meu é o EDT e não sei dizer se rolou reformulação, já que cafunguei o Cologne há eras e meu nariz perdeu a memória.

Comentários

  1. Não some mais mulher!! Adorei a citação ao icônico ET de Varginha, esse querido...

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  2. Eu estou usando um contratipo de Tommy Girl da marca Thipos e estou sentindo exatamente isso.

    Tenho o Carpe Diem também. Ele foi extinto nas lojas físicas, mas está vivíssimo no site e é um dos mais vendidos lá. Desde que o conheci é meu favorito da marca O Boticário.

    Eu realmente não sei dizer qual dois dois é melhor no cheiro, então voto no Carpe Diem porque é mais barato que o da Thipos.

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    1. Helen, eu quase catei o do Boti quando soube que ele voltou (inclusive porque amo o Tommy), mas ando tão comportada...

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